domingo, 22 de março de 2020

Por que demora, a dor de um coração partido?

Primeira resposta: dura tanto quanto o amor foi grande.
Mas não é só isso, tenho certeza!
Hoje de manhã, limpando o quarto,
Uma lâmina fina de madeira caiu de um canto.
Surpresa!
Ela esperava, ainda, aquele que eu amara.
Resto de um de trabalho por ser feito
Um pedaço de plano inacabado.
Há dois anos guardado,
Hoje essa coisa de nada, de repente,
Deixou o lugar esquecido
E me encheu com a presença do amado
E com a consciência da distância.
Assim, entendi mais da resposta.
Por que demora a dor de um coração partido?
Ela vem dos sentidos e sinais
Que foram próprios do amor vivido.
Revi, então, nossas paisagens
A areia, o mar, a estrada, a lua, os caminhos...
Morros ao longe, fogos de artifício, catedral, calçada.
E, novamente,
Madrugadas a nos surpreenderem juntos
Aroma de café, torrada, pão...
Toques de pele...
Revi tudo hoje de manhã, no canto do quarto.
No projeto quase esquecido.
Nosso amor era múltiplo,
Era riqueza, varanda, casa...
Era a cidade dele!
Era a minha cidade!
Desejo e encontros.
E, no entanto,
As belezas não desviaram as travas do caminho.
O diálogo que faltou
O fracasso das palavras...
Uma lágrima,
E as lembranças mais queridas ressurgiram...

Pourquoi dure-t-elle, la douleur d'un cœur brisé?


Première réponse: elle dure d'autant plus que l'amour fut intense.
Mais, pas seulement, j’en suis certaine!
Aujourd'hui, faisant le ménage,
Une fine planche
À demi travaillée,
Glissa de son coin.
L'étonnement!
Elle s’attendait à celui que j’aimais.
Un petit travail resté à faire
Un bout de plan inachevé.
Deux ans passés, un objet mine de rien,
Soudain detaché d’un coin ignoré,
Me remplit de sa présence
Et de la conscience de sa distance.
Et donc, je saisit l’autre partie de la réponse.
La douleur du coeur brisé
Vient de la pluralité de sens, et des signes
Qui furent le propre de l'amour vécu.
C'est ainsi que je revis nos cadres dehors
Le sable, la mer, la route, la lune, les chemins...
Montaignes au loin, feux d’artifice,
Cathédrale, marché
Et encore
L'aube à nous surprendre ensemble,
Odeur du café, tartine, pain...
Touchers de peaux infinis...
Je lui redécouvrit ce matin,
À un coin de chez moi
Petit projet quasi oublié.
Notre amour était multiple, richesse,
Balcon, maison
Était sa ville natale, était la mienne!
Désir de lui
Rencontres et admiration...
Et pourtant,
Les beautés ne surent détourner les travers du chemin.
Le dialogue manquant
L’échec des mots...
Une larme voulut rester
Et les plus chéris souvenirs.

quarta-feira, 11 de março de 2020

Fé cristã e igualdade de gênero


8 de março celebra conquistas históricas das mulheres, que mudaram culturas e sociedades, sempre no sentido de mais humanização e bem-viver. Beneficiaram as crianças, a maternidade, a paternidade, a velhice, a educação, a saúde, enfim, a liberdade humana.
A fé cristã, por sua vez, defende a igualdade entre os gêneros, expressão dos desígnios do Criador, que fez mulher e homem “à sua imagem e semelhança”. O apóstolo Paulo explicou bem esse ponto na Carta aos Gálatas. Ele disse:
“De fato, todos vocês são filhos de Deus, por meio da fé em Jesus Cristo (...). Não há judeu nem grego, não há escravo nem livre, não há homem nem mulher, pois todos vocês são um só em Jesus Cristo (...) herdeiros conforme a promessa.” (Gl 3, 26-29) E, mais adiante, ele explicou a “adoção”: “...Deus enviou o seu Filho, nascido de uma mulher, nascido debaixo da Lei, a fim de resgatar os que estavam debaixo da Lei, de modo que recebêssemos a adoção de filhos. Deus enviou aos nossos corações o Espírito do seu Filho, que clama: ‘Abba! Pai’. Portanto, você já não é escravo, mas filho. E se você é filho, é também herdeiro por causa de Deus”. (Gl 4, 4-7)
O Evangelho anulou, portanto, toda discriminação, uma vez que através de Cristo fomos adotados. O teólogo Timothy Keller destacou que a adoção, na sociedade daquela época, era uma instituição masculina. Ela funcionava assim: um homem sem herdeiros podia adotar um para quem deixaria seus bens, nome e status social. Ocorre que, pela lei, só homens podiam ser adotados. Nunca uma mulher. Daí o caráter revolucionário da adoção que Deus ofereceu através de seu Filho, a pessoas de diferentes etnias, classe social e gêneros.
Nas nossas instituições humanas não tiramos todas as consequências desse Evangelho. Ao contrário, na construção das igrejas cristãs, houve perseguição e discriminação de mulheres. Na vida civil, a igualdade está longe! Vejam os índices de violência contra mulheres e homossexuais, as barreiras à mobilidade das mulheres nos espaços das cidades, a baixa representação política feminina, as dificuldades de conciliar trabalho e cuidados com os filhos e os idosos, o lugar secundário que as sociedades atribuem aos cuidados em geral. Questionam-se direitos como licença paternidade e maternidade. É difícil fazer valer o princípio da solidariedade. A sociedade é composta por pessoas diferentes em idade, sexo, em necessidades etc. A diferença nos enriquece e cada um tem a colaborar com o coletivo.
Por outro lado,os movimentos feministas inscreveram valores cristãos, seja na lei, seja nas relações interpessoais.
Há desacordos, como por exemplo, o tema do aborto, que movimentos feministas consideram um direito de escolha da mulher. Sem entrar nessa discussão, vale lembrar que há nesse terreno algumas concordâncias básicas: a maternidade, a infância, a educação, a saúde, a informação, são alvos fundamentais de uma sociedade, de um país que defende a justiça. Não adianta condenar o aborto e, ao mesmo tempo, ser indiferente à miséria, à falta de acesso a meios contraceptivos, à cultura, ao cuidado com as crianças, às necessidades das mães e dos pais etc...
Na visão da fé, mulheres e homens foram criados segundo um projeto de liberdade. Houve a queda, mas Jesus inaugurou os novos tempos escatológicos, nos fez Nova Criação. Deixou sua Palavra e nos redimiu na Cruz.
É possível afirmar que, na história da busca pelo Reino – “venha a nós o vosso Reino, seja feita a vossa vontade..., o pão nosso de cada dia” – os feminismos também estão presentes, a despeito de suas grandes diferenças e das discordâncias com elementos da fé cristã. Esses movimentos têm sua quota de participação na feitura do Reino que quebra as correntes do mundo. Lembrando Paulo: “... como podemos querer nos tornar novamente escravos...se conhecemos a Deus e nos tornamos herdeiros"?
Não se opõem feminismo e fé cristã. Feminismo é ferramenta na busca da equidade de gênero, do respeito às diferenças e da paz. Ele se alinha na longa lista de utopias de justiça que tantos povos e culturas formularam, imaginaram e buscaram.

Mensagem a uma lua e a quem me fez conhecê-la

Moço,
Diz à lua de Saint-Pierre
Hoje por acaso cheia,
Que eu a amo,
Que me despeço dela.
Diz à lua de Saint-Pierre
Que quero voltar a vê-la
Se a vida me der a graça
De voltar, de retomar a estrada.
Diz à lua de Saint-Pierre
Da memória de seu brilho.

Descobri-a ao lado teu,
Naquele eterno setembro.
Lua,
Só nesta noite,
Me ajuda a enxugar uma lágrima
Me ajuda a pegar tua luz
Lua de Saint-Pierre
Por favor, diz,
Que ele me deu de presente
O poder olhar para ti,
E te guardar!
Lua de Saint-Pierre
Tenho saudades de ti.
Queria te ver mil vezes,
Seguir mil vezes teus ciclos.
E além disso,
Eu também te queria mostrar
Brilhando no céu da minha cidade,
Ao que tem meu coração,
Coração inteiro, amor que já partiu.
Lua de Saint-Pierre,
Segues à frente dos meus olhos,
Riqueza... tesouro!
Recurso em novos caminhos.
Lua... eu desejo
Que outros amantes
Experimentem teus convites...
E daí deduzam a alegria de viver
Que todo amor confere.
Mesmo um amor passageiro
Como o que vivenciei...
Porque em todo canto do mundo
Onde quer que haja amantes,
És necessária, Lua!
Amantes que partilham o prazer,
Amantes cuja inocência do sonho
Os leva a contemplar o céu.

Para René, 9 de março de 2020.

À une lune et à celui qui me l'a fait connaitre


Monsieur
Dis à la lune de Saint-Pierre
(Elle est pleine ce soir)
Que je l'adore,
Que je lui dit au revoir.
Dis à la lune de Saint-Pierre
Que je veux la revoir un jour
Si la vie m'accorde la grâce
D'y retourner, de reprendre la route.
Dis à la lune de Saint-Pierre
Que sa lueur est gravé sur moi.
Je l’ai découverte à ton coté,
Toi qui me l'a présenté
Au cours d'un septembre éternel.
Lune,
Cette nuit
Aide moi à essuyer une larme
Aide moi à saisir ta lumière
Lune de Saint-Pierre.
Dis lui, s’il te plait,
Qu'il ma donné ce bien inouï:
Te regarder
Et te garder.
Lune de Saint-Pierre
Nostalgie de toi.
Je voulais te voir mille fois
Suivre tes cycles mille nuits.
Et puis,
Je voulais te montrer aussi
Brillant au ciel de ma ville,
À celui qui retient mon coeur.
Coeur plein d'amour manqué.
Lune de Saint-Pierre,
Tu restes devant mes yeux,
Richesse, trésor,
Ressource pour d'autres parcours.
Lune... Je souhaite
Que d’autres amoureux
Éprouvent tes invitations
Et en déduisent la joie de vivre
Que procure tout amour.
Même passager...
Tel celui que j'ai connu.
Car, partout dans ce monde
Là où il y aura des amants,
Tu seras nécessaire, lune!
Des amants partageant la jouissance,
Ceux dont l’innocence
Les amène à chercher le ciel.

Pour René, le 9 mars 2020.

domingo, 22 de setembro de 2019

Machões são homens incompletos


Brasil ocupa o quinto lugar no ranking de violência contra a mulher. Parece haver um ódio contra as mulheres. É um fruto da cultura machista e patriarcal, na qual há vontade de controle e dominação sobre as mulheres. A violência se dá por ciúme, ressentimento, incapacidade de aceitar o fim do relacionamento, de ouvir um não, vontade de usar o corpo, sentimento de posse etc. Em suma, uma enorme dificuldade de enxergar a mulher como pessoa, com livre arbítrio e autonomia.

Em parte, a violência contra a mulher tem algo a ver com a formação do Brasil, muito marcado por subjugação de categorias à margem da “boa” sociedade – indígenas, escravos, minorias, negros, caboclos, favelados, migrantes... E as mulheres aí foram duplamente subjugadas! Essas categorias ficaram meio invisíveis, não vistas como pessoas plenas, com direitos e deveres. Mesmo hoje, por exemplo, aceitamos que os pobres no Brasil paguem proporcionalmente mais impostos que os ricos e desfrutem menos da riqueza comum em serviços públicos e proteção social. É nossa estrutura tributária regressiva que toleramos sem maiores problemas. A subjugação do outro contamina as relações independente de classe social. O preconceito está em toda parte. 

Já que nunca assumimos plenamente essa herança histórica e social de desigualdades, ela segue minando a construção da nossa cidadania em pleno século XXI. 

Agora, para enfrentar nossos elitismos, racismos, meritocracismos, machismos, exclusões... precisamos reconhece-los e entender o mal que nos fazem. Se não enxergamos os outros em sua inteireza, é porque também não enxergamos a nós mesmos como pessoas completas. Então, desenvolvemos uma falsa ideia de poder! É assim: eu não me basto, por isso recorro ao outro e me aposso do que nele me interessa e penso que falta em mim. Diminuo o outro porque também sou uma pessoa pequena. No Brasil, nós não desenvolvemos bem a noção de limites individuais, própria da cidadania liberal lá do século XVIII. Menos ainda entendemos o conceito cristão de ser humano!

Então, o fator da violência que se manifesta nas relações entre os sexos está de certo modo presente em tudo o que faz do Brasil um país violento, a despeito de toda a modernização. A violência tem raiz na nossa formação como sociedade de dominantes e dominados. Desenvolvemos, assim, uma visão truncada de nós próprios e de outros, que nos faz enxergar outros como seres à disposição. Resultado: discriminações de toda ordem! Pensemos, por exemplo, no pedestre com dificuldade de locomoção que precisa atravessar certas ruas nas grandes cidades brasileiras. Eles vivem o nosso “se vire” de cada dia! Não o “pão nosso” de cada dia! Um olhar que não enxerga o outro, ou diminui o outro, é um olhar de pessoa carente. Não me vejo pleno e muito menos vejo os outros plenos, sobretudo quem é mais fraco que eu. Preciso controlar aquele que vai me preencher.

O machismo é uma forma de poder e, ao mesmo tempo, prova da incompletude que muitos homens sentem. Então, querem dominar a mulher para se sentirem um pouco mais inteiros. Não a tendo por livre e espontânea vontade, usam, abusam, coagem, batem, até matam. É uma individualidade que parou na beira do caminho. Machos violentos são pessoas truncadas!

Machismo violento é mais forte onde a cidadania e a democracia são fracas, caso do Brasil. O poder sobre a mulher se opõe absolutamente ao princípio cristão do poder como serviço. Só entende poder como serviço quem está ciente de seu valor humano e, assim, transborda esse valor para elevar outros seres humanos. 

Precisamos falar claro sobre machismo e violência, sinais de nossa humanização incompleta!


terça-feira, 17 de setembro de 2019

Paulo e a crítica das instituições sociais: uma carta sobre a escravidão


              
A pequena carta que o apóstolo Paulo escreveu ao amigo Filêmon narra como ele, Paulo, lidou com uma instituição social de seu tempo, a escravidão. Acho que o significado pleno da carta ainda hoje nos escapa. A carta fala de Onésimo, escravo de Filêmon. Ele havia fugido e, capturado, foi levado à mesma prisão onde Paulo estava preso. Lá então, deu-se a conversão de Onésimo. Sobre ele, disse Paulo: “... meu filho, que fiz nascer para Cristo na prisão (...). Ele é como se fosse meu próprio coração.” Cumprido o tempo de sua pena, Onésimo estava sendo reenviado pela polícia ao patrão, a quem então Paulo endereçou a carta. A narrativa e o pedido na carta são surpreendentes!
Primeiramente, Paulo diz que gostaria de poder guardar Onésimo a seu lado, para ajuda-lo no cativeiro. Contudo, ele não se permitiria faze-lo sem o aval de Filêmon. Por que? Eis a razão: “... para que a tua bondade não seja forçada, mas espontânea.” Ou seja, Paulo respeitava absolutamente a liberdade de escolha do patrão entre abrir mão ou manter seu direito legal de dono de escravo.
Em seguida, Paulo reafirmou o conceito cristão de humano – a filiação ao Pai. Onésimo convertido já não era mais um simples escravo na rede de relações sociais daquele tempo e lugar. Prosseguiu Paulo ao amigo: “Se ele te foi retirado por algum tempo, talvez seja para que o tenhas de volta para sempre (...) como um irmão querido (...) tanto como pessoa humana quanto como irmão no Senhor. Assim, se estás em comunhão de fé comigo, recebe-o como se fosse a mim mesmo”. 
Não se sabe a resposta de Filêmon àquele convite radical. Mas, sendo um “irmão de fé", é de se esperar que o aceitasse e que, portanto, a classificação social recuaria. Filêmon certamente escolheria a emancipação cristã. E receberia o antigo escravo como irmão! A lei perderia para o amor fraterno.
Que maneira é essa de abolir uma escravidão?
Note-se que Paulo usa a palavra coração para se referir ao “nascer para Cristo”. Paulo diz que Onésimo tornara-se como se fosse seu próprio coração. E coração, na Bíblia, tem um sentido forte. Era como se fosse o centro da pessoa, o cerne de seu caráter. A conversão, portanto, tocava o coração dos envolvidos. E, mudando o coração, mudava a prática. Portanto, chama a atenção nesse episódio, o fato de que não era só o escravo que estava se libertando; senhor e escravo se libertavam.
A experiência de conversão de Onésimo pode inspirar lutas políticas de nosso tempo?
Talvez teologicamente essa pergunta não tenha sentido. Não sei se uma carta teológica pode inspirar diretamente lutas políticas concretas. Mas, acho que ela é rica para pensarmos a nós mesmos e a nossa vida em sociedade.
Em primeiro lugar, vê-se que na emancipação que Paulo pregava, não havia um polo dominador que tinha o poder absoluto de libertar o outro, o dominado. Ambos “nascem de novo”, como havia ensinado o Mestre de Nazaré. A mudança na prática das relações sociais – não haveria mais escravo e senhor - era a consequência lógica e necessária da transformação mais profunda. E uma libertação dessa natureza não pararia ali!
Em segundo lugar, Paulo ensina que diante do amor do Pai, a ordem humana é menor! O amor do Criador é a determinação última, absoluta. Mas Paulo ensina, também, que aderir à opressão ou ao amor é escolha. Não fatalismo! Portanto, instituições que descaracterizam o ser humano são frutos de escolha, de escolhas individuais e coletivas. É notável que Paulo quisesse respeitar a liberdade de Filêmon para “exercer sua bondade”. Seria tão mais fácil impor, dar uma ordem! E, aí, vem sutilmente uma característica fundamental do legado cristão: se Deus criou o céu e a terra, as mulheres e os homens, a natureza e o cosmos... as relações opressoras fomos nós que criamos! E escolhemos continuar com elas, invertendo o projeto original! E, portanto, vivemos a vida social como peso, como impossibilidades, como carências, como dependências, como frustrações, criando separações, muros etc. etc. Contudo, ainda é a liberdade que nos define!
Lá naquela prisão, Paulo estava libertando um escravo e um senhor. E, ao mesmo tempo, dizendo coisas para nós, séculos depois. Ele estava, sobretudo, replicando a lição do Cristo, o Verbo encarnado. Ocorre que nós continuamos escolhendo mal... Mantemos instituições que nos desviam da plenitude própria da Sabedoria que nos criou filhas e filhos, irmãs e irmãos. Paulo estava tornando concreto o chamado de Jesus aos cansados e sofridos: “... meu jugo é suave e meu fardo é leve” (Mt 11, 30).

domingo, 14 de abril de 2019

Previdência e solidariedade social 4

Coloquemos na mesa de discussão sobre reforma da previdência social, os dados sobre quanto custa a dívida brasileira, quanto se paga de juros, para que serve a dívida, porque o Brasil sendo uma das grandes economias do mundo é o mais desigual.. Por que não discutimos nosso projeto de nação? Somos grandes e riquíssimos em natureza, terra, água... Se nós como cidadãos pegamos um empréstimo bancário, pagamos as maiores taxas de juro do planeta!!! Vamos colocar os dados às claras para a população e, democraticamente, os congressistas vao deliberar. Mas, é preciso perguntar também: 1) O que consideramos digno para um cidadão brasileiro? 2) Como queremos proteger os brasileiros mais fracos e fazer nossa pujante economia crescer? 3) Por que enorme proporção do PIB vai para pagar juros bancários? 4) Para que os governos sucessivos tomaram empréstimos? 5) Reforma da previdência é só para continuar pagando tanto aos bancos? Enfim, o momento é de nos informarmos. Jovens, é o seu Brasil que está em jogo! Toda decisão política é legítima, se ela for baseada em informações e conhecimentos por parte da sociedade. Todos nascemos, envelhecemos, adoecemos, morremos. Por que o ciclo natural da vida é pensado como custo na hora das decisões políticas? Estamos todos loucos? Olhemos para nosso Brasil com amor por justiça social e oportunidades!