terça-feira, 3 de maio de 2011

Convite Simpósio Democracia, Feminismos e Movimentos de Mulheres

Convido meus queridíssimos "seguidores" para um evento super importante que está sendo promovido pelo GEPEM (Grupo de Estudos e Pesquisas Eneida de Moraes sobre Mulher e Relações de Gênero), da UFPA, nos dias 5 e 6 de maio. A programação detalhada está no blog Política e Crônicas, cujo link está abaixo, na lista de blogs a conferir. 

Dentre as várias mesas de grande interesse, destaco as que ocorrerão ao longo do dia 6 de maio, sexta-feira. As expositoras convidadas estão na liderança de associações  de mulheres de vários municípios do Pará e pretendem refletir sobre suas experiências na obtenção de recursos, cidadania, em suma, de empoderamento local, enfrentando os desafios de contestar padrões de comportamento relativos a sua posição social de classe e de gênero. 

São experiências que merecem ser conhecidas do público mais amplo e a oportunidade é única. Conforme o contexto, elas estão atuando em frentes diversas: na implantação de unidades de conservação ambiental; em processos de co-gestão e de aproveitamento de recursos da biodiversidade amazônica; de valorização dos saberes locais; geração de trabalho e renda, notadamente em localidades rurais; finalmente, de reconhecimento de sua condição de trabalhadoras. Fazendo parte de redes sócio-políticas diversas, elas têm histórias de sucesso e, também, de fracassos, de conquistas e recuos.  

Paradoxalmente, uma característica comum à maioria das experiências associativas é a pouca atenção de governos municipais. É paradoxal, tendo em vista que muitas iniciativas têm potencial de dinamizar as economias locais. Em um Estado no qual o setor formal da economia é restrito, não se pode mais afirmar que falta capacidade de iniciativa nestas paragens. Suas histórias se passam em um verdadeiro "mar" de infraestrutura precária, necessidades de fomentar habilidades técnicas e de gestão, cegueira política, além dos velhos preconceitos quanto à capacidade econômica e política de mulheres de pouca renda e escolaridade. Tudo isso reforça a baixa auto-estima e a desconfiança, interna e externamente às comunidades de origem, reproduzindo, mas também revertendo, a velha invisibilidade. 

 

2 comentários:

  1. Querida Cris,
    Além do "muito obrigada" tradicional por teres incluido no rol cotidiano de tuas preocupações a visibilidade na mídia virtual a um evento que realmente pretende ser uma "voz" de mulheres líderes em suas comunidades em vários âmbitos, políticos, sociais e de empreendedorismo, realço meu lado de "militante acadêmica" que tem, nas assciadas do GEPEM, a força de tentar expressar seu comprometimento com as mudanças sociais. O slogan "somos todos um" se reflete na vertente desse "ouvir" nossas parceiras das áreas rurais sobre o que representa empoderar-se para avançar na melhoria da qualidade de vida. Teu comentário me fez refletir mais ainda sobre a importância da Universidade Federal do Pará e de seus "acadêmicos" em dar base aos novos tempos que esperamos ver, sentir e conviver com quem está na base da pirâmide lutando por uma vida melhor. Obrigada para todas nós que fazemos parte do GEPEM/UFPA.

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  2. Cristina,
    Poxa vida, queria tanto que minha vida estivesse mais normal...

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