<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6191214711696564593</id><updated>2012-03-08T06:59:32.948-08:00</updated><category term='Sociologia'/><category term='religião'/><category term='televisão'/><category term='Belém'/><category term='Leia mais'/><category term='meio ambiente'/><category term='relações internacionais'/><category term='amor'/><category term='educação'/><category term='evento'/><category term='mulher'/><category term='homenagem'/><category term='economia'/><category term='gênero'/><category term='preconceito'/><category term='pescadores'/><category term='política'/><category term='desigualdade'/><category term='teatro'/><category term='Natal'/><category term='cinema'/><category term='cultura'/><category term='redes sociais'/><category term='Amazônia'/><category term='aniversário'/><category term='igualdade'/><category term='feminismo'/><category term='Viagem'/><category term='ciência'/><category term='Direitos'/><category term='trabalho'/><category term='solidariedade'/><category term='liberdade'/><category term='reconhecimento'/><title type='text'>Sociologando</title><subtitle type='html'>Um blog de reflexões sobre temas sociais, políticos e culturais da atualidade. Está aberto para compartilhar idéias.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Maria Cristina Maneschy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436887022617415865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_iYvnJHTFWdU/TNC6Uc2RItI/AAAAAAAAAAs/vjGHJtOu2Po/S220/Foto+criada+em+2010-11-02+%C3%A0s+22.02.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>101</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6191214711696564593.post-4142542266264760059</id><published>2012-03-08T05:43:00.001-08:00</published><updated>2012-03-08T06:20:27.202-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='economia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='feminismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gênero'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='televisão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Direitos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>Equidade de gênero na economia</title><content type='html'>&lt;div style="color: #741b47; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Dentre outros sentidos, 8 de março evoca os avanços rumo à equidade nas relações de gênero em muitas sociedades. Tal equidade ainda está longe de ser plena. Esse longe continua, não porque as mulheres não estejam se equiparando aos homens no acesso ao mercado de trabalho. Ao contrário. Além disso, em certos quesitos, como a escolarização, elas chegam a avançar mais que os consortes. Mas, ainda está longe porque todo o mundo associado ao feminino, o mundo dos cuidados pessoais, é ainda considerado assim, meio privado, do lar, da família. Afastar-se do trabalho para parir e cuidar da prole, ou de alguém doente em casa, ainda traz prejuízos na carreira, ou gera as chamadas "carreiras femininas". Dito isso, não se pode desconhecer as conquistas feministas em politizar o privado e desmistificar a classificação de público e privado, por exemplo, com a consagração da expressão "violência contra a mulher" e seus efeitos jurídicos e sociais.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Equidade de gênero implica, afora mudanças culturais de peso, reorganização da economia, sua reestruturação de maneira a incorporar no cerne dos indicadores econômicos, tais como índices de produtividade e de risco, indicadores sociais, de bem estar, de segurança, de liberdade. Nossa tradição de direitos humanos permite abordar essas questões no plano da implementação de direitos humanos, direitos que são inerentes às pessoas independentemente de sua posição na sociedade, posição de classe, de gênero, ou de filiação cultural. Não existem mais direitos e deveres afirmados a uns e negados a outros com base em atributos supostamente naturais, como as diferenças de sexo. Equidade de gênero no sentido aqui em questão envolve romper uma história secular de separação entre economia e sociedade, fundada na crença do liberalismo clássico no advento da era industrial, de que a saúde da primeira, a economia, produz a saúde da segunda, a sociedade, via aumento da riqueza e sua redistribuição. Que o digam os atuais desempregados na Europa, para quem os cortes orçamentários públicos e os cortes nos empregos não apontam para qualquer luz no fim do túnel e nem para justas compensações por sacrifícios em prol do "bem maior"!&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Como disse em um artigo escrito com as colegas Luzia Álvares e Deis Siqueira:&lt;/b&gt; &lt;b style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;"As relações de gênerobeneficiam a ordem econômica pois contribuem na criação dos espaços e detempos da produção, em que agentes desembaraçados de obrigaçõesextra-econômicas podem legitimamente aplicar a racionalidade &lt;i&gt;tout court&lt;/i&gt;, a lógica do crescimento e da eficiência,separados, em grande medida, dos tempos e espaços da vida privada, da vidacomunitária e das sociabilidades de uma maneira geral. De tal modo, não sãocontabilizados os cuidados, que são prestados segundo a lógica da dádiva.Ademais, reduz-se o valor de mercado da força de trabalho que se vê nacontingência de assumir os cuidados, ou que necessita de cuidados".&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Estamos longe de alcançar aquele ideal que movimentos feministas de países do norte apregoam e que, mais lá do que cá, tem sido alcançado parcialmente por meio de políticas previdenciárias abrangentes, embora a atual crise econômica internacional esteja cortando muitos benefícios sociais. &lt;/b&gt;&lt;b&gt;Na síntese que a filósofa Nancy Fraser faz do tema, trata-se de tornar os &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;os padrões correntes de vida das mulheres a normapara todos, de redesenhar instituições de modo a permitir a todos, independente de seu sexo, combinarcuidados e atividade de provisão e de organizar os trabalhos &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;para trabalhadores que são tambémcuidadores.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Muito bacana, viver o tempo do trabalho sem culpa, participar da grande rede da sociedade que é a divisão social do trabalho sem precisar sacrificar relações, laços e afetos, como um padrão normal de ser e, portanto, sem as desvantagens acopladas a esse padrão. Um sonho?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #741b47; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #741b47; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;* * * &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #741b47; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #741b47; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Ainda a propósito do 8 de março, o Jornal Bom Dia Brasil desta semana traz uma &lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #741b47;"&gt;simpática reconstituição da recente volta das mulheres aos estádios de futebol, retomando um padrão comum no início do século XX, quando a frequência feminina nos jogos era grande no Brasil. Para quem cresceu em uma cultura que associava futebol ao masculino, nos campos e nas peladas de fim de semana, as cenas da diversidade nos estádios chega a emocionar. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #741b47; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;b style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Font Definitions */@font-face {font-family:"Times New Roman"; panose-1:0 2 2 6 3 5 4 5 2 3; mso-font-charset:0; mso-generic-font-family:auto; mso-font-pitch:variable; mso-font-signature:50331648 0 0 0 1 0;} /* Style Definitions */p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal {mso-style-parent:""; margin:0cm; margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:12.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-ansi-language:PT-BR;}table.MsoNormalTable {mso-style-parent:""; font-size:10.0pt; font-family:"Times New Roman";}@page Section1 {size:612.0pt 792.0pt; margin:72.0pt 90.0pt 72.0pt 90.0pt; mso-header-margin:36.0pt; mso-footer-margin:36.0pt; mso-paper-source:0;}div.Section1 {page:Sect&lt;/style&gt;&lt;b style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="color: #741b47;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6191214711696564593-4142542266264760059?l=sociologando-on-line.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/feeds/4142542266264760059/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2012/03/dia-da-mulher-e-equidade-de-genero.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/4142542266264760059'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/4142542266264760059'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2012/03/dia-da-mulher-e-equidade-de-genero.html' title='Equidade de gênero na economia'/><author><name>Maria Cristina Maneschy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436887022617415865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_iYvnJHTFWdU/TNC6Uc2RItI/AAAAAAAAAAs/vjGHJtOu2Po/S220/Foto+criada+em+2010-11-02+%C3%A0s+22.02.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6191214711696564593.post-912940485201384009</id><published>2012-03-04T15:00:00.002-08:00</published><updated>2012-03-05T04:42:32.002-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='educação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Belém'/><title type='text'>Um cotoco no trânsito</title><content type='html'>&lt;style&gt; &lt;!-- /* Font Definitions */@font-face {font-family:"Times New Roman"; panose-1:0 2 2 6 3 5 4 5 2 3; mso-font-charset:0; mso-generic-font-family:auto; mso-font-pitch:variable; mso-font-signature:50331648 0 0 0 1 0;}@font-face {font-family:Verdana; panose-1:0 2 11 6 4 3 5 4 4 2; mso-font-charset:0; mso-generic-font-family:auto; mso-font-pitch:variable; mso-font-signature:50331648 0 0 0 1 0;} /* Style Definitions */p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal {mso-style-parent:""; margin:0cm; margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:12.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-ansi-language:PT-BR;}p {margin-right:0cm; mso-margin-top-alt:auto; mso-margin-bottom-alt:auto; margin-left:0cm; mso-pagination:widow-orphan; font-size:10.0pt; font-family:Times;}table.MsoNormalTable {mso-style-parent:""; font-size:10.0pt; font-family:"Times New Roman";}@page Section1 {size:612.0pt 792.0pt; margin:72.0pt 90.0pt 72.0pt 90.0pt; mso-header-margin:36.0pt; mso-footer-margin:36.0pt; mso-paper-source:0;}div.Section1 {page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: #351c75; font-family: Verdana; font-size: 11pt;"&gt;Desde que pintaram, ou avivaram faixas depedestre longe de semáforos em Belém, procuro parar ao ver pessoas esperandopara atravessar na faixa que, por definição, é prioritária para elas. Talvezessa atitude não seja sempre prudente, porque muitíssimos motoristas não estãoacostumados com a medida. Só mesmo na Duque de Caxias e na frente do aeroportoé que elas funcionam. Senão, corre-se o risco de levar uma batida portrás.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: #351c75; font-family: Verdana; font-size: 11pt;"&gt;Na Avenida José Bonifácio, no Guamá, ondepasso com frequência, no trecho entre o cemitério e a Barão de Igarapé Miri,nos horários de pique, tenho a impressão de que não dá tempo de os pedestresatravessarem no sinal, pois são cruzamentos de ruas de mão dupla e o tráfego épesado. Fico admirada de não haver maiores reações dos pedestres, pois é umdesafio cotidiano. Só quem lá vive e "está acostumado a ser maltratado e anão ter direitos", como diz a música, passa com aparente familiaridade poraquelas ruas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: #351c75; font-family: Verdana; font-size: 11pt;"&gt;E no nosso trânsito do dia a dia, aprendimais uma vez que é melhor não responder a agressões. Há dois dias, parei nosinal aberto para mim, logo ao dobrar vindo de uma transversal para entrar naJosé Bonifácio, pois havia uns três pedestres atravessando na faixa. Como osinal acabara de abrir e o meu era o primeiro carro no sinal, eu poderia terconcluído a curva e seguido na avenida. Os pedestres, que já haviam cruzadometade da via aproveitando o sinal que fechara para os carros da JoséBonifácio, ficariam esperando no meio, a chance para completar a travessia.Mas eu resolvi parar antes da faixa até que concluíssem. Aí, os carros quevinham atrás de mim devem ter ficado zangados, pois o tempo de sinal verde paraaquelas transversais é curto. O motorista de um taxi que vinha logoatrás, especialmente irritado, então, meteu a mão na buzina. Permaneciimpávida, pois os pedestres já se adiantavam para concluir a travessia. Deutempo de passarmos pelo sinal ainda aberto.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: #351c75; font-family: Verdana; font-size: 11pt;"&gt;Pois bem, no meio do quarteirão logoadiante, outra faixa, desta vez longe do semáforo, com gente para atravessar.Parei. Eis que nova buzinada veio insistente, do mesmo carro. Subiu-meuma irritação inesperada, que me levou a um gesto conhecido: acenei indicandoque o motorista devia avançar, mas evidentemente não havia lugar para tal; umgesto que se traduz por "passa por cima!". O gesto durou segundos e,ainda aguardando os passantes, meu olho alcançou o retrovisor lateral e,naquele breve instante, vi a cara do sujeito a me lançar, junto com um olhar que erao exato contrário de simpático, um cotoco! Um cotoco?! Ai! Alguém que talveznunca tenha me visto me mandou para aquele lugar sem a menor cerimônia!! Senti tanto aagressividade da cena que tremi e me arrependi, com medo que o indivíduo parasse e viesse me dizer o exato contrário de um elogio,com sobras para a reputação da minha mãe.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: #351c75; font-family: Verdana; font-size: 11pt;"&gt;Não sirvo para responder provocações no trânsito. Minha atitude também foi grosseira em certa medida e não aguentei o troco. O certo é desconhecer. Eu estava no meu direito e no meu dever. E, sobretudo, o nível de estresse no trânsito não está para brincadeiras.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: #351c75; font-family: Verdana; font-size: 11pt;"&gt;Eu quis escrever essa postagem porque achouma grande pena que o programa de retreinamento de motoristas ao renovarem suascarteiras, com obrigação de assistir aulas de educação no trânsito e direçãodefensiva deveria ser reforçado, não enfraquecido e substituível por uma prova.Desrespeito, sentimento de superioridade no volante, egos exacerbados, pressaque se descarrega sobre os outros, tudo isso é alvo de reflexão nas aulas. Decinco em cinco anos, relembrar antigas lições, com professores aptos aadaptá-las aos novos tempos de trânsito cada vez mais complicado, acho que faz falta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: #351c75; font-family: Verdana; font-size: 14pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: #351c75; font-family: Verdana; font-size: 14pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6191214711696564593-912940485201384009?l=sociologando-on-line.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/feeds/912940485201384009/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2012/03/um-cotoco-no-transito.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/912940485201384009'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/912940485201384009'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2012/03/um-cotoco-no-transito.html' title='Um cotoco no trânsito'/><author><name>Maria Cristina Maneschy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436887022617415865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_iYvnJHTFWdU/TNC6Uc2RItI/AAAAAAAAAAs/vjGHJtOu2Po/S220/Foto+criada+em+2010-11-02+%C3%A0s+22.02.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6191214711696564593.post-5456988286477371120</id><published>2012-03-02T12:15:00.000-08:00</published><updated>2012-03-02T12:49:54.014-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pescadores'/><title type='text'>Ministro da pesca quer aprender rápido sobre o setor</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Ainda sobre peixes, mais uma vez mudou o titular do Ministério da Pesca. Desta vez, a peculiaridade é que se trata de um político (e bispo licenciado da Igreja Universal) que assumidamente não entende de pesca e espera "aprender rápido". (Detalhes em &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/poder/1056249-em-posse-crivella-promete-aprender-rapido-sobre-setor-pesqueiro.shtml"&gt;Novo ministro&lt;/a&gt; )&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Troca tão frequente de titulares da pasta, associada agora à declaração governamental de que com essa nomeação "incorpora-se um partido da base aliada", não oferece grande luz no fim do túnel do ordenamento da pesca e de tudo o mais que gravita em torno dessa expressão: direitos das comunidades costeiras, indústria pesqueira, expansão da aquicultura em larga escala, pesca artesanal, conservação ambiental, gestão compartilhada do setor em suas múltiplas formas e instâncias (fóruns, conselhos, consultas...), as muito criticadas metas de elevação da produção pesqueira extrativa e cultivada, gerenciamento costeiro, aprimoramento do quadro legal, seguro defeso etc.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Chama a atenção que a menção ao cumprimento do compromisso político veio primeiro, ou mereceu mais destaque do que considerações sobre os rumos que se quer dar ao setor. Tudo bem, são os inevitáveis compromissos de um governo de coalizão, como se referiu a Presidente. Mas, em ano de Rio+20 (20 anos depois do grande evento Eco 92), com a importância estratégica das águas, dos oceanos, de eventos climáticos que incidem sobre a segurança das zonas costeiras... para onde se está caminhando?&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;De todo modo, podemos encontrar no supermercado salmão importado das pisciculturas do Chile e sardinhas em lata, atuneiros estrangeiros singram as águas territoriais, os caranguejos dos mangues do Pará abastecem outros Estados com o tradicional toc-toc...&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6191214711696564593-5456988286477371120?l=sociologando-on-line.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/feeds/5456988286477371120/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2012/03/ministro-da-pesca-quer-aprender-rapido.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/5456988286477371120'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/5456988286477371120'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2012/03/ministro-da-pesca-quer-aprender-rapido.html' title='Ministro da pesca quer aprender rápido sobre o setor'/><author><name>Maria Cristina Maneschy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436887022617415865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_iYvnJHTFWdU/TNC6Uc2RItI/AAAAAAAAAAs/vjGHJtOu2Po/S220/Foto+criada+em+2010-11-02+%C3%A0s+22.02.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6191214711696564593.post-5374931146625159163</id><published>2012-02-23T07:28:00.000-08:00</published><updated>2012-02-23T10:02:43.394-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Amazônia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pescadores'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='trabalho'/><title type='text'>Socorro! E os peixes?</title><content type='html'>&lt;div style="color: #38761d; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Na atual leva de reclamações sobre a carestia dos peixes nos mercados de Belém - afinal, a Semana Santa está chegando - as dificuldades que os pescadores enfrentam, no mar, para alcançarem o pescado, cada vez mais distante e escasso, são lembradas. É uma constatação importante. Espero que isso gere uma maior consciência entre nós, ávidos de pescada amarela, serra, dourada, filhote, pescada branca, camarão - para ficar na zona costeira - de que a pujança da pesca no Pará, seguidas vezes primeiro produtor nacional, deve-se&amp;nbsp; mais à fertilidade das águas do estuário amazônico, do que ao cuidado na exploração. Cuidado requer, dentre outras coisas, investimentos em infraestrutura de conservação e de comercialização, além da auto-capacitação das categorias de pescadores artesanais para administrarem sua produção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os peixes oriundos da pesca extrativa representam o último alimento de origem animal em grande escala sem manipulação humana, ou seja, ao natural, com todas as virtudes dessa condição. É um bem precioso! Ainda abundante entre nós, o que não é o caso para a maior parte dos recursos pesqueiros de grande interesse comercial no mundo, como divulga amplamente a FAO em seus relatórios anuais sobre o estado da pesca e da aquicultura. A aquicultura não substitui a extração, levanta questões ambientais e sociais, embora seja também uma frente produtiva vantajosa em muitos sentidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na prática, o Pará não faz gestão pesqueira integrada. Não tem estruturas participativas, como conselhos, fóruns, mecanismos consultivos nos quais se desenhem políticas e instituições de gestão apropriadas, segundo critérios conhecidos e legitimados. Muito menos organizações de consumidores que venham ampliar os horizontes de tomadas de decisão no setor pesqueiro. Do lado dos consumidores, vê-se o peixe sair, estragar-se, faltar, encarecer, mas é como se a generosidade da natureza desse conta de renovar os estoques. Ou seja, sem crítica, sem maiores preocupações, sem demandas, sem protestos... Na costa paraense, as experiências de gestão pesqueira participativa que estão se fazendo nas reservas extrativistas marinhas, limitam-se às respectivas jurisdições. É necessário que seja assim, pois são instituições jovens, complexas no seu desafio de unir os vários atores locais e assegurar, junto com a promoção de pesca sustentável, os direitos territoriais das comunidades de moradores e usuários. Por outro lado, a administração pública do setor tende a se limitar a medidas específicas, como as que instituem os defesos anuais - aliás sem participação dos principais atores, daí os inúmeros problemas de malversação de fundos, desvios de objetivos etc. E há as intervenções em caráter de urgência, como a decisão judicial que há pouco mais de um ano proibiu a comercialização da carne processada de caranguejos, dentre outros fatores por falta de higiene no beneficiamento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É notável que a concepção legal de pescadores artesanais ampliou-se, passando a incluir agentes em terra, com destaque para as mulheres. É notável, também, o reconhecimento internacional de que gestão pesqueira centralizada no Estado é ineficiente e que a gestão consistente carece de incorporar conhecimentos locais, conhecimentos tradicionais, em intercâmbio com os conhecimentos científicos, em mútuo enriquecimento. O Estado conta com cursos de engenharia de pesca, oceanografia e outros voltados aos ecossistemas aquáticos e seus recursos. Mas, permanece a questão: como articular os vários esforços de produção, de geração de conhecimentos, as demandas de movimentos sociais inspirados nos princípios socioambientais, em socorro aos peixes e, consequentemente, em socorro dos que deles dependem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale lembrar, ainda, que há uma crescente compreensão de que há elos entre diversidade social, isto é, diversidade de comunidades que utilizam e manejam recursos pesqueiros em escala local, e a sustentabilidade dos estoques de peixes. Assim como se reconhece, em agricultura, que os monocultivos em larga escala em meio tropical são problemáticos, porque empobrecem os solos e a diversidade de espécies florestais, ao mesmo tempo em que sonegam direitos de populações rurais e concentram propriedade e acesso. Portanto, a diversidade de culturas não interessa apenas aos diretamente implicados, lá nos sertões. Na pesca, o elo também se faz presente. Comunidades costeiras que exploram recursos pesqueiros com base em diferentes contextos sócio-culturais, contribuem para a diversidade de espécies. Mas, além dessa noção, é preciso que os envolvidos, organizações de pescadores, organizações de pesquisa, grupos de consumidores e governos se constituam efetivamente como atores em um processo de gestão pesqueira compatível com a exuberância das águas, nas praias, rios, lagos e igarapés.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #38761d; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6191214711696564593-5374931146625159163?l=sociologando-on-line.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/feeds/5374931146625159163/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2012/02/socorro-aos-peixes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/5374931146625159163'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/5374931146625159163'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2012/02/socorro-aos-peixes.html' title='Socorro! E os peixes?'/><author><name>Maria Cristina Maneschy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436887022617415865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_iYvnJHTFWdU/TNC6Uc2RItI/AAAAAAAAAAs/vjGHJtOu2Po/S220/Foto+criada+em+2010-11-02+%C3%A0s+22.02.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6191214711696564593.post-2190545350885225322</id><published>2012-02-16T12:06:00.001-08:00</published><updated>2012-02-17T05:42:06.386-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Amazônia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='solidariedade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Direitos'/><title type='text'>Questões sobre a condenação de Lúcio Flávio Pinto</title><content type='html'>&lt;div style="color: #351c75; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Inacreditável a condenação do jornalista Lúcio Flávio Pinto a indenizar os herdeiros de um falecido super grileiro de terras na Amazônia. Conforme&amp;nbsp; explica a nota do Sindicato dos Jornalistas do Estado do Pará (publicada em http://pererecadavizinha.blogspot.com/):&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #351c75; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #351c75; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;"O dono da Construtora C. R. Almeida, uma das maiores empreiteiras do país, se disse ofendido porque Lúcio o chamou de "pirata fundiário", embora ele tenha se apossado de uma área de quase cinco milhões de hectares no vale do rio Xingu, no Pará. A Justiça Federal de 1ª instância anulou os registros imobiliários dessas terras, por pertencerem ao patrimônio público. A denúncia dessa monumental grilagem em terras paraenses é que motivou a ação movida contra Lúcio, agora obrigado a uma indenização 'por dano moral'".&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Lá se vão décadas de crítica ao modelo prevalecente de ocupação e uso de grandes extensões de florestas na Amazônia, com seus custos sociais e humanos; os esforços em grande parte vãos para fazer baixar as taxas de desmatamento e de mortes no campo [de que o Pará é campeão]; a busca, por sucessivos governos, de meios para o tal "desenvolvimento sustentável", capaz de acomodar pressões &lt;/b&gt;&lt;b&gt;socioambientais e &lt;/b&gt;&lt;b&gt;desenvolvimentistas. Na formação dos futuros operadores do Direito no Pará, inclusive, figura ao lado da disciplina Direitos Humanos, o Direito Ambiental. Então, como se explica tal decisão pela Justiça do Pará? A que ordem de valores serve? Sanciona que tipo de organização social? O que acontece com essa instituição que parece premiar o que contribuiu para o atraso do Estado, para sua espoliação, como se fosse um tiro no próprio pé?&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #351c75; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #351c75; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Independentemente da pessoa do jornalista, de sua contribuição inestimável para o conhecimento crítico das realidades sociais na região, uma decisão dessa natureza dói em quem tem esperança na reversão das tendências de pobreza e destruição ambiental que ainda sobressaem como características do Estado. A solidariedade a ele é merecidíssima.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #351c75; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #351c75; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Lúcio Flávio explica o processo em:&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #351c75; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;http://www.twitlonger.com/show/ftq7va&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Mais informações em:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;http://www.viomundo.com.br/politica/o-grileiro-venceu-lucio-flavio-pinto-tera-de-indenizar-herdeiros.html &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #351c75; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6191214711696564593-2190545350885225322?l=sociologando-on-line.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/feeds/2190545350885225322/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2012/02/questoes-sobre-condenacao-de-lucio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/2190545350885225322'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/2190545350885225322'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2012/02/questoes-sobre-condenacao-de-lucio.html' title='Questões sobre a condenação de Lúcio Flávio Pinto'/><author><name>Maria Cristina Maneschy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436887022617415865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_iYvnJHTFWdU/TNC6Uc2RItI/AAAAAAAAAAs/vjGHJtOu2Po/S220/Foto+criada+em+2010-11-02+%C3%A0s+22.02.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6191214711696564593.post-2667795505905345849</id><published>2012-02-13T16:26:00.002-08:00</published><updated>2012-02-14T02:54:38.825-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='aniversário'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='homenagem'/><title type='text'>Um aniversário de 80 anos e algumas lições</title><content type='html'>&lt;div style="color: #741b47; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Sexta-feira passada tive a honra, junto com meu companheiro, de ser convidada ao aniversário de 80 anos da Dona Catarina, mãe de uma amiga, que comemorava a data com seus oito filhos e filhas, muitos netos e já alguns bisnetos que a descendência da minha amiga já "produziu".&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #741b47; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #741b47; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;O que me motiva a escrever sobre a festa - uma comemoração ainda incomum, apesar do aumento da expectativa de vida - foi a vontade de registrar que a saúde, a vitalidade e a alegria da aniversariante e dos seus provam mais uma vez que é uma felicidade e uma graça alcançar essa idade. Imersos nos problemas e frustrações cotidianos, muitas vezes contabilizando perdas, ou caindo numa das tantas barreiras no caminho, esquecemos que um dos objetivos nossos não é só viver, sobreviver, usufruindo e conseguindo. É, em uma medida importante, o que se quer comemorar caso presenteados com essa generosidade da vida e chegar tão longe (e com a memória e o coração em forma; coração, bem entendido, o músculo e o guardião dos afetos).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #741b47; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;E, então, a gente fica sabendo de alguns detalhes da biografia da aniversariante, cujos parentes faziam também a alegria contagiante daquela festa quase sem álcool (só um pouquinho, bem discreto, trazido providencialmente para os mais renitentes apreciadores). Casada jovem, como convinha aos usos da sua época, sem grandes estudos, foi deixada após dezoito anos de casamento, com os filhos quase todos por terminar de criar. O marido havia sido pródigo em se apaixonar por outras durante o tempo em que o casamento durou. Imaginei, então, o que terá custado à aniversariante em trabalho, dedicação, esforços, negação dos próprios desejos para cuidar da prole. &lt;/span&gt;&lt;span style="color: #741b47; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Soube, também, que uma de suas filhas adquiriu há muito tempo uma doença crônica que lhe traz grandes limitações. &lt;/span&gt;&lt;span style="color: #741b47; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;As várias poses para as fotos durante a festa, sobretudo aquelas em que ela figurava cercada dos netos, evidentemente com as risadas e barulhos típicos do encontro de uma família numerosa, fazia pensar no quanto aquele momento compartilhado dependeu da garra da aniversariante para atravessar longos anos sem o cônjuge para dividir tristezas e conquistas, pequenas e grandes. Ou seja, quantos e quantas teriam talvez sucumbido a uma depressão, atravessado a vida com amertume, reações compreensíveis, humanas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #741b47; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Então, penso que o aniversário da Dona Catarina, "chefe" altiva de sua grande descendência ali reunida, junto com amigos, era também: uma comemoração à força pessoal e à capacidade de construir e manter uma família que se identifica e se relaciona como tal - como diminui o tamaho das famílias, novos desafios para se fazer laços duradouros; uma comemoração à oportunidade da vida plena, não propriamente pelos bens ou reputação profissional, mas pelos laços que se pôde tecer e pela chance - rara - de um dia poder avaliar, olhar para trás, lembrar dos que foram e dos que estão, e partilhar o dom da vida (aqui se encaixa bem a expressão religiosa). E, especialmente, a chance de agradecer.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6191214711696564593-2667795505905345849?l=sociologando-on-line.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/feeds/2667795505905345849/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2012/02/um-aniversario-de-80-anos.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/2667795505905345849'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/2667795505905345849'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2012/02/um-aniversario-de-80-anos.html' title='Um aniversário de 80 anos e algumas lições'/><author><name>Maria Cristina Maneschy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436887022617415865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_iYvnJHTFWdU/TNC6Uc2RItI/AAAAAAAAAAs/vjGHJtOu2Po/S220/Foto+criada+em+2010-11-02+%C3%A0s+22.02.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6191214711696564593.post-7104181061406466011</id><published>2012-02-09T13:37:00.000-08:00</published><updated>2012-02-10T14:57:59.187-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='desigualdade'/><title type='text'>Mensagens da greve de policiais</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: purple; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;A greve de policiais em Salvador nestes dias é um desses acontecimentos que de súbito põem à mostra as precárias bases sobre as quais assenta a estabilidade da sociedade. Os imediatos abalos na chamada ordem pública, o aumento vertiginoso dos assaltos, lojas fechadas e shows cancelados, além da ameaça ao próprio carnaval, lá onde ele é tão curtido, seriam de deixar um estranho estupefato, um recém chegado que ainda guarda a capacidade que as crianças têm de se surpreender, assombrado.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: purple; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Afinal, que arranjo social é esse que basta um tempinho sem seu braço armado, dá sinais de desmoronamento? A pergunta não vem, porque estamos acostumados. Vem tristeza talvez, um engolir em seco porque, afinal, esse é o nosso mundo. Mas, não muito mais que isso. Dá vontade de dizer: este é o nosso paíz-zinho, não temos jeito mesmo. Mas, a coisa também vai além desta pátria.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: purple; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: purple; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;O monopólio dos meios da violência nas mãos do Estado é uma conquista civilizatória, como a gente sabe. Contudo, a importância crescente que o braço armado - e as guerras - vieram a ter na manutenção do sistema-mundo, é uma característica que já foge ao sentido daquela conquista. Ela também diz sobre as bases "estranhas" que dão estabilidade aos laços globais entre nações e suas economias. Foi preciso aumentar cada vez mais os orçamentos de governo em segurança. Ameaças de rompimento das regras do jogo há muito tempo suscitam respostas armadas.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: purple; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;O grau de dependência que se tem no Brasil das forças policiais, até para movimentações simples do dia a dia, como pagar contas ou sair à noite, exprime peculiaridades nossas, de nossa formação social. Nesse quesito, aliás, somos bem originais comparado a outros países em tempos de paz. E, nesse sentido, é claro que os profissionais da segurança pública aqui merecem salários dignos e condições de trabalho. Isso, independente do fato de que certos métodos no movimento &lt;/span&gt;&lt;span style="color: purple; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;- conforme aparecem nos noticiários - &lt;/span&gt;&lt;span style="color: purple; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;possam ser mais que questionáveis.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: purple; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Nesse ínterim, visitou Belém esta semana um representante da UNICEF. Na ocasião foi divulgado um estudo que mostra o Pará como um dos campeões em crianças fora da escola, situação mais crítica na faixa entre 15 e 17 anos de idade. Ao serem apresentados ao público tais dados, no jornal O Liberal de anteontem, em seguida exibiu-se a fala de uma mãe cujo filho nessa idade deixara a escola e passara do consumo à venda de drogas.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: purple; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Há obrigações urgentes com a segurança. Ao mesmo tempo, uma das pontas pelas quais se poderia atacar parte dos problemas que explodem nas ruas vai sendo secundarizada; isto é, uma educação que possibilite a tantos jovens fazerem escolhas quanto aos rumos de suas vidas. Ainda durante a visita, anunciou-se que na Região Metropolitana de Belém, até o final do ano, dez escolas públicas em tempo integral serão construídas. Grande notícia!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: purple; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: purple; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6191214711696564593-7104181061406466011?l=sociologando-on-line.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/feeds/7104181061406466011/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2012/02/mensagens-da-greve-de-policiais.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/7104181061406466011'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/7104181061406466011'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2012/02/mensagens-da-greve-de-policiais.html' title='Mensagens da greve de policiais'/><author><name>Maria Cristina Maneschy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436887022617415865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_iYvnJHTFWdU/TNC6Uc2RItI/AAAAAAAAAAs/vjGHJtOu2Po/S220/Foto+criada+em+2010-11-02+%C3%A0s+22.02.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6191214711696564593.post-6030036319403534859</id><published>2012-01-22T20:26:00.000-08:00</published><updated>2012-01-22T20:26:06.417-08:00</updated><title type='text'>Fora do ar temporariamente</title><content type='html'>Estarei fora do ar alguns dias pois estarei ministrando uma disciplina para um curso de pós-graduação em Biologia Ambiental. Não sei se terei acesso à rede. Assim, o Sociologando entra em recesso por alguns dias. Um abraço.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6191214711696564593-6030036319403534859?l=sociologando-on-line.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/feeds/6030036319403534859/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2012/01/fora-do-ar-temporariamente.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/6030036319403534859'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/6030036319403534859'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2012/01/fora-do-ar-temporariamente.html' title='Fora do ar temporariamente'/><author><name>Maria Cristina Maneschy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436887022617415865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_iYvnJHTFWdU/TNC6Uc2RItI/AAAAAAAAAAs/vjGHJtOu2Po/S220/Foto+criada+em+2010-11-02+%C3%A0s+22.02.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6191214711696564593.post-3816526736226656777</id><published>2012-01-16T05:48:00.000-08:00</published><updated>2012-01-16T11:33:23.482-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='televisão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>Da combinação de bares e telões com lutas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: purple; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Moro bem pertinho de uma rua de Belém que tem muitos bares ("barzinhos" como se dizia antigamente), pelo menos um dos quais uma "espetaria". A rua costuma engarrafar nas noites de sexta e sábado, tantos carros, transeuntes, mesas nas calçadas... Há vários anos esses bares passaram a dispor de aparelhos de TV e de telões que exibem eventos esportivos, o que é um poderoso atrativo para os consumidores e fazem a festa dos fornecedores de cerveja. As concentrações de fãs em dias de futebol já são velhas conhecidas. Mas, nos últimos meses, tenho verificado com frequência a exibição de lutas nos telões dos bares. Como minha experiência na noite belemense se limita quase sempre apenas a passar na frente dos bares, de carro, acho bizarra aquela combinação de casas cheias, gente bem vestida, muitos jovens, conversas alegres e, ao fundo, dois caras se batendo e se batendo. Num vislumbre rápido, parecem lutas livres, sem regras, o que aumenta meu espanto e me dá a sensação de que o gosto popular está caindo! Sensação elitista por certo.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: purple; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Como a gente não deve dizer desta água não beberei, eis que nesta última sexta-feira, justamente noite da final de um campeonato da organização americana UFC no Rio de Janeiro (acabo de aprender alguma coisa da sigla), vi-me sentada em um bar até duas da manhã, assistindo a uma série estonteante de lutas de MMA (Artes Marciais Mistas), o tipo de lutas que eu pensava ser de vale-tudo, mas que tem lá suas regras. Ainda acho que devia ter mais regras, acho que não se devia bater na cabeça, por exemplo. O Vitor Belfort saiu com um olho tampado. Mas enfim, não é a total liberdade. A força física&amp;nbsp; necessária é fenomenal. A rápida sucessão de lutas em um campeonato da importância daquele, como pude compreender, não deixava ninguém indiferente. Ao contrário. A gente ia se envolvendo, mesmo que de início não pretendesse olhar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: purple; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;A estranheza de observadora de fora, crítica daquela junção esquisita de diversão e luta, se dissipara e eu me vi então participando do ritual com todas as suas etapas, inclusive as conversas no dia seguinte sobre os momentos marcantes das lutas. Como se fosse futebol, muita gente assistira à luta e queria compartilhar suas observações. E eu até senti pena que não tivesse sido dia de luta do paraense Machida, que eu nunca vi atuar. Pelo menos dois brasileiros se destacaram, inclusive o que manteve o cinturão de primeiro lugar.&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;span style="color: purple; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: purple; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;No fundo, não nos distanciamos dos nossos antepassados de muitos séculos na apreciação de competições violentas. A isso somamos um gostinho de ver se destacando no certame alguém da nossa região. Desta vez, o amazonense José Aldo. Antes que eu me deixasse levar por uma euforia descabida, um espectador da mesa vizinha arrematou: &lt;i&gt;o único defeito dele é ter nascido em Manaus!&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6191214711696564593-3816526736226656777?l=sociologando-on-line.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/feeds/3816526736226656777/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2012/01/da-combinacao-de-bares-e-teloes-com.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/3816526736226656777'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/3816526736226656777'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2012/01/da-combinacao-de-bares-e-teloes-com.html' title='Da combinação de bares e telões com lutas'/><author><name>Maria Cristina Maneschy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436887022617415865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_iYvnJHTFWdU/TNC6Uc2RItI/AAAAAAAAAAs/vjGHJtOu2Po/S220/Foto+criada+em+2010-11-02+%C3%A0s+22.02.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6191214711696564593.post-5382195185918169341</id><published>2012-01-10T01:46:00.000-08:00</published><updated>2012-01-11T07:36:36.419-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='redes sociais'/><title type='text'>Reciprocidade e laços sociais</title><content type='html'>&lt;div style="color: #274e13; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Marcel Mauss foi um dos grandes cientistas sociais, um clássico, visto como um dos pilares da moderna Antropologia. Recentemente, vem sendo redescoberto pela Sociologia Econômica, especialmente sua obra &lt;i&gt;Ensaio sobre a Dádiva&lt;/i&gt;. Ele lançou um olhar original sobre as interdependências humanas, que fundamentam a vida social; as interdependências no plano material, que estrtuturam a divisão do trabalho e as trocas, assim como as interdependências no plano cultural e simbólico. Segundo sua análise, as relações sociais não são apenas funcionalidades, mas&amp;nbsp; símbolos, com vários significados, muitos não ditos. Uma relação não se esgota na função, mas implica sujeitos, considerações recíprocas, expectativas, estratégias e incertezas.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #274e13; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #274e13; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Uma das contribuições fundamentais do referido estudo está nos conceitos de dádiva e de reciprocidade, que constituem, conforme a análise de Mauss, a base dos laços sociais. Ele observou, notadamente a partir de materiais etnográficos de sociedades insulares do Pacífico e de indígenas da América do Norte, que as relações sociais entre pessoas, assim como entre grupos, envolvem, em primeiro lugar, a circulação de bens e serviços sob a forma da dádiva. Além de uma virada teórica no campo específico das Ciências Sociais, o autor atacava assim a perspectiva utilitarista em voga na ciência da Economia, que explicava a ação social, particularmente a ação econômica, pelo auto-interesse dos indivíduos. A equivalência nas trocas, via preço por exemplo, asseguraria, nessa ótica, a satisfação dos agentes econômicos que vão ao mercado para satisfazer seus objetivos e o fazem tanto melhor quanto menos obrigações extra-econômicas os vinculam. Marcel Mauss analisou o quanto a dádiva, o oferecimento de algo ou de um serviço, suscita a relação social, que se concretiza quando o destinatário aceita, recebe a coisa. Ao fazê-lo, expressa a aceitação do vínculo, do laço social que está sendo proposto e, por conseguinte, implica-se na reciprocidade. Por exemplo, receber um presente, realizar um convite, pedir um favor, oferecer um favor, são práticas simbólicas que engajam, manifestam consideração pelo outro e fundam compromissos recíprocos. É essa longa cadeia de dar, receber e retribuir que forma uma comunidade, uma sociedade, ou um conjunto de sociedades que intercambiam. Reside aí o princípio fundador da vida comum. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #274e13; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Enquanto a relação monetária, o pagamento do preço devido pelos bens e serviços trocados encerra a relação, propiciando a satisfação do consumidor que adquire o produto e se retira da cena para consumi-lo, as Ciências Sociais vão olhar para além, de maneira a perscrutar justamente o que alimenta as relações, os vínculos humanos, intra e extra mercado. Então, compreendem que a própria produção e circulação mercantil implicam dimensões extra utilitárias; há simbolismo e busca de sentidos múltiplos também em uma transação econômica. Há motivações ligadas à interação, à participação e ao reconhecimento social, ao entregar mais do que se recebe. É óbvio que o mercado moderno, asséptico, contábil, regulado pelas instituições econômicas, cumpre funções capitais, de cunho instrumental e segundo a lógica da eficácia. Mas ele é, na perspectiva do liberalismo puro, o que Karl Polanyi chamara de "moinho satânico", pois no decorrer do século XIX, reduzira a natureza e os homens a mercadorias, com todas as consequências adversas. E invertera as interações humanas básicas, conforme analisara Marx, no processo que denominou fetichismo da mercadoria. Marcel Mauss, assim como Polanyi, analisaram os mercados como parte das relações sociais, inseridos na teia maior da vida social. Daí esses autores serem adeptos das políticas sociais, do Estado de Bem Estar Social, das proteções sociais, na medida em que a vida social não é feita da circulação de coisas e práticas segundo a lógica do cálculo, mas sim de pessoas em suas relações sociais, necessariamente culturais e simbólicas; envolvem tanto interesse de ganho, quanto desinteresse.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #274e13; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #274e13; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Na perspectiva da dádiva, os aspectos da obrigação e do interesse que motivam as relações e as trocas, conquanto estejam presentes, não aparecem em primeiro plano. Ao contrário, tudo é feito de forma a manifestar o valor do outro, sobretudo a importância do laço social, inserindo seus agentes na rede de sua coletividade. Dádivas e reciprocidades ocorrem entre sujeitos, que agem de maneira deliberada e se lançam nas relações concretas, nas tríades dar, receber e retribuir.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #274e13; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Era essa uma maneira muito original de apreciar a natureza das relações sociais. Há importantes implicações epistemológicas nessa forma de olhar a realidade. Na Sociologia Econômica contemporânea, diferentes autores classificam a perspectiva de Mauss como estando a meio termo entre o individualismo&amp;nbsp; e o holismo&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #274e13; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; metodológico&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #274e13; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;s. Ambos partem de postulados exteriores ao campo das interações, ao passo que a dádiva traz a análise para o plano das relações sociais, dos atores que se lançam na aventura de tecer e manter vínculos sociais. Apenas os vínculos herdados, obrigatórios, ou a cultura compartilhada não asseguram a reprodução das sociedades e de seus agentes.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #274e13; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;P. S.: Essas reflexões me vêm a propósito do meu aniversário ontem, uma ocasião na qual a gente pode se colocar, aparentemente, na condição de simples destinatário dos presentes, das dádivas e manifestações de apreço, puro recebedor sem obrigação de retribuir. Uma posição de privilégio que a gente acha merecida, uma "superioridade" sobre os outros sentida como justa nesse dia especial. Mas é uma ilusão consentida. Dura vinte e quatro horas. É gostosa e passageira. A gente depende mesmo da nossa teia de relações e das muitas doações e concessões que fazem a vida cotidiana. Sobretudo, dos vínculos que estão muito além dos nossos contatos, espalhados em diferentes espaços e tempos. Mas aí, frequentemente, a reciprocidade tende a ficar embaçada, perdendo-se de vista os nexos entre nós e os tantos outros distantes, o que lhes ocorre e o que lhes falta. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6191214711696564593-5382195185918169341?l=sociologando-on-line.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/feeds/5382195185918169341/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2012/01/mauss-reciprocidade-e-lacos-sociais.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/5382195185918169341'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/5382195185918169341'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2012/01/mauss-reciprocidade-e-lacos-sociais.html' title='Reciprocidade e laços sociais'/><author><name>Maria Cristina Maneschy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436887022617415865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_iYvnJHTFWdU/TNC6Uc2RItI/AAAAAAAAAAs/vjGHJtOu2Po/S220/Foto+criada+em+2010-11-02+%C3%A0s+22.02.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6191214711696564593.post-3013904262556376605</id><published>2012-01-09T07:50:00.000-08:00</published><updated>2012-01-09T08:02:57.313-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='televisão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='trabalho'/><title type='text'>O gari e a cracolândia</title><content type='html'>&lt;div style="color: #990000; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;No atual processo de desocupação do lugar chamado cracolândia em São Paulo, chamou-me a atenção no noticiário de três dias atrás, a resposta de um gari entrevistado quando efetuava a limpeza de um aposento que servira de abrigo para consumidores de drogas que moram, ou passam muito tempo ali. Um volume indizível de detritos, absoluta falta de higiene. Naquele quadro, o repórter perguntou ao rapaz, que portava uma máscara de proteção da boca e do nariz, o que achava de espaço tão inóspito servir de moradia. Ele virou-se para o outro lado e, por um instante, deu a impressão de que não iria responder. Após uma breve reflexão a resposta veio firme:&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #990000; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;- &lt;i&gt;É o sistema. A culpa disso aqui é do sistema. Se tivesse educação para os jovens, um lugar desses não existia&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #990000; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; Uma resposta inesperada, porque fez de imediato uma crítica política ao invés de se deter no lugar, alvo da questão e da tarefa que lhe ocupava no momento. Resposta genérica por certo, mas certeira. Aquele lixo ali, material e humano, tem uma conexão com os arranjos sociais mais amplos da cidade, do país. As políticas sociais e a educação tecem alguns dos fios dessa rede que inclui a cracolândia. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6191214711696564593-3013904262556376605?l=sociologando-on-line.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/feeds/3013904262556376605/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2012/01/o-gari-e-cracolandia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/3013904262556376605'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/3013904262556376605'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2012/01/o-gari-e-cracolandia.html' title='O gari e a cracolândia'/><author><name>Maria Cristina Maneschy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436887022617415865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_iYvnJHTFWdU/TNC6Uc2RItI/AAAAAAAAAAs/vjGHJtOu2Po/S220/Foto+criada+em+2010-11-02+%C3%A0s+22.02.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6191214711696564593.post-5750838606543092782</id><published>2011-12-23T13:07:00.000-08:00</published><updated>2011-12-23T13:07:02.682-08:00</updated><title type='text'>Da Austrália, reenvio mensagem de Natal</title><content type='html'>&lt;div style="background-color: white; color: #351c75; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Revendo Canberra, republico um dos posts que mais gosto do Sociologando, a propósito desta época que é sempre de lembranças e de renovação em muitos sentidos.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #351c75; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #351c75; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #351c75; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;O título desta postagem inclui a expressão "o menino que faz aniversário", que ouvi há tempos do colega de pesquisas Jean Hébette, ao se referir ao Natal, durante uma das reuniões do nosso grupo de estudos. Hoje vem-me a mente um grande comentador e intérprete da vida de Jesus, o teólogo russo Aleksandr Mien, cujo livro &lt;i&gt;Jesus, Mestre de Nazaré&lt;/i&gt; me foi sugerido por uma colega do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da UFPA.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #073763; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #073763; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Tecendo suas reflexões em um contexto social e histórico distante, sua escrita tem uma grande qualidade, que é a de parecer travar um diálogo com o leitor,&amp;nbsp; propondo uma reflexão conjunta entre autor e leitor. E, assim, ele vai apresentando a figura de Jesus, sob ângulos por vezes surpreendentes, munido de farta documentação histórica, situando-o no seu tempo e, também, no que ele tem de universal e atemporal. Aproxima-se, portanto, da própria mensagem - muitas mensagens - do menino que faz aniversário em 25 de dezembro.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #073763; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #073763; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Sem qualquer pretensão de dar uma lição religiosa, totalmente fora de minhas possibilidades ou competência, este texto reflete sobre alguns aspectos da obra do "mestre de Nazaré" que a tornam referência em muitas partes do planeta, referências culturais e ideais. &amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #073763; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #073763; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Dentre as muitas passagens que valem a leitura da obra de Mien, há os&amp;nbsp; também muitos episódios em que Jesus exprimiu, por palavras e ações, sua concepção do ser humano universal, igualmente digno de reconhecimento independentemente de status, etnia, classe social ou gênero. Assim, por exemplo, no que tange à condição da mulher, ouve-se do autor que Jesus disse pela primeira vez a alguém tratar-se do Messias e "revelou a essência da religião do espírito" , não aos discípulos, mas a uma mulher, na Samaria; e, "ainda por cima, pecadora e herética...", nos padrões da época (p. 105).&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #073763; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #073763; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Mien situa a visão de Jesus sobre a igualdade radical&amp;nbsp; na condição de ser humano - nela incluída, portanto, as mulheres e os homens - no contexto da reflexão filosófica e religiosa da época, em que prevalecia o status subalterno da mulher. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;Para um filósofo como Sócrates, a mulher era "um ser estúpido e enfadonho. &lt;/i&gt;&lt;i&gt;No mundo pré-cristão, as mulheres quase sempre não passavam de servas mudas, cuja vida só conhecia o trabalho extenuante e as obrigações de casa. (...) Foi Cristo quem restituiu à mulher a dignidade humana que lhe fora tirada, o direito de ter exigências espirituais. A partir dele, o lugar da mulher não se limitou mais ao lar doméstico. Por isso, no grupo de seus seguidores mais íntimos vemos muitas mulheres&lt;/i&gt;.... (p. 105)&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #073763; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #073763; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Do mesmo modo, relembramos a vivência de Jesus no meio das pessoas comuns e o seu objetivo maior de elevar os seres humanos ao plano divino desde "este mundo". Daí ter andado e convivido entre os "mais simples", de uma maneira muito diversa do que&amp;nbsp; igrejas instituídas assumiriam muitas vezes ao longo de suas histórias: poderes&amp;nbsp; materialmente distantes dos seus "povos".&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #073763; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;O desdém pelas hierarquias sociais ficou patente nas manifestações de divindade de Jesus em momentos ordinários, entre pessoas comuns e não em situações solenes ou majestáticas, de evidente poder e autoridade. Foi assim na famosa transformação de água em vinho durante uma festa de casamento, episódio sobre o qual Mien assim analisa:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #073763; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #073763; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;Foi assim que o poder de Jesus sobre a naureza se manifestou pela primeira vez, não com sinais temíveis, mas em uma mesa posta, no meio das canções alegres de uma festa de casamento. Usou pela primeira vez o seu poder sobrenatural quase por acaso, para que não se tornasse triste um dia festivo. Afinal, ele viera para dar aos homens a alegria, a plenitude, a vida 'em abundância'.&lt;/i&gt; (p. 78)&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #073763; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #073763; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Há, ainda, a célebre cobrança do amor incondicional pelos outros, recíproco, a começar pelos inimigos, como resultado dessa sua concepção universal do ser humano digno de respeito e reconhecimento. Além do "oferecer a outra face" ao agressor, Jesus contribuiu também na história da construção do Direito como "domesticação da vingança". Sua concepção de &lt;i&gt;irmão e próximo&lt;/i&gt; rompia com a noção corrente: irmão e próximo passava a ser qualquer um, sem relação com sua posição ou comunidade de origem. A compaixão, a solidariedade, as ações para com os outros eram os indicadores dessa condição de irmandade ou proximidade. Esses sentimentos e ações recíprocos deveriam nortear a normatização da vida coletiva,&amp;nbsp; as relações jurídicas, como se verifica na seguine passagem:&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #073763; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #073763; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;Nos códigos pagãos a punição muitas vezes era mais pesada do que a própria infração. (...) "Olho por olho, dente por dente". Jesus distinguiu com nitidez o direito penal de uma justiça baseada em outros princípios. Para todo mundo, é natural odiar seus inimigos; mas os filhos de Deus devem vencer o mal com o bem, devem lutar em seus corações contra o sentimento de vingança. Não só. Devem desejar o bem daqueles que o ofendem. Esta é uma tarefa bastante ousada, um modo de manifestar uma força interior autêntica (...).&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #073763; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;E as belas palavras de Jesus:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #073763; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;Se amais só aqueles que vos amam, que mérito tereis com isso?&lt;/i&gt;&lt;i&gt; (p. 96)&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #073763; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #073763; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Tem-se aqui muito mais do que a recomendação de princípios técnicos que tornem justa a justiça. Na fórmula mesma da lei devem inscrever-se princípios de reciprocidade humana, isto é, o sentimento claro dos laços que aproximam os membros dessa humanidade comum. Jesus fazia uma cobrança singular, pois uma tal tarefa, como diz o intérprete, deveria expressar uma grande força interior.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #073763; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #073763; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Na sua trajetória, Jesus fez inúmeros convites, endereçados democraticamente, sem distinções. Certamente em todas as culturas, um convite feito a alguém, a uma festa, a uma confraternização, a uma partilha, a um trabalho, a uma&amp;nbsp; ação coletiva, a uma ceia... é a expressão, por excelência, do reconhecimento da pessoa em seu valor, em sua dignidade. Sobretudo, em sua individualidade. É, assim, uma relação entre sujeitos.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #073763; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #073763; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Todos, por certo, já vivemos a tristeza de não sermos convidados. Bem a propósito, o colega Jean Hébette relatava dias atrás o depoimento de um pescador que entrevistara durante uma pesquisa de campo. Era um participante de um movimento social em defesa de lagos contra a pesca predatória no município de Porto de Moz, à margem do rio Xingu. O entrevistado manifestara seu orgulho de estar sendo convidado por muitos para participar de eventos, de reuniões dentro e fora de sua localidade e de seu município.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #073763; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #073763; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Os convites do aniversariante Jesus não foram dirigidos a um sujeito passivo, como se sabe bem. Aceitá-lo era dar um grande passo, laborioso, implicava compromissos que não eram leves, pois se tratava de &lt;i&gt;construir o Reino&lt;/i&gt; &lt;i&gt;de Deus&lt;/i&gt;. Na história humana&amp;nbsp; foram muitas as visões diferentes - e os embates e as guerras - quanto ao que significa este Reino, como construí-lo. Muitas interpretações conflitantes, que enfatizaram determinados ângulos ou interpretações, em detrimento de outros, ortodoxias em lugar de diálogos e de ecumenismo. Tudo bem conhecido. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #073763; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #073763; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Independentemente da crença específica que se tenha, ou não se tenha, é&amp;nbsp; notável que a data do Natal é símbolo de tanta coisa boa. Queiramos ou não,&amp;nbsp; entre os povos&amp;nbsp; seguidores do Cristianismo e, mesmo em outros, a rotina muda.&amp;nbsp; É certo que para uns mais do que para outros. A mensagem daquela biografia que hoje se relembra, é forte. É forte no que ela tem de universalismo, de apreço pela humanidade e, notadamente, ao combinar de modo tão peculiar o interesse pelo coletivo e, dentro deste coletivo, também pelo mais particular, o mais humilde - basta que lembremos as passagens sobre a alegria da volta do filho que partira, a ovelha desgarrada... Nesse sentido, a gente sente e&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;, humildemente,&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; pensa compreender a grandeza dessa construção e dessa herança.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6191214711696564593-5750838606543092782?l=sociologando-on-line.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/feeds/5750838606543092782/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/12/da-australia-reenvio-mensagem-de-natal.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/5750838606543092782'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/5750838606543092782'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/12/da-australia-reenvio-mensagem-de-natal.html' title='Da Austrália, reenvio mensagem de Natal'/><author><name>Maria Cristina Maneschy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436887022617415865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_iYvnJHTFWdU/TNC6Uc2RItI/AAAAAAAAAAs/vjGHJtOu2Po/S220/Foto+criada+em+2010-11-02+%C3%A0s+22.02.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6191214711696564593.post-6579017910230656073</id><published>2011-12-14T14:12:00.000-08:00</published><updated>2011-12-14T19:00:31.200-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><title type='text'>O chefe político recupera o mandato</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #274e13; font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;Destaque político de hoje: os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) decidiram liberar nesta quarta-feira (14) a posse do ex-governador do Pará Jader Barbalho (PMDB) no Senado. E lá se vai para o Congresso Nacional mais uma vez, quem é talvez o político paraense de maior brilho, de maior projeção nacional, mal se desembarançando de um emaranhado de processos judiciais, de denúncias, de suspeitas, efim, de um imbroglio que se colou à sua figura de modo inseparável nas últimas décadas.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #274e13; font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;Foi para ele que dei meu primeiro voto. Ele fazia então oposição ao regime militar, membro do MDB, escrevera um pequeno livro chamado &lt;i&gt;Guerras a Vencer&lt;/i&gt;, que exibia &lt;/span&gt;&lt;span style="color: #274e13; font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;na capa&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #274e13; font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt; uma fotografia da exuberante floresta amazônica. Um político promissor, combatente contra as trevas da época de pleno apogeu do modelo desenvolvimentista da fronteira amazônica. Tinha preocupações com justiça social.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #274e13; font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;Ao longo dos anos, com seus sucessivos mandatos, seu poder político e econômico cresceu exponencialmente, em boa parte graças a seus méritos pessoais e políticos, aos quais acrescentou "tino empresarial" que lhe permitiu amealhar fortuna. Foi crescendo, também, sua habilidade no trato com os eleitores, notadamente com o enorme eleitorado de baixa renda, junto ao qual soube desenvolver um estilo de liderança carismática. Seu status político, seu capital simbólico nos termos do sociólogo Pierre Bourdieu, mistura gratidão, reciprocidade e reconhecimento de um político "que faz, apesar de...", que trabalha, age. Tradicional e moderno ao mesmo tempo. &lt;/span&gt;&lt;span style="color: #274e13; font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;Muitos políticos até então eram peças decorativas, quase inertes fora do ciclo eleições, mandato discreto ou sumido, reeleição. O ex-governador planejou. Fez governo itinerante.Chegou a presidir o Senado. &lt;/span&gt;&lt;span style="color: #274e13; font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;Quantas casas humildes no interior do Pará, &lt;/span&gt;&lt;span style="color: #274e13; font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;de norte a sul, ostentaram calendários com a fotografia do líder&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #274e13; font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt; nas paredes quase nuas?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #274e13; font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;Em paralelo, foram crescendo em relação a ele e a seus próximos as suspeitas, denúncias e processos relativos a malversação de recursos públicos. Esses processos ao mesmo tempo que chamuscavam a respeitabilidade da figura pública junto ao eleitorado fiel, iam desvelando um conjunto de práticas que constroem o poder político, um amálgama de relações e compromissos públicos e privados, de atos mais e menos claros e lícitos. Em torno de si, esses componentes obscuros do poder foram ficando particularmente nítidos por causa da magnitude de sua figura e dos postos que galgou na hierarquia do Estado. Traziam progressivamente à tona parte do engodo inscrito nas relações políticas nesse nível. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #274e13; font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #274e13; font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;De uns anos para cá, seus mandatos têm se concentrado em se safar das acusações e processos. A grandiosa figura, por vezes, parece esmirrada sombra do passado, a se debater em defesa não mais de uma honra, mas de salvamento da carreira política. O que sobra para cumprir a missão confiada nas urnas? E, ainda assim, seu capital eleitoral se mantêm extraordinário. Os acordos interpartidários para cargos majoritários passam necessariamente por ele, um fiel da balança inescapável. Mesmo que forçado a cobrir o brilho próprio, ou emprestá-lo a outrem.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #274e13; font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;Ainda colhendo os frutos de sua popularidade, retoma agora o mandato no Senado. Para que batalhas? &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #274e13; font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #274e13; font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6191214711696564593-6579017910230656073?l=sociologando-on-line.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/feeds/6579017910230656073/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/12/o-chefe-politico-recupera-o-mandato-no.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/6579017910230656073'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/6579017910230656073'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/12/o-chefe-politico-recupera-o-mandato-no.html' title='O chefe político recupera o mandato'/><author><name>Maria Cristina Maneschy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436887022617415865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_iYvnJHTFWdU/TNC6Uc2RItI/AAAAAAAAAAs/vjGHJtOu2Po/S220/Foto+criada+em+2010-11-02+%C3%A0s+22.02.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6191214711696564593.post-2113661068248526620</id><published>2011-12-12T17:57:00.000-08:00</published><updated>2011-12-12T18:07:07.524-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='liberdade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Direitos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Belém'/><title type='text'>Emprego em Belém e o ponto de ônibus</title><content type='html'>&lt;div style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;O sentimento de alívio com o resultado do plebiscito mal se define e me vem à mente dois episódios durante a minha atual procura por uma empregada, ocorridos um na semana passada e outro no último sábado. Duas candidatas entrevistadas, uma residente na Terra Firme e outra ao final do Quarenta Horas não aceitaram a oferta. A justificativa que apresentaram foi exatamente a mesma: suas casas ficam longe do ponto de ônibus. Como em alguns dias a jornada vai até 19:30, ambas alegaram que nesse horário é muito perigoso fazerem o trajeto do ponto à casa. &lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Não é surpresa entre nós, em muitas cidades brasileiras, esse tipo de barreira. Mas, de todo modo, se a gente parar para pensar, é sempre chocante. Uma baita limitação à livre circulação. Em Toronto, no Canadá, as mulheres conquistaram o direito, a partir de uma certa hora da noite, de solicitarem aos motoristas de ônibus para pararem onde elas querem descer, ao longo do percurso do ônibus, mesmo que seja fora do ponto. Descendo mais próximo do destino, evitam se exporem a assédios.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Longe, tão longe do Canadá, as pessoas por aqui se acostumam a esses limites cotidianos que usurpam um direito humano tão básico, todo dia, minando a própria idéia de que se tem aí a negação de um direito. É um toque de recolher discreto, sem nome.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Os dois pequenos casos que presenciei podem não ser "representativos", afinal tantos trabalham até tarde, tantos estudam, enfrentam as barreiras e conseguem uma ascensão social. Mas, parte do preço que pagam é desprovido de razão, é irracional como muitos aspectos da nossa urbe.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6191214711696564593-2113661068248526620?l=sociologando-on-line.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/feeds/2113661068248526620/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/12/emprego-em-belem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/2113661068248526620'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/2113661068248526620'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/12/emprego-em-belem.html' title='Emprego em Belém e o ponto de ônibus'/><author><name>Maria Cristina Maneschy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436887022617415865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_iYvnJHTFWdU/TNC6Uc2RItI/AAAAAAAAAAs/vjGHJtOu2Po/S220/Foto+criada+em+2010-11-02+%C3%A0s+22.02.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6191214711696564593.post-7879669960822028395</id><published>2011-12-01T04:10:00.001-08:00</published><updated>2011-12-01T04:52:42.812-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='desigualdade'/><title type='text'>A valiosa pobreza</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="color: #351c75;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Com o plebiscito batendo à porta, clima de eleições, novamente ascende o tema da pobreza para o centro dos discursos. Talvez com mais intensidade do que nos pleitos eleitorais normais. Fala-se mais da pobreza agora pois é em torno dela e das propostas para atacá-la que se estrutura o cerne dos argumentos pró e, na defensiva, os argumentos contra a divisão. Fala-se abertamente das responsabilidades do Estado no campo da saúde, habitação, saneamento e educação, especialmente em Belém. "Pobres" são entrevistados de ambos os lados e, obviamente, sua indignação é igual.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="color: #351c75;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;O que irrita é constatar que, muitas vezes, pessoas comuns que clamam pela ação estatal contra a situação de pobreza e se sensibilizam com os discursos "sociais" reclamam de ter de pagar impostos sobre a renda, do alto valor dos impostos&amp;nbsp; cobrados etc. Uma choradeira. Por vezes a desculpa é a corrupção, que desvia parte do que é arrecadado; mas, se der, sonega-se. Por outro lado, quando se trata de políticas de redistribuição direta de renda, os julgamentos costumam ser pesados: o mercado deve ser o caminho; receber sem trabalhar estimula a acomodação, estimula a ter mais filhos etc.etc. &lt;i&gt;Eu tenho que defender o meu&lt;/i&gt;.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style="color: #351c75;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;A pobreza assume um alto valor no mercado eleitoral; seu voto é decisivo num contingente de eleitores onde ela impera. Mas a incoerência nas representações e atitudes continua. Afinal, os espaços sociais que se frequenta, os equipamentos coletivos que se utiliza&amp;nbsp; - escolas, transportes, atendimento médico...- são separados nesta sociedade dual. E o Pará, para onde vai? Um incauto pode, com razão, ser cativado com os apelos a favor do sim. E ver a mudança pretendida não passar disso.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="color: #351c75;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6191214711696564593-7879669960822028395?l=sociologando-on-line.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/feeds/7879669960822028395/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/12/valiosa-pobreza.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/7879669960822028395'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/7879669960822028395'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/12/valiosa-pobreza.html' title='A valiosa pobreza'/><author><name>Maria Cristina Maneschy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436887022617415865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_iYvnJHTFWdU/TNC6Uc2RItI/AAAAAAAAAAs/vjGHJtOu2Po/S220/Foto+criada+em+2010-11-02+%C3%A0s+22.02.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6191214711696564593.post-8430876362172574371</id><published>2011-11-30T16:46:00.001-08:00</published><updated>2011-11-30T17:02:49.439-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pescadores'/><title type='text'>Ainda sobre pescadores</title><content type='html'>&lt;div style="color: #274e13; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;No meio de um turbilhão de compromissos com relatório de pesquisa, viagens, resto de aulas e correções, o que está quase me fazendo suspender o blog, encontro essas palavras do Mario Quintana: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #741b47; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #741b47; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Senhor! Que buscas Tu pescar com a rede das estrelas?&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #741b47; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #741b47; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="color: #073763; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;E ele vem com mais essa:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Mas que haverá com a Lua, que, sempre a gente a olha, é com um novo espanto?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; font-size: small;"&gt;(do livro Mario Quintana. Para viver com poesia. Seleção de Márcio Vassallo. Ed. Globo, 2010)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #741b47; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #20124d; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Pobre da gente que, com a correria da vida, acaba nem olhando para o céu!&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Que perda!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6191214711696564593-8430876362172574371?l=sociologando-on-line.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/feeds/8430876362172574371/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/11/ainda-sobre-pescadores.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/8430876362172574371'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/8430876362172574371'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/11/ainda-sobre-pescadores.html' title='Ainda sobre pescadores'/><author><name>Maria Cristina Maneschy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436887022617415865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_iYvnJHTFWdU/TNC6Uc2RItI/AAAAAAAAAAs/vjGHJtOu2Po/S220/Foto+criada+em+2010-11-02+%C3%A0s+22.02.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6191214711696564593.post-4620751182599335782</id><published>2011-11-27T12:51:00.001-08:00</published><updated>2011-11-27T12:58:21.321-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pescadores'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ciência'/><title type='text'>Pescadores no Encontro da Rede de Estudos Rurais</title><content type='html'>&lt;div style="color: #38761d; font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;style&gt; &lt;!-- /* Font Definitions */@font-face {font-family:"Times New Roman"; panose-1:0 2 2 6 3 5 4 5 2 3; mso-font-charset:0; mso-generic-font-family:auto; mso-font-pitch:variable; mso-font-signature:50331648 0 0 0 1 0;} /* Style Definitions */p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal {mso-style-parent:""; margin:0cm; margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; mso-hyphenate:none; font-size:12.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-ansi-language:PT-BR; mso-fareast-language:AR-SA;}table.MsoNormalTable {mso-style-parent:""; font-size:10.0pt; font-family:"Times New Roman";}@page Section1 {size:612.0pt 792.0pt; margin:72.0pt 90.0pt 72.0pt 90.0pt; mso-header-margin:36.0pt; mso-footer-margin:36.0pt; mso-paper-source:0;}div.Section1 {page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; margin-bottom: 6pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: #990000;"&gt;O Grupo de Trabalho&lt;i&gt;Formas de participaçãode pescadores artesanais na gestão ambiental: potencialidades e limites&lt;/i&gt;, que compõe a programação do 5º Encontro da Rede de Estudos Rurai, objetiva&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Font Definitions */@font-face {font-family:"Times New Roman"; panose-1:0 2 2 6 3 5 4 5 2 3; mso-font-charset:0; mso-generic-font-family:auto; mso-font-pitch:variable; mso-font-signature:50331648 0 0 0 1 0;} /* Style Definitions */p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal {mso-style-parent:""; margin:0cm; margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; mso-hyphenate:none; font-size:12.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-ansi-language:PT-BR; mso-fareast-language:AR-SA;}table.MsoNormalTable {mso-style-parent:""; font-size:10.0pt; font-family:"Times New Roman";}@page Section1 {size:612.0pt 792.0pt; margin:72.0pt 90.0pt 72.0pt 90.0pt; mso-header-margin:36.0pt; mso-footer-margin:36.0pt; mso-paper-source:0;}div.Section1 {page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: #990000;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color: #0b5394;"&gt;Promover a discussão sobre a gestão ambientalparticipativa de recursos naturais comuns, visando uma crítica da teoria e daprática, focando particularmente o caso dos pescadores e pescadoras artesanaisem diferentes situações e regiões do Brasil. A discussão contempla pescadores especializadose polivalentes, como os ribeirinhos, extrativistas e agroextrativistas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style="color: #073763;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;O GT se propõe a acolhertrabalhos que tratem dos seguintes temas: experiências de participação na gestão territorial e de recursos naturaisde populações locais, sejam pescadores exclusivos, sejam categorias quepratiquem outras atividades e estilos de vida além da pesca, a exemplo deribeirinhos e agroextrativistas; experiências de participação em diferentesterritórios e instituições de gestão: comitês, conselhos e reservas ambientaisde uso sustentável, inclusive as Reservas Extrativistas e de DesenvolvimentoSustentável; experiências de gestão participativa local na forma de acordos depesca; análises enfocando a gestão em perspectiva de gênero; análises de formasde associação, organização, ação e mobilização de pescadores artesanais em suasdiferentes expressões, em diferentes regiões e situações de conflito, em prolda sua participação na gestão dos territórios e recursos de que dependem; formaçãodos atores sociais da co-gestão pesqueira; reflexões teóricas e metodológicassobre os conceitos de gestão participativa, co-gestão, gestão adaptativa eoutros que explorem as conexões entre participação e gestão de recursospesqueiros .&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6191214711696564593-4620751182599335782?l=sociologando-on-line.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/feeds/4620751182599335782/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/11/pescadores-no-encontro-da-rede-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/4620751182599335782'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/4620751182599335782'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/11/pescadores-no-encontro-da-rede-de.html' title='Pescadores no Encontro da Rede de Estudos Rurais'/><author><name>Maria Cristina Maneschy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436887022617415865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_iYvnJHTFWdU/TNC6Uc2RItI/AAAAAAAAAAs/vjGHJtOu2Po/S220/Foto+criada+em+2010-11-02+%C3%A0s+22.02.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6191214711696564593.post-5636888691601943977</id><published>2011-11-27T12:46:00.001-08:00</published><updated>2011-11-27T13:05:55.472-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='evento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ciência'/><title type='text'>5º Encontro da Rede de Estudos Rurais</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="color: purple; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;O 5o Encontro da Rede de Estudos Rurais será realizado no Campus da&lt;br /&gt;Universidade Federal do Pará, em Belém, de 03 a 06 de junho de 2012,&lt;br /&gt;dando sequencia à construção de uma associação que reune pesquisadores seniores e jovens estudiosos do meio rural brasileiro. Volta-se a compreender, de forma crítica as transformações em curso no mundo rural, com destaque para o lugar dos camponeses e as suas mobilizações sociais, nessas transformações.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style="color: purple; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;O tema geral do Encontro é &lt;i&gt;Desenvolvimento, Ruralidades e ambientalização:&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: purple; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: purple; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;atores e paradigmas em conflito&lt;/i&gt;. Destaca as profundas alterações&lt;/span&gt;&lt;span style="color: purple; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;conceituais que vêm se acentuando e exigindo tratamento diferenciado no&lt;/span&gt;&lt;span style="color: purple; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;que diz respeito à relação entre ciência, sociedade e natureza. A página do evento é:&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.redesrurais.org.br/" style="color: purple; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; http://www.redesrurais.org.br/&lt;/a&gt;&lt;br style="color: purple; font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt;&lt;br style="color: purple; font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="color: purple; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Cristiano Wellington Ramalho, da Universidade Federal de Sergipe, Naína Pierri, da Universidade Federal do Paraná e eu, Maria Cristina Maneschy, da Universidade Federal do Pará, estamos coordenando o &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style="color: purple; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;GT 8: &lt;i&gt;Formas de participação de pescadores artesanais na gestão ambiental: potencialidades e limites.&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: purple; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;br style="color: purple; font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="color: purple; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br style="color: purple; font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="color: purple; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;O prazo para envio de propostas é 16 de janeiro de 2012.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6191214711696564593-5636888691601943977?l=sociologando-on-line.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/feeds/5636888691601943977/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/11/5-encontro-da-rede-de-estudos-rurais.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/5636888691601943977'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/5636888691601943977'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/11/5-encontro-da-rede-de-estudos-rurais.html' title='5º Encontro da Rede de Estudos Rurais'/><author><name>Maria Cristina Maneschy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436887022617415865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_iYvnJHTFWdU/TNC6Uc2RItI/AAAAAAAAAAs/vjGHJtOu2Po/S220/Foto+criada+em+2010-11-02+%C3%A0s+22.02.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6191214711696564593.post-8755078280871852373</id><published>2011-11-20T13:38:00.001-08:00</published><updated>2011-11-20T13:44:35.452-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Amazônia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><title type='text'>Uma forcinha contra a divisão do Pará</title><content type='html'>&lt;div style="color: #38761d;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Agrego à mobilização contra a divisão do Pará, a determinada negativa de um estrangeiro. Pena que, ainda que vença o não - tomara! - não se trata de vitória, mas de evitar andar mais ainda para trás no desenvolvimento deste nosso rincão brasileiro.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #38761d;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span id="goog_1537343317"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id="goog_1537343318"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://2.gvt0.com/vi/p-6A7HBgnzo/0.jpg"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/p-6A7HBgnzo&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;&lt;embed width="320" height="266"  src="http://www.youtube.com/v/p-6A7HBgnzo&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6191214711696564593-8755078280871852373?l=sociologando-on-line.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/feeds/8755078280871852373/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/11/uma-forcinha-contra-divisao-do-para.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/8755078280871852373'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/8755078280871852373'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/11/uma-forcinha-contra-divisao-do-para.html' title='Uma forcinha contra a divisão do Pará'/><author><name>Maria Cristina Maneschy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436887022617415865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_iYvnJHTFWdU/TNC6Uc2RItI/AAAAAAAAAAs/vjGHJtOu2Po/S220/Foto+criada+em+2010-11-02+%C3%A0s+22.02.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6191214711696564593.post-8697343740108562111</id><published>2011-11-12T12:56:00.001-08:00</published><updated>2011-11-13T05:37:00.303-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><title type='text'>Sobre a divisão do Pará e os royalties do petróleo</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #4c1130; font-size: small;"&gt;Com o início da campanha eleitoral sobre a divisão do Pará, pode ser que nestas bandas alguma mobilização efetiva passe a ser vista. Para a maioria da população, na batalha diária, o sentimento de rejeição à divisão parece prevalecer; talvez até cresça a rejeição com a aproximação da data do plebiscito. Mas, sem grande empolgação, na medida em que, como indaga e responde a propaganda pro-divisão, &lt;i&gt;o que vai mudar? Nada&lt;/i&gt;. Os argumentos pró-divisão em três estados apontam na mesma direção de mudanças insignificantes salvo que, neste caso, haveria uma grande perda de recursos para o Pará remanescente. E, segundo estudos sobre o tema, as novas unidades serão deficitárias. Ademais, sem aumentar a renda, para elas as novas funções de governo trarão pesados custos adicionais, problema que se amplia pela pouca transparência dos gastos públicos. Vale citar dados relativos ao Fundo de Participação dos Estados (FPE), analisados por Eduardo Costa em seu blog, na postagem &lt;a href="http://eduardojmcosta.blogspot.com/2011/11/cronicas-sobre-o-separatismo-parte-8-o.html"&gt;Crônicas sobre o separatismo&lt;/a&gt;:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;.&lt;span style="color: blue;"&gt;.. com base na legislação vigente o estado do Pará teve direito a uma cota de R$ 2,3 bilhões em 2010, referente a cota definida em lei de 6,11% do bolo repartido. Havendo a divisão e mantido a atual legislação, os três estados (Pará, Carajás e Tapajós) dividirão esta fatia, sem aumento, portanto, do volume de repasses.&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #4c1130; font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #4c1130; font-size: small;"&gt;São números incontornáveis. É também importante notar que não se está propondo mudanças substantivas na gestão dos novos territórios. Por exemplo, o que se prevê em formas participativas de governo? O que se propõe como modalidade de desenvolvimento territorial, que contemple a diversidade social e ambiental das distintas microrregiões? Como se está atacando a forte dependência da economia a algumas commodities (madeira, minérios, soja...) e o padrão tributário que penaliza rotineiramente a sociedade?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #4c1130; font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Enquanto isso, a discussão sobre os royalties do pré-sal, que questionam a solidariedade social da federação, o "pacto federativo", não nos anima. Agora, os governos dos dois principais pólos produtores, Rio de Janeiro e Espírito Santo, sabem fazer barulho. O contraste é gritante com o silêncio que costuma caracterizar os governantes e os representantes do lado de cá. Minério não se compara com petróleo, claro, o que contribui para reafirmar a invisibilidade ou irrelevância paraense no cenário político nacional. A moeda da conservação ambiental não tem quase curso nos mercados atuais, daí a irracionalidade que marca muitos usos da sua base de recursos naturais. Não obstante, as receitas de exportação amazônica atendem muito claramente aos interesses econômicos externos também, reforça a balança comercial, desde a colonização. Sem falar nos custos sociais da geração de energia.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #4c1130; font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #4c1130; font-size: small;"&gt;O plebiscito não representa, pelo menos até agora, um &lt;i&gt;momentum&lt;/i&gt; para debate coletivo sobre nossa organização social e política, sobre seu padrão &lt;/span&gt;&lt;span style="color: #4c1130; font-size: small;"&gt;de gestão pública e de redistribuição&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #4c1130; font-size: small;"&gt; de renda, a começar dentro do próprio Estado.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6191214711696564593-8697343740108562111?l=sociologando-on-line.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/feeds/8697343740108562111/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/11/sobre-divisao-do-para.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/8697343740108562111'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/8697343740108562111'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/11/sobre-divisao-do-para.html' title='Sobre a divisão do Pará e os royalties do petróleo'/><author><name>Maria Cristina Maneschy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436887022617415865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_iYvnJHTFWdU/TNC6Uc2RItI/AAAAAAAAAAs/vjGHJtOu2Po/S220/Foto+criada+em+2010-11-02+%C3%A0s+22.02.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6191214711696564593.post-7011784265332228526</id><published>2011-11-12T12:40:00.001-08:00</published><updated>2011-11-13T05:40:18.738-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='preconceito'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mulher'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>Propagandas sobre feias</title><content type='html'>&lt;h6 class="uiStreamMessage" data-ft="{&amp;quot;type&amp;quot;:1}" style="color: #783f04; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="messageBody" data-ft="{&amp;quot;type&amp;quot;:3}"&gt;Na mesma linha da piada assunto da última postagem, topei com a seguinte propaganda em um cartaz de uma revendedora Peugeot em Belém. Ladeada por duas figuras femininas de biquine, uma magra e uma gorda, desponta a frase seguinte: &lt;i&gt;Quem você levaria para uma ilha deserta? a top model ou a sogrona? Compare: Faça o mesmo na sua garagem&lt;/i&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h6&gt;&lt;h6 class="uiStreamMessage" data-ft="{&amp;quot;type&amp;quot;:1}" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="messageBody" data-ft="{&amp;quot;type&amp;quot;:3}"&gt;&lt;span style="color: #783f04; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Difícil acreditar que quem criou a publicidade pense em atrair consumidoras para os carros. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h6&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6191214711696564593-7011784265332228526?l=sociologando-on-line.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/feeds/7011784265332228526/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/11/propagandas-sobre-feias.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/7011784265332228526'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/7011784265332228526'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/11/propagandas-sobre-feias.html' title='Propagandas sobre feias'/><author><name>Maria Cristina Maneschy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436887022617415865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_iYvnJHTFWdU/TNC6Uc2RItI/AAAAAAAAAAs/vjGHJtOu2Po/S220/Foto+criada+em+2010-11-02+%C3%A0s+22.02.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6191214711696564593.post-204415733740382605</id><published>2011-11-07T06:49:00.001-08:00</published><updated>2011-11-07T16:46:00.532-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='preconceito'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='televisão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>Piadas sobre feias</title><content type='html'>&lt;div style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Ultimamente as piadas, pelo menos na TV, têm se voltado com especial frequência para as mulheres feias. Fazer piada sobre atributos corporais não é novo. Remonta ao nascimento das piadas. Mas, por que as feias entraram em alta agora no mundo das piadas para o grande público? Nem imagino. Tivemos há pouco o caso Rafinha. Ontem, as feias ganharam novo holofote, embora o conteúdo nada tenha a ver com a imbatível marca de mau gosto da piada sobre o estupro, que até na categoria humor negro era ruim.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;No quadro Stand up nosso de cada dia, no programa Fantástico do último domingo, o assunto era "cantada de rua". A comediante Micheli Machado iniciou sua fala - que, diga-se de passagem, teve momentos de humor fino - com a seguinte questão: &lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;P&lt;i&gt;or que é que todo homem na rua olha pra toda mulher que passa? Se fosse só pra mulher bonita, ainda vai, porque a gente também olha pros homens bonitos. Mas homem não, homem não seleciona, teve peito e bunda, já está olhando. Olha. É bonita, é feia, tribubu, exótica...&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Admite-se que esse tipo de observação dá humor, há quem goste. Mas, nessa lógica, se os homens não discriminam no olhar de macho, por que a moça se incomoda com isso? E, a julgar pelos risos, agradou. Pena. Por que não ser mais democrático no gosto? &lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Não pude deixar de lembrar dos quadros envolvendo anões, também um antiquíssimo recurso para fazer rir. Sempre me provocou um sentimento misturado, mais incômodo que graça. Sei que isso dá emprego, chances de aparecer, diverte alguns, certamente muitas justificativas existem para usar anões em papéis ridículos. Mas, no fundo, desconcerta, porque o engraçado aqui é a imposição, ou validação da característica da maioria sobre a minoria. Embora neste caso, trata-se da maioria em sua condição de massa, de gado.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;A gente não precisa lembrar sempre da vida real ao escutar uma piada. Tira toda a graça. Por exemplo, lembrar de cenas na rua de homens cujos olhares para outros passantes, sejam homens ou mulheres, não são apenas elogiosos ou engraçados, mas também debochados, quase agressivos, quase uma reprovação a determinado modo de se trajar, ou andar. E esse olhar pode se traduzir na liberalidade que o olhador se dá de tocar, até de "passar a mão" em uma pessoa desconhecida. Prática triste. Concordo que certas realidades não precisam ser lembradas e interferir no consumo da piada. Basta rir. Mas bem que as piadas podiam ser um pouco mais imaginativas!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6191214711696564593-204415733740382605?l=sociologando-on-line.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/feeds/204415733740382605/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/11/falas.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/204415733740382605'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/204415733740382605'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/11/falas.html' title='Piadas sobre feias'/><author><name>Maria Cristina Maneschy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436887022617415865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_iYvnJHTFWdU/TNC6Uc2RItI/AAAAAAAAAAs/vjGHJtOu2Po/S220/Foto+criada+em+2010-11-02+%C3%A0s+22.02.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6191214711696564593.post-1052494355729066431</id><published>2011-10-26T17:50:00.000-07:00</published><updated>2011-10-26T17:58:55.432-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ciência'/><title type='text'>Reconhecimento das Ciências Sociais: mais do que competição por recursos</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div style="color: #134f5c; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Na página do CNPq consta a manifestação das entidades das áreas sociais por inclusão de estudantes dessas áreas no Programa de bolsas Ciência sem Fronteiras (CsF), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Gerenciado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI) e pela Capes, prevê 75 mil bolsas no exterior nos próximos quatro anos, nas áreas de engenharia, tecnologia e biologia. O&amp;nbsp; Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais (Anpocs) enviou carta ao CNPq nesse sentido. Segundo seu dirigente: "Hoje, em todas as áreas das ciências sociais, há grupos que trabalham com o desenvolvimento da inovação tecnológica, com fármacos, com novas energias ou com o impacto de problemas ambientais. Tudo isso faz parte da inovação". Para a presidenta da Associação Brasileira de Antropologia (ABA), que assinou a carta da Anpocs, é uma contradição pensar em desenvolvimento e enfrentamento à miséria sem as ciências sociais. &lt;/div&gt;&lt;div style="color: #134f5c; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #134f5c; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div style="color: #134f5c; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Desenvolvimento tecnológico envolve, sempre, opções sociais e políticas, assim como repercussões sociais e políticas, que por sua vez tanto incluem como excluem indivíduos, grupos, sociedades. Da mesma maneira, geração de ambiente propício à inovação envolve dimensões culturais, sociais e políticas e, portanto, vão além da base tecnológica e econômica de per se. O contexto social é, então, um dado fundamental na geração e difusão das inovações. Redes sociais são um componente chave do processo de produção de conhecimentos. Hoje, mais que nunca, é preciso desenvolver as chamadas tecnologias sociais, tanto para promover conhecimentos específicos sobre o contexto da ciência e da tecnologia - indicadores sociais de desenvolvimento, indicadores de impactos ambientais, indicadores de vulnerabilidade social, por exemplo - quanto para melhorar e mudar a qualidade das intervenções públicas na organização social. Justa e urgente, portanto, a reivindicação das entidades. &lt;/div&gt;&lt;div style="color: #134f5c; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #134f5c; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Matéria disponível em: &lt;a href="http://www.cnpq.br/saladeimprensa/noticias/2011/1025c.htm"&gt;Ciências Sociais no Ciência Sem Fronteiras&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #134f5c; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6191214711696564593-1052494355729066431?l=sociologando-on-line.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/feeds/1052494355729066431/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/10/reconhecimento-das-ciencias-sociais.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/1052494355729066431'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/1052494355729066431'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/10/reconhecimento-das-ciencias-sociais.html' title='Reconhecimento das Ciências Sociais: mais do que competição por recursos'/><author><name>Maria Cristina Maneschy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436887022617415865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_iYvnJHTFWdU/TNC6Uc2RItI/AAAAAAAAAAs/vjGHJtOu2Po/S220/Foto+criada+em+2010-11-02+%C3%A0s+22.02.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6191214711696564593.post-1379194150247088646</id><published>2011-10-22T16:17:00.000-07:00</published><updated>2011-10-22T16:27:43.920-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='preconceito'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gênero'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>Orientação sexual de um filho</title><content type='html'>&lt;div style="color: #351c75; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Uma pessoa amiga relatou-me que seu compadre, pessoa muito próxima, contou-lhe aos prantos que o filho de 22 anos lhe comunicara sua homossexualidade. Um choque do qual ele ainda não se refizera. É claro que não vivi a situação e não tenho a pretensão de saber exatamente o que deve ser feito, a boa solução em mãos. Mas, ao ouvir o relato veio-me à mente a pergunta sobre o que fazia aquele jovem na vida, se estudava, se tinha um emprego ou trabalho que lhe satisfazia, ou se caminhava para tal, se tinha uma boa formação, alegria, valores, enfim, se reunia as condições ideais de uma pessoa preparada para enfrentar a vida com autonomia, o que todos almejam para os filhos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #351c75; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #351c75; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Por que a opção sexual parecia tão devastadora e dissociada de outras qualidades pessoais? Há muitas razões, evidentemente. Lidar com as diferenças é difícil, não é natural, mesmo que não haja intolerância ou preconceito, como era o caso daquele pai entristecido. A socialização não ajuda. Por isso, uma grata surpresa foi redescobrir hoje um singelo livro infantil de minha filha, na forma de versos, que se propõe a mexer nessa ferida já entre os pequenos: &lt;i&gt;Na minha escola todo mundo é igual&lt;/i&gt;, de Rosana Ramos e Priscila Sanson, da Cortez Editora.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #351c75; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #351c75; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;No caso da homossexualidade, sabemos bem que preconceito pode gerar intolerância que, não raro, vira violência. Ela reduz quem a pratica a uma condição próxima da selvageria, de um ser bruto, tal qual o ser humano que é capaz de comemorar a morte de alguém. Isso, a propósito das comemorações pouco convencionais de líderes ocidentais quando sabem da morte de inimigos políticos, nestes tempos de "primavera árabe". Tempos de fronteiras morais confusas. Ou melhor, mostras de que as fronteiras morais dos nossos mundos são sempre confusas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6191214711696564593-1379194150247088646?l=sociologando-on-line.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/feeds/1379194150247088646/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/10/orientacao-sexual-de-um-filho.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/1379194150247088646'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/1379194150247088646'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/10/orientacao-sexual-de-um-filho.html' title='Orientação sexual de um filho'/><author><name>Maria Cristina Maneschy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436887022617415865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_iYvnJHTFWdU/TNC6Uc2RItI/AAAAAAAAAAs/vjGHJtOu2Po/S220/Foto+criada+em+2010-11-02+%C3%A0s+22.02.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6191214711696564593.post-16741237886001639</id><published>2011-10-10T07:24:00.000-07:00</published><updated>2011-10-10T10:56:43.845-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='evento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='religião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Belém'/><title type='text'>Momentos do Círio e da cidade</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: purple;"&gt;Por ter esticado um pouco mais da conta a noite anterior, acordei mais tarde do que eu gostaria para ir assistir a passagem da Santa e curtir a cidade no seu dia mais especial.&amp;nbsp; O "núcleo da Berlinda" já estava terminando de passar pela Praça da República quando eu saí de casa e cruzei os onze quarteirões até alcançar a Dr. Moraes com a Nazaré. Consegui chegar alguns minutos antes da imagem passar por aquele cruzamento. Não consegui ver os anjinhos e nem promesseiros levando os objetos de sua promessa ou gratidão. Mas, no caminho, ainda consegui curtir um momento que adoro, que é experimentar as ruas do bairro cheias, um cenário oposto ao vazio demográfico dos domingos de manhã por estas bandas. Uma sensação imperdível. Muita gente andando, indo ou voltando da procissão. Andar sem medo ou desconfiança. Gente sem pressa, em grupos, em famílias. Uma oportunidade especialíssima de contemplar a diversidade social de Belém, que no dia a dia é uma cidade cindida. Fossos de infraestrutura e de condições de vida separam seus moradores.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: purple;"&gt;Quando a Santa passa, muitos braços se levantam em sua direção e seguem-se as palmas, numa "orquestração sem chefe de orquestra" nas palavras de um escritor. A emoção é arrebatadora.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: purple;"&gt;Eu estava posicionada a uma meia quadra da Av. Nazaré. Portanto, era um lugar onde quase não se escutavam as falas e cânticos dos alto-falantes da procissão. Assim, mais impressão causava aquela uniformidade à distância, aquela enorme reverência coletiva. Quantos são os pedidos, as promessas, os agradecimentos e os diálogos íntimos que cada um dirige à Santa e a si mesmo naqueles breves e mágicos instantes! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-qZXEFYtN_O8/TpL-EvGiEcI/AAAAAAAAAE8/OMOosGCX4R0/s1600/%257BDE40FD4D-0526-4F80-8A7D-32E236A43F08%257D_Naza-570.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="202" src="http://3.bp.blogspot.com/-qZXEFYtN_O8/TpL-EvGiEcI/AAAAAAAAAE8/OMOosGCX4R0/s320/%257BDE40FD4D-0526-4F80-8A7D-32E236A43F08%257D_Naza-570.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;http://www.orm.com.br/&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: purple;"&gt;Sobre a maré humana, clique em Leia Mais abaixo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: purple;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: purple;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: purple;"&gt;Mais adiante, postei-me na Quintino com a Governador José Malcher, esperando para encontrar filhas e marido, de onde pude ver mais uma vez a Santa. Quando a procissão cruza a Quintino, entra no último trecho antes de chegar à Praça Santuário e, portanto, nesse local muitos romeiros já vão deixando a procissão. Eles formam levas quase ininterruptas de pessoas. Essas levas duraram até quase meia hora depois da passagem, dando uma pequena mostra do mar humano do Círio.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: purple;"&gt;Dirigi-me à Av. Nazaré a ponto de ver a parte final da procissão, uma corrente de policiais de um lado a outro da rua. Eles e elas tinham à frente os últimos romeiros e, logo atrás, uma grossa coluna de vendedores ambulantes com seus carrinhos de bebidas, comidas, em bicicletas ou empurrando seus carros a pé. Eram homens e mulheres de diferentes idades, no seu círio particular, que se somam à grande parcela de pessoas que têm naquele dia uma das várias fontes de renda com as quais se viram ao longo do ano.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: purple;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: purple;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6191214711696564593-16741237886001639?l=sociologando-on-line.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/feeds/16741237886001639/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/10/momentos-do-cirio-e-da-cidade.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/16741237886001639'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/16741237886001639'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/10/momentos-do-cirio-e-da-cidade.html' title='Momentos do Círio e da cidade'/><author><name>Maria Cristina Maneschy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436887022617415865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_iYvnJHTFWdU/TNC6Uc2RItI/AAAAAAAAAAs/vjGHJtOu2Po/S220/Foto+criada+em+2010-11-02+%C3%A0s+22.02.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-qZXEFYtN_O8/TpL-EvGiEcI/AAAAAAAAAE8/OMOosGCX4R0/s72-c/%257BDE40FD4D-0526-4F80-8A7D-32E236A43F08%257D_Naza-570.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6191214711696564593.post-4641944836588980638</id><published>2011-10-07T20:34:00.000-07:00</published><updated>2011-10-08T06:36:21.011-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><title type='text'>Por um amor que partiu muito cedo</title><content type='html'>&lt;style&gt; &lt;!-- /* Font Definitions */@font-face	{font-family:"Times New Roman";	panose-1:0 2 2 6 3 5 4 5 2 3;	mso-font-charset:0;	mso-generic-font-family:auto;	mso-font-pitch:variable;	mso-font-signature:50331648 0 0 0 1 0;}@font-face	{font-family:Verdana;	panose-1:0 2 11 6 4 3 5 4 4 2;	mso-font-charset:0;	mso-generic-font-family:auto;	mso-font-pitch:variable;	mso-font-signature:50331648 0 0 0 1 0;}@font-face	{font-family:Calibri;	panose-1:0 2 15 5 2 2 2 4 3 2;	mso-font-charset:0;	mso-generic-font-family:auto;	mso-font-pitch:variable;	mso-font-signature:50331648 0 0 0 1 0;} /* Style Definitions */p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal	{mso-style-parent:"";	margin-top:0cm;	margin-right:0cm;	margin-bottom:10.0pt;	margin-left:0cm;	line-height:115%;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:11.0pt;	font-family:Calibri;	mso-ansi-language:PT-BR;}p	{margin-right:0cm;	mso-margin-top-alt:auto;	mso-margin-bottom-alt:auto;	margin-left:0cm;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:10.0pt;	font-family:Times;}table.MsoNormalTable	{mso-style-parent:"";	font-size:10.0pt;	font-family:"Times New Roman";}@page Section1	{size:612.0pt 792.0pt;	margin:72.0pt 90.0pt 72.0pt 90.0pt;	mso-header-margin:36.0pt;	mso-footer-margin:36.0pt;	mso-paper-source:0;}div.Section1	{page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: #741b47; font-family: Verdana; font-size: 11pt;"&gt;Esta postagem transcreve palavras de umapessoa amiga, Ana Cleide, escritas para sua amada companheira que faleceuprecocemente, interrompendo uma vida produtiva, plena de projetos ereconhecimento. Ana sofre a perda ainda recente e seu texto expressa essa doraguda e, no momento, incurável. Mas, para além do sofrimento, suas palavrascelebram a graça de um amor que se desdobrou em várias facetas de uma relaçãoque vale a pena ser vivida, como o companheirismo, a amizade, as realizaçõescomuns e as individuais, celebradas conjuntamente. Eis um trecho do poema queela escreveu há alguns dias:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT" style="color: #351c75; font-family: Verdana; font-size: 11pt;"&gt;“Meu amor”/ “Minha vida”, era comonos chamávamos pública e intimamente. Em nossa casinha, em todos os lugares doBrasil e do mundo, onde quer que chegássemos, estávamos em ‘nossa casinha’,nossos corpos, onde morávamos juntas. Uma só estava no lar quando a outraestava ali junto. ‘Meu amor’ e ‘minha vida’ eram parceiras, companheiras,amadas,... amantes, amigas, colegas, sócias, namoradas, pesquisadoras, almasgêmeas, siamesas, taurinas, co-autoras, mulheres livres. Metade morreu.&lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: Verdana; font-size: 11pt;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT" style="color: #741b47; font-family: Verdana; font-size: 11pt;"&gt;A Ana batalhadora que vejo peloscorredores da UFPA, sempre empolgada com o trabalho e com a vida, vai sabersuperar essa etapa da dor e fazer da saudade e da lembrança, a força paraprosseguir em suas buscas, indagações, projetos e fazeres, para si e paraoutros com quem convive. &lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: #741b47; font-family: Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6191214711696564593-4641944836588980638?l=sociologando-on-line.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/feeds/4641944836588980638/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/10/por-um-amor-que-partiu-muito-cedo.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/4641944836588980638'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/4641944836588980638'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/10/por-um-amor-que-partiu-muito-cedo.html' title='Por um amor que partiu muito cedo'/><author><name>Maria Cristina Maneschy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436887022617415865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_iYvnJHTFWdU/TNC6Uc2RItI/AAAAAAAAAAs/vjGHJtOu2Po/S220/Foto+criada+em+2010-11-02+%C3%A0s+22.02.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6191214711696564593.post-8341644050558294817</id><published>2011-10-07T11:13:00.000-07:00</published><updated>2011-10-07T11:14:42.438-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='feminismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mulher'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gênero'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Direitos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>Rupturas e continuidades no reconhecimento político das mulheres</title><content type='html'>&lt;div style="color: #073763; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Dentre as justificativas para a&amp;nbsp;&amp;nbsp;concessão do Nobel da Paz 2011, &amp;nbsp;o presidente do comitê, &lt;b&gt;&lt;span style="color: #073763; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Thorbjöern Jagland apontou&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;:&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #073763; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #073763; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;'Não podemos alcançar a democracia e a paz duradoura no mundo a menos que as mulheres alcancem as mesmas oportunidades que os homens para influenciar o desenvolvimento em todos os níveis da sociedade'.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #073763; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Tem razão, claro, mas sob certo ponto de vista. Segundo o argumento, não se trata de questionar a fundo o &amp;nbsp;padrão de desenvolvimento, mas de igualar as oportunidades &amp;nbsp;de participar nele. Porém, justamente aí o argumento reforça as desigualdades entre homens e mulheres. Não se propõe a criticar o modelo de divisão sexual do trabalho que sustenta a ordem econômica. Ao contrário, o problema é dar condições para as mulheres participarem e, assim, se igualarem aos homens. E, de fato, são os homens que reúnem as melhores condições para operar nessa ordem, para se dedicar mais ao trabalho produtivo, à carreira, ao empreendedorismo e à empregabilidade , posto que eles são liberados dos cuidados com as pessoas, liberados das restrições culturais e socializados para agirem no mercado, a sacrossanta arena das liberdades.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #073763; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;As mulheres, portanto, precisam ter acesso às oportunidades de adentrar no modelo socialmente valorizado, que é o da atuação na esfera pública, no nível da economia, da política, da cultura, da vida social em geral. Ocorre, porém, que o modelo funciona&amp;nbsp; porque a divisão sexual do trabalho e seus correlatos culturais asseguram que grande parte dos cuidados de que todos necessitam são assumidos no plano privado. Isto é, fazem parte dos atributos naturais da família e de seus membros mais talhados para a função, sobretudo as mulheres. Quando cuidados pessoais são realizados no mercado, além dos baixos preços atribuídos às funções pertinentes - exemplo, ensino infantil e fundamental, cuidados de saúe etc.&amp;nbsp; - também incidem aspectos delicados em certas situações, como a qualidade da atenção dada a pessoas idosas e doentes.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #073763; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Como construir uma organização social e econômica que efetivamente traga para o centro das atenções os cuidados com as novas gerações, com as pessoas em geral, especialmente com as pessoas mais vulneráveis, assim como as questões da produção e da vida plena para todos? Não como questões de mulheres, mas como questões políticas, de políticas públicas e de compromissos &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #073763; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;individuais e &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #073763; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;coletivos? Como fazer interagir de maneira mais dinâmica os papéis&amp;nbsp;sociais de trabalhadores, de produtores e de cuidadores, aos quais todos nos dedicamos com maior ou menor intensidade em diferentes momentos de nossas vidas, sem que o exercício desses papéis seja fonte de desvalor, de subordinação ou opressão? A velha separação entre público e privado está aí para retirar de pauta boa parte dessas questões. Debates enviesados sobre custos previdenciários da maternidade e da paternidade muitas vezes esterilizam o significado social e cultural do que está em jogo: que sociedade queremos? que organização social e econômica? e o que queremos efetivamente que mude quando se reconhece os direitos das mulheres como direitos iguais?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6191214711696564593-8341644050558294817?l=sociologando-on-line.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/feeds/8341644050558294817/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/10/rupturas-e-continuidades-no.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/8341644050558294817'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/8341644050558294817'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/10/rupturas-e-continuidades-no.html' title='Rupturas e continuidades no reconhecimento político das mulheres'/><author><name>Maria Cristina Maneschy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436887022617415865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_iYvnJHTFWdU/TNC6Uc2RItI/AAAAAAAAAAs/vjGHJtOu2Po/S220/Foto+criada+em+2010-11-02+%C3%A0s+22.02.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6191214711696564593.post-6459747766865846302</id><published>2011-10-07T07:30:00.000-07:00</published><updated>2011-10-07T11:15:21.734-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mulher'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gênero'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>Mulheres Nobel da Paz</title><content type='html'>&lt;div style="color: #073763; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;As três ganhadoras do Nobel da Paz deste ano vêm de contextos onde além da democracia precária ou inexistente, a&amp;nbsp;opressão da mulher é muito forte, o que se traduz nos déficits educacionais e de participação na vida social e política para as mulheres. Nesse sentido, em seu ativismo político,&amp;nbsp;elas contribuem também para desconstruir os modelos culturais em suas sociedades e a desvendar os elos entre tais modelos e os sistemas econômicos e políticos.&amp;nbsp; Ellen Johnson-Sirleaf foi a primeira mulher a chefiar um país africano, a Libéria e, além de executar programas de educação especiais para mulheres, criou um tribunal para julgar casos de estupro. A assistente social Leymah Gbowee, também da Libéria, é mãe de seis filhos e reconhecida por seus esforços para o fim da segunda guerra civil no país, em 2003. Para tal, ela mobilizou mulheres cristãs e muçulmanas para a luta comum e incentivou-as a realizar as chamadas 'greves de sexo', rejeitando sexo com seus parceiros em busca de um objetivo. A terceira laureada - Tawakkul Karman - é iemenita, jornalista e mãe de três, diretora da organização 'Mulheres Jornalistas sem Correntes'.&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #073763; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Há cinco anos lidera manifestações em prol dos direitos humanos e de poder para as mulheres, tendo sido presa por duas vezes. Nesses pequenos excertos de suas biografias, vê-se que elas ampliaram o horizonte da ação política. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #073763; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #073763; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;As informações sobre as premiadas aqui apresentadas foram transcritas da página da BBC Brasil: &lt;a href="http://noticias.br.msn.com/mundo/saiba-mais-sobre-as-tr%C3%AAs-ganhadoras-do-nobel-da-paz"&gt;As ganhadoras do Nobel da Paz&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6191214711696564593-6459747766865846302?l=sociologando-on-line.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/feeds/6459747766865846302/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/10/mulheres-nobel-da-paz-rupturas-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/6459747766865846302'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/6459747766865846302'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/10/mulheres-nobel-da-paz-rupturas-e.html' title='Mulheres Nobel da Paz'/><author><name>Maria Cristina Maneschy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436887022617415865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_iYvnJHTFWdU/TNC6Uc2RItI/AAAAAAAAAAs/vjGHJtOu2Po/S220/Foto+criada+em+2010-11-02+%C3%A0s+22.02.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6191214711696564593.post-1773789601774528862</id><published>2011-10-05T19:51:00.000-07:00</published><updated>2011-10-06T09:52:51.476-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='trabalho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>Meu primeiro Mac</title><content type='html'>&lt;div style="color: #0c343d; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Vivi a transição entre a máquina de escrever - fiz curso de datilografia aos 16 anos, em um curso chamado TED ("tempo é dinheiro"!) - e o computador, o que me rendeu até hoje a facilidade de digitar com os dez dedos e poder, inclusive, conversar ao mesmo tempo em que digito. Devo isso ao TED.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #0c343d; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #0c343d; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Assim, cedo me acostumei a escrever meus textos a lápis e depois datilografar. Que complicado era corrigir ou alterar um texto já digitado!&amp;nbsp; Inimaginável o corta e cola de hoje! Outro mundo! Além disso, eu não achava possível escrever um texto diretamente na máquina, mesmo a elétrica IBM, o suprasumo da rapidez na digitação, com fita corretiva, que começava a exibir incríveis memórias de várias linhas ou página inteira. A Olivetti competia com a IBM nesse mercado. Para mim, a primeira versão com o lápis e a borracha era uma etapa indispensável da criatividade. Não imaginava que bem pouco tempo depois essa ordem de trabalho seria suplantada pelas facilidades do editor de texto no computador.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #0c343d; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #0c343d; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Nessa época, final dos 80, essa linha de inovações maravilhosas que levaram da máquina manual às elétricas foi brutalmente interrompida. O computador pessoal começou a se popularizar. Não era mais restrito às grandes organizações e a conhecedores do sistema DOS, que parecia tão misterioso com suas profusões de palavras e códigos em uma tela escura. Lembro de quando prestei exame vestibular e fora advertida ao longo do ano pelos professores, sobre o cuidado que deveria ter ao marcar o cartão de respostas que seria lido pelos computadores, máquinas tão grandes quanto distantes.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #0c343d; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #0c343d; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;O impulso extraordinário para a popularização foi dado com a interface amigável e o reduzido tamanho dos primeiros Macintosh, bonitinhos, fofinhos. Seus recursos visuais bem humorados e o fato de reunir na mesma caixa a tela e o motor, começaram a redesenhar nossa relação com o computador, com o trabalho e com a vida de uma maneira geral, pois iniciava então a grande alteração na distribuição do nosso tempo diário entre o trabalho e a vida pessoal. O computador entrou nas casas para ficar.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #0c343d; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #0c343d; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Enquanto estive na França, em cujas instituições de ensino o Mac conhecia grande expansão, não tive problemas de assistência técnica. De um lado, a máquina robusta praticamente não apresentava defeitos. De outro, colegas brasileiros da área da informática nos repassavam as últimas novidades. Outra característica de nossa era ia se firmando, a das inovações constantes e compulsórias, a exemplo dos anti-virus e das novas facilidades de programas. A dificuldade foi ao voltar para Belém, em que o número de usuários Mac contava-se em unidades. Quando meu primeiro computador começou a dar os primeiros sinais de cansaço, com cinco anos de vida útil, a peregrinação em Belém junto a técnicos conhecedores da marca não foi fácil. Por essa época, a Microsoft já conquistara o mercado com seus PCs, colhendo o sucesso da abertura do sistema Windows para diversos fabricantes, o que não acontecera com a Apple. A chave para a persistência no Mac era, então, o fato de que seu uso continuava muito mais fácil do que o PC e menos vulnerável aos vírus. Enfim, era uma questão de ser fã da marca. Quem estava habituado ao&amp;nbsp; seu sistema operacional achava irritante usar um PC. Até hoje uso um Mac. De vez em quando ainda peno para converter algum texto que recebo. Mas as vantagens superam esses probleminhas. E os sistemas hoje conversam muito mais entre si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #0c343d; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Em uma viagem ao Québec em 1997, tomei conhecimento de uma "associação de amigos do Macintosh", evidência de uma ligação à marca que ia além da funcionalidade ou gosto. Testemunho da singularidade e do gênio de Steve Jobs, uma aura que Bill Gates, seu maior concorrente, não conseguiu copiar, embora comercialmente a Microsoft tenha superado de muito a&amp;nbsp; empresa do antigo companheiro de invenções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #0c343d; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Memórias da máquina de escrever e meu primeiro Mac. Clique em LEIA MAIS, logo abaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #0c343d; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Minha familiaridade precoce com a máquina me rendeu uma primeira reprovação em um teste de emprego como secretária de escola. No processo de seleção, na prova de datilografia coloquei o papel carbono virado ao contrário. Assim, digitei super rápido o texto solicitado, crente que estava abafando. Ao terminar de digitar, quando fui entregar as duas folhas ao examinador, vi uma totalmente em branco e a outra digitada na frente e no verso; a expressão do homem mostrava que minha carreira naquela escola abortara.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #0c343d; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Atravessei os anos de faculdade com o costume de escrever à mão e, posteriormente, na máquina. Assim, quando fui para o doutorado em 1988, quiz muito levar uma máquina elétrica IBM na bagagem. Ainda bem que não o fiz. Logo seria apresentada ao Mac. &lt;/div&gt;&lt;div style="color: #0c343d; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Superei a angústia de pensar em pagar a alguém para digitar meus textos e meu quase arrependimento de não ter levado comigo a utilíssima máquina elétrica, de toque macio. Meu marido e eu metemos a cara na compra de nosso primeiro Mac, em 1989, ainda bastante caro. Mas que conforto! Ao ligá-lo todos os dias, a visão da carinha de um computador sorrindo no meio da tela, indicava que tudo ia bem no sistema. Ufa! No início eu tinha sempre um pouco de medo de que aparecesse o ícone do computador triste, sinal de defeito e, também, uma sensação de abandono. E a urgente necessidade de recorrer a um especialista em computação para recuperar a capacidade produtiva, cada vez mais dependente da saúde de um computador e da disponibilidade de um anti-virus atualizado.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #0c343d; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #0c343d; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6191214711696564593-1773789601774528862?l=sociologando-on-line.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/feeds/1773789601774528862/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/10/meu-primeiro-mac.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/1773789601774528862'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/1773789601774528862'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/10/meu-primeiro-mac.html' title='Meu primeiro Mac'/><author><name>Maria Cristina Maneschy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436887022617415865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_iYvnJHTFWdU/TNC6Uc2RItI/AAAAAAAAAAs/vjGHJtOu2Po/S220/Foto+criada+em+2010-11-02+%C3%A0s+22.02.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6191214711696564593.post-7401296971571097757</id><published>2011-09-28T11:58:00.000-07:00</published><updated>2011-09-30T16:35:17.201-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mulher'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gênero'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='igualdade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><title type='text'>Namoros novos, velhas atitudes</title><content type='html'>&lt;div style="color: #990000; font-family: Verdana, sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Em seu tempo, a pílula anticoncepcional foi saudada como grande fator de libertação das mulheres, conferindo-lhes um controle inédito sobre sua vida reprodutiva e sexualidade. Contudo, essa novidade extraordinária, cultural, científica, tecnológica, mantinha a dominação masculina nessa esfera da vida, a tradicional divisão de trabalho que&amp;nbsp; faz recair sobre as mulheres os maiores ônus do planejamento e&amp;nbsp; do controle da natalidade.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #990000; font-family: Verdana, sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #990000; font-family: Verdana, sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;No caso da pílula, são elas que assumem sós os efeitos colaterais possíveis da sua administração por longo tempo. No caso da esterilização, a laqueadura de trompas é uma intervenção cirúrgica mais complicada que a vasectomia masculina, mas a primeira predomina numericamente. Essa prática se ajusta à visão naturalizada de que a contracepção é, em primeiro lugar, assunto de mulher. Aliás, para muitas pessoas a própria concepção é assunto principalmente da mulher, como mostram as taxas de mães solteiras sem parceiro conhecido e os abandonos de bebês em que só se tem notícia da mãe, a grande culpada.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="color: #990000;"&gt;&lt;b&gt;A vigência de tais valores evidenciam-se em esferas públicas, na carência de creches e outros equipamentos coletivos na maioria das cidades brasileiras, estruturas que facilitem a conciliação entre trabalho e maternidade, especialmente para mulheres de baixa renda. É certo que a lei procura trazer equidade a essas relações, mas a força dos costumes ainda manda nas atitudes e na definição de políticas públicas e privadas. Ainda manda na tolerância que se tem com as dificuldades cotidianas que mulheres pobres enfrentam nos postos de saúde em busca de cuidados para os filhos pequenos. Ou na prática de compra de votos femininos com esterilização, cada vez mais rara, felizmente.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #990000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #990000;"&gt;&lt;b&gt;As mulheres no Brasil e em outros países conquistaram autonomia que&amp;nbsp; gerações passadas desconheciam. Deixaram de ser sujeitas aos ritmos das suas muitas gestações, ou de suas irmãs cujos filhos tinham de ajudar a cuidar, ou ter de casar com o primeiro namorado para abafar a vergonha da família e o incerto futuro como &lt;i&gt;mãe e pai ao mesmo tempo&lt;/i&gt;. &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana, sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;div style="color: #990000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #990000;"&gt;&lt;b&gt;Uma médica que atende adolescentes opinava estes dias que se a pílula fosse boa, sem efeitos, certamente já se teria inventado uma pílula para homens. Admirava-se ao constatar como as namoradas de hoje se submetem aos papéis tradicionais em matéria de relações sexuais, arcando com os maiores custos da contracepção. Equidade, responsabilidade compartilhada, nada disso. No início da vida adulta, elas aceitam geralmente de bom grado o lugar convencional, enquanto perseguem seus projetos e sonhos, que podem ser os mesmos dos namorados, pois os direitos são iguais. Mas as preocupações e providências para evitar filhos precoces não são iguais. Elas transam sem grandes culpas e experimentam a liberdade sexual sem mexer no script. &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #990000;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #990000;"&gt;&lt;b&gt;Os métodos contraceptivos temporários considerados mais incertos e arriscados, o preservativo e a tabela, são também os que&amp;nbsp; induzem à partilha mais equilibrada da responsabilidade entre os parceiros. Planejamento, autocontrole e sensibilidade um para com o outro são mais necessários quando se lança mão deles. São atitudes, portanto, que questionam mais a fundo os padrões comportamentais que se acomodam à pretensa sujeição das relações sexuais aos ditames da biologia. Pelo menos nesse aspecto são&amp;nbsp; mais avançados do que a pílula e os outros métodos centrados na mulher. Cultivam novas atitudes.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6191214711696564593-7401296971571097757?l=sociologando-on-line.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/feeds/7401296971571097757/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/09/namoros-novos-velhas-atitudes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/7401296971571097757'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/7401296971571097757'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/09/namoros-novos-velhas-atitudes.html' title='Namoros novos, velhas atitudes'/><author><name>Maria Cristina Maneschy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436887022617415865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_iYvnJHTFWdU/TNC6Uc2RItI/AAAAAAAAAAs/vjGHJtOu2Po/S220/Foto+criada+em+2010-11-02+%C3%A0s+22.02.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6191214711696564593.post-6711519982785526275</id><published>2011-09-27T06:00:00.000-07:00</published><updated>2011-09-27T06:47:40.695-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='relações internacionais'/><title type='text'>Frases da semana</title><content type='html'>&lt;div style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Vamos construir as pontes do diálogo em vez de checkpoints e muros de separação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Mahmoud Abbas,&amp;nbsp; Presidente da Autoridade Palestina, na ONU em 23/9/2011&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Devemos construir um futuro para nossos filhos e netos e para nós mesmos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Benjamin Netanyahu, Primeiro Ministro de Israel, na ONU em 23/9/2011&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #0b5394; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="background-color: white; color: #660000; font-size: large;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="color: #0b5394;"&gt;Por que essas frases causam tanta admiração, sobretudo a primeira, ao lembrar quanto se investe em obras anti-futuro?&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Para mais notícias: &lt;a href="http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/discurso-na-onu-eleva-popularidade-de-netanyahu-em-israel/n1597240729755.html"&gt;Repercussões do discurso de Netanyahu&lt;/a&gt;; &lt;a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=18558"&gt;Íntegra do discurso de Mahmoud Abbas&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/i&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6191214711696564593-6711519982785526275?l=sociologando-on-line.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/feeds/6711519982785526275/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/09/frases-da-semana.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/6711519982785526275'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/6711519982785526275'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/09/frases-da-semana.html' title='Frases da semana'/><author><name>Maria Cristina Maneschy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436887022617415865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_iYvnJHTFWdU/TNC6Uc2RItI/AAAAAAAAAAs/vjGHJtOu2Po/S220/Foto+criada+em+2010-11-02+%C3%A0s+22.02.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6191214711696564593.post-601813900073508938</id><published>2011-09-25T17:14:00.000-07:00</published><updated>2011-09-26T08:16:56.626-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='solidariedade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><title type='text'>INSS e SUS: patrimônios do Brasil dual</title><content type='html'>&lt;div style="color: #073763; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Font Definitions */@font-face	{font-family:"Times New Roman";	panose-1:0 2 2 6 3 5 4 5 2 3;	mso-font-charset:0;	mso-generic-font-family:auto;	mso-font-pitch:variable;	mso-font-signature:50331648 0 0 0 1 0;}@font-face	{font-family:Arial;	panose-1:0 2 11 6 4 2 2 2 2 2;	mso-font-charset:0;	mso-generic-font-family:auto;	mso-font-pitch:variable;	mso-font-signature:50331648 0 0 0 1 0;}@font-face	{font-family:Verdana;	panose-1:0 2 11 6 4 3 5 4 4 2;	mso-font-charset:0;	mso-generic-font-family:auto;	mso-font-pitch:variable;	mso-font-signature:50331648 0 0 0 1 0;} /* Style Definitions */p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal	{mso-style-parent:"";	margin:0cm;	margin-bottom:.0001pt;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:12.0pt;	font-family:"Times New Roman";	mso-ansi-language:PT-BR;}p	{margin-right:0cm;	mso-margin-top-alt:auto;	mso-margin-bottom-alt:auto;	margin-left:0cm;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:10.0pt;	font-family:Times;}table.MsoNormalTable	{mso-style-parent:"";	font-size:10.0pt;	font-family:"Times New Roman";}@page Section1	{size:612.0pt 792.0pt;	margin:72.0pt 90.0pt 72.0pt 90.0pt;	mso-header-margin:36.0pt;	mso-footer-margin:36.0pt;	mso-paper-source:0;}div.Section1	{page:Section1;}-&lt;/style&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: #073763; font-family: Verdana; font-size: 12pt;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: #073763; font-family: Verdana; font-size: 12pt;"&gt;Com certa surpresa li o conselho de MauroHalfeld, na coluna Nossa Vida,&amp;nbsp; Revista Época de 6 de junho de 2011. Elese referia ao investimento na previdência pública em resposta a um leitor de 55anos, que nunca contribuíra para a Previdência e lhe perguntava qual o melhorinvestimento para chegar aos 65 com um complemento que lhe desse razoáveltranquilidade a partir de então. A resposta foi direta: "não há no mercadoprivado nenhum plano que seja mais completo do que o do INSS", cujosbenefícios não se igualam a nenhum plano privado. Sugeriu que ele passasse a contribuir pelo teto máximo de R$3.689 e só depois contratasseprevidência privada ou outro investimento.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: #073763; font-family: Verdana; font-size: 12pt;"&gt;A surpresa é porque, frequentemente,a gente não lembra do caráter universalista da Previdência brasileira. E,principalmente, não lembra por causa da nossa dualidade social. Quempode, obviamente não depende só da previdência pública. Isso não é um mal emsi, contanto que a pessoa que dela dependa tenha assegurada a dignidade própriada cidadania. Os adicionais ficam para quem quer e pode buscar no mercado. Masnão é assim, como se sabe. A maioria dos beneficiários da aposentadoria, porexemplo, batalha, e muito, para fechar a conta do mês. A dualidade é igual nasaúde, pois o SUS - que fez 21 anos dia 19 de setembro - está aberto aos 190milhões de brasileiros, mas quem pode paga plano de saúde, mesmo com aslimitações de cobertura e os primeiros lugares que os planos geralmente ocupamnos rankings de reclamações de consumidores. Ainda assim, é uma marca dadistinção de classe no Brasil ter acesso a um plano de saúde privado. Não tê-lo,é se expor às filas, longas esperas, problemas noatendimento que vão desde o trato com a burocracia à rapidez dos contatoscom os médicos.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: #073763; font-family: Verdana; font-size: 12pt;"&gt;O ex-ministro da Saúde Adib Jatene recentementeapontou o paradoxo do Sistema Único de Saúde (SUS). Gratuito e para todos,mas tem menos dinheiro do que a iniciativa privada gasta para atender menosgente. Notável patrimônio que chega à idade adulta muito combatido, maltratado,maltratante, o SUS é uma inegável conquista social no Brasil. Precisa que a"boa política" se volte para essa área da solidariedade social. No fundo, os sistemas de saúde e previdência questionam a estrutura da sociedade como um todo, a concentração da renda e a justiça tributária, em seu papel genuíno de redistribuição de riqueza.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="color: #073763; font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Análises sobre o SUS em &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=18512" style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Orçamento da saúde: um debate necessário&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6191214711696564593-601813900073508938?l=sociologando-on-line.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/feeds/601813900073508938/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/09/inss-e-sus-patrimonios-da-sociedade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/601813900073508938'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/601813900073508938'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/09/inss-e-sus-patrimonios-da-sociedade.html' title='INSS e SUS: patrimônios do Brasil dual'/><author><name>Maria Cristina Maneschy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436887022617415865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_iYvnJHTFWdU/TNC6Uc2RItI/AAAAAAAAAAs/vjGHJtOu2Po/S220/Foto+criada+em+2010-11-02+%C3%A0s+22.02.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6191214711696564593.post-5523207993811829957</id><published>2011-09-22T06:20:00.000-07:00</published><updated>2011-09-22T06:42:50.929-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Direitos'/><title type='text'>Dilma na ONU e a pena de morte</title><content type='html'>&lt;div style="color: #274e13; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;No mesmo dia em que um homem de 42 anos foi executado com injeção letal nos EUA, pelo assassinato de um policial vinte anos antes, a Presidenta Dilma falava na ONU:&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #274e13; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #274e13; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;"O autoritarismo, a xenofobia, a miséria, a pena capital, a discriminação, todos são algozes dos direitos humanos. Há violações em todos os países, sem exceção. Reconheçamos esta realidade e aceitemos, todos, as críticas. Devemos nos beneficiar delas e criticar, sem meias-palavras, os casos flagrantes de violação, onde quer que ocorram."&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #274e13; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #274e13; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Ao que consta na imprensa, havia lacunas que não permitiam a plena convicção de que o condenado era o autor. Daí os abaixo-assinados e os muitos pedidos de clemência.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #274e13; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #274e13; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;A abolição da pena de morte é um avanço em termos de processo civilizatório. Exprime um&amp;nbsp; aperfeiçoamento geral do Direito, no que ele guarda das melhores tradições culturais, legados de conquistas sociais e políticas de muitos povos. Ampliação do reconhecimento da dignidade humana, inviolabilidade do corpo, o valor do perdão, a crença na capacidade de recuperação e ressocialização de criminosos, dentre outros, são valores que se associaram para a progressiva "domesticação da vingança".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #274e13; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #274e13; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Apesar dos problemas na segurança pública e de notórios desrespeitos a direitos humanos, o país está à frente dos Estados Unidos e de muitos países em desenvolvimento nesse plano jurídico. A pena de morte aqui foi abolida já no fim do século XIX. Falta acabar com as execuções "informais" e as práticas de ajuste de contas direto que ocorrem no Brasil profundo.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Tirar a vida de alguém é sempre uma violência. Tirar a vida de modo planejado, racional, asséptico, em presença de uma audiência, de alguém de quem se cuidou para manter a integridade física e mental e que, por isso mesmo, tem a contribuir com a sociedade, pagando sua pena em vida... Não há justificativa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6191214711696564593-5523207993811829957?l=sociologando-on-line.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/feeds/5523207993811829957/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/09/dilma-na-onu-e-pena-de-morte.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/5523207993811829957'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/5523207993811829957'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/09/dilma-na-onu-e-pena-de-morte.html' title='Dilma na ONU e a pena de morte'/><author><name>Maria Cristina Maneschy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436887022617415865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_iYvnJHTFWdU/TNC6Uc2RItI/AAAAAAAAAAs/vjGHJtOu2Po/S220/Foto+criada+em+2010-11-02+%C3%A0s+22.02.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6191214711696564593.post-5420829789564940176</id><published>2011-09-18T16:52:00.000-07:00</published><updated>2011-09-18T16:55:04.853-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mulher'/><title type='text'>Pai de 50 filhos ganha manchete</title><content type='html'>Hoje figura na página da UOL reportagem sobre um "idoso de 90 anos, pai de 50 filhos, 33 dos quais com três mulheres da mesma família, que moram na mesma casa com o patriarca".&amp;nbsp; Inusitada toda a história: o número de filhos, a família polígama... Mas as duas mulheres dele que tiveram, uma, 17 filhos e a outra, 15, é que são as maiores heroínas dessa história. Para ler toda a história, clique &lt;a href="http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2011/09/18/idoso-de-90-anos-tem-36-filhos-com-mulher-cunhada-e-sogra-no-rio-grande-do-norte.jhtm"&gt;aqui.&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6191214711696564593-5420829789564940176?l=sociologando-on-line.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/feeds/5420829789564940176/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/09/pai-de-50-filhos-ganha-manchete.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/5420829789564940176'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/5420829789564940176'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/09/pai-de-50-filhos-ganha-manchete.html' title='Pai de 50 filhos ganha manchete'/><author><name>Maria Cristina Maneschy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436887022617415865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_iYvnJHTFWdU/TNC6Uc2RItI/AAAAAAAAAAs/vjGHJtOu2Po/S220/Foto+criada+em+2010-11-02+%C3%A0s+22.02.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6191214711696564593.post-5092841870630076842</id><published>2011-09-15T12:25:00.000-07:00</published><updated>2011-09-15T14:37:15.642-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='economia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Direitos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='desigualdade'/><title type='text'>Os jovens e o desenvolvimento</title><content type='html'>&lt;div style="color: #134f5c; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Na Carta Capital, edição de 14 de setembro, uma importante matéria - Laboratório de revoltas - expõe os índices de desemprego atual entre os jovens na Europa, que têm servido de combustível para as revoltas de jovens em grandes cidades, sobretudo em bairros de origem imigrante e onde os níveis de escolaridade são menores. São redutos atingidos pelo desemprego com especial vigor, mas evidentemente o fenômeno não se restringe a essas áreas. Não recai, portanto, em "populações problema", que teriam características peculiares que permitam localizar nelas o problema. Os índices apresentados falam por si. Na média do continente europeu, dados de julho de 2011, 20,5% dos jovens entre 16 e 24 anos estão desempregados. Acima da média estão países como França, Polônia, Portugal, Irlanda, Itália e, os piores, Grécia e Espanha, respectivamente com 38,5 e 45,7%. Na Alemanha, cujo quadro geral não é tão ruim - 9,1% - em uma região considerada rica do país, 54% dos jovens desempregados estão nessa situação há mais de um ano.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #134f5c; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #134f5c; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Estudos indicam a dureza que é enfrentar longos períodos de desemprego no início da vida ativa. Documento da OCDE aponta que "jovens que encontram dificuldades na obtenção do primeiro emprego tendem a enfrentar problemas&amp;nbsp; para conseguir vaga pelo resto da vida profissional". &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #134f5c; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #134f5c; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;No contexto brasileiro, penso em duas políticas relacionadas aos esforços de gerar empregabilidade para os jovens: as bolsas de estudo para ingresso na universidade e as quotas de vagas para estudantes de meios desfavorecidos. Elas inscrevem-se na perspectiva de focalizar categorias que sentem mais dificuldades de inserção profissional, pelos obstáculos maiores à entrada no ensino superior e pelo fato de que seu capital social (redes de relações) tende a ser menos produtivo em "indicações" ao emprego ou oportunidade de trabalho.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="color: #134f5c;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #134f5c;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Além das estatísticas de desemprego e subemprego, exibimos no Brasil as dolorosíssimas estatísticas de jovens presidiários, envolvidos com tráfico, com depredação de patrimônio público, com violência. Sinais de exclusões ao longo de suas vidas, negação de direitos em muitas circunstâncias. As imagens nos jornais de jovens cheios de vida, inteligências e talentos dilapidados, de cócoras em pátios de prisões, são eloquente testemunho do desencontro entre desenvolvimento e juventude. Fala-se em inovação, o que é super pertinente. Mas, também, quanta capacidade de inovar está sendo perdida com essa máquina trituradora econômica e social que incide sobre tantos jovens, todos os dias. A despeito de projetos extraordinários implementados de norte a sul, por comunidades, grupos, governos, na área de educação, de inclusão social de várias formas, o respeito à cidadania social permanece direito central, isto é, chances pelo menos aproximadas de estudar, de brincar, de fazer esporte, de sonhar etc. etc.&lt;/span&gt; &lt;span style="color: #134f5c; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #134f5c;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #134f5c;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #134f5c; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;M&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #134f5c; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;uita inventividade e empenho são requeridos para enfrentar o problema da falta de oportunidades para jovens, à altura. Na Europa, as medidas de austeridade para combater a recessão atingem em cheio essa camada da população. A OIT recomenda políticas que focalizem a criação de empregos a jovens, dada sua sensibilidade ao ciclo econômico: "são os primeiros a perder postos quando a economia piora e os últimos a conseguir trabalho quando há crescimento". Programas de treinamento, aprendizagem e crédito para novos empreendedores são sugeridos. No Brasil, tem-se ainda que focalizar essa massa de jovens que já caíram nos descaminhos da vida. Devemos isso a eles.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: #351c75; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6191214711696564593-5092841870630076842?l=sociologando-on-line.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/feeds/5092841870630076842/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/09/os-jovens-e-o-desenvolvimento.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/5092841870630076842'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/5092841870630076842'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/09/os-jovens-e-o-desenvolvimento.html' title='Os jovens e o desenvolvimento'/><author><name>Maria Cristina Maneschy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436887022617415865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_iYvnJHTFWdU/TNC6Uc2RItI/AAAAAAAAAAs/vjGHJtOu2Po/S220/Foto+criada+em+2010-11-02+%C3%A0s+22.02.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6191214711696564593.post-6499818158362282161</id><published>2011-09-15T11:57:00.000-07:00</published><updated>2011-09-15T13:05:10.540-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='economia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='relações internacionais'/><title type='text'>É possível o desenvolvimento?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #351c75; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Para onde caminham as sociedades e as economias neste início de século? A idéia de progresso já perdeu o sentido faz tempo. Foi trocada pela crença na possibilidade do desenvovimento para todos. (Ver &lt;a href="http://www.un.org/documents/ga/res/41/a41r128.htm"&gt;Declaração da ONU sobre Direito ao Desenvolvimento&lt;/a&gt;) Esse ideário também já enfraqueceu muito, mas ainda se fala, meio sem jeito, na partição do mundo entre países desenvolvidos e em desenvolvimento, como que a relembrar de nossa capacidade ou interesse em forjar um destino comum para os habitantes do planeta, destino melhor, é claro. O sentido dessa distinção está meio enveoado, não se vê luz no fim do túnel que aponte um caminho plausível para todos, como manifestantes gritam em praças mundo afora. O esgotamento do ideário desenvolvimentista não é algo a lamentar por si só. Porque também não seria mais uma obrigação de caminho a ser seguido. O direito de escolha, o direito à diferença e, consequentemente, o direito de levar o tipo de vida que se considere digno de ser vivido (nas palavras de Amartya Sen), poderia ser um ingrediente central. Valores desse tipo fermentam as idéias de desenvolvimento sustentável, socioambientalismo, democracias participativas, multiculturalismo e autonomia.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #351c75; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Mas, a inextricabilidade dos destinos nacionais continua firme, nas relações econômicas e políticas, na diplomacia e na falta que ela faz nas muitas guerras e conflitos bélicos. A "locomotiva" da China e suas repercussões nos ritmos de atividade econômica, a crise, que foi hoje pela manhã expressa na fala da presidente do FMI de que as economias emergentes não vão passar imunes... Continuamos no mesmo barco. Porém, como indica o belo artigo de Luiz Gonzaga Belluzo (A crise como ela é), retornamos ao velho ideário liberal da autoregulação pelo mercado, que Karl Polanyi analisou com maestria no livro A Grande Transformação.&amp;nbsp; As palavras de Beluzzo merecem destaque, pois ele mostra que a aceitação fácil das idéais subjacentes aos remédios liberais bloqueia a criatividade na busca de soluções novas. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #351c75; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #351c75; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;"... o cidadão atropelado pelas erráticas e aparentemente inexplicáveis convulsões da economia não acredita no controle de seu próprio destino. As medidas de combate às crises, por exemplo, são capazes de destruir suas condições de vida, mas o consenso dominante trata de explicar que, se não fora assim, a situação pode piorar ainda mais. A formação desse consenso é, em si mesmo, um método eficaz de bloquear o imaginário social e promover a paralisia política, numa comprovação dolorosa de que as formas objetivadas da economia adquirem dinâmica própria e passam a constranger a liberdade de homens e mulheres". &lt;/span&gt;&lt;span style="color: #351c75; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;(Carta Capital, 14/99/2011)&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #351c75; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #351c75; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;O preço desse bloqueio (político e cognitivo) quem paga somos todos nós, que temos em comum o desejo de construir, no tempo que nos é dado viver, uma vida digna, boa, produtiva, com quem se ama, seja numa aldeia no Xingu, seja no deuxième arrondissement em Paris.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6191214711696564593-6499818158362282161?l=sociologando-on-line.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/feeds/6499818158362282161/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/09/e-possivel-o-desenvolvimento.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/6499818158362282161'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/6499818158362282161'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/09/e-possivel-o-desenvolvimento.html' title='É possível o desenvolvimento?'/><author><name>Maria Cristina Maneschy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436887022617415865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_iYvnJHTFWdU/TNC6Uc2RItI/AAAAAAAAAAs/vjGHJtOu2Po/S220/Foto+criada+em+2010-11-02+%C3%A0s+22.02.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6191214711696564593.post-5981550182754282635</id><published>2011-09-12T12:37:00.000-07:00</published><updated>2011-09-13T10:25:57.336-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='relações internacionais'/><title type='text'>Há dez anos, Bush e a mesquita</title><content type='html'>&lt;div style="color: #134f5c; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Como muitos, neste 11 de setembro lembrei-me do que estava fazendo quando vi as cenas na TV de uma das torres gêmeas incendiando. Foi no intervalo de uma reunião no então Mestrado em Sociologia da UFPA. Pela TV ao fundo da sala, pensei tratar-se de um incêndio em um prédio, com aquelas duras imagens de pessoas desesperadas à janela. Só ao longo do dia fui sabendo do atentado de proporções extraordinárias. &lt;/div&gt;&lt;div style="color: #134f5c; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #134f5c; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Bush, que incrivelmente foi beneficiado em sua reeleição, dois dias depois do atentado visitou uma mesquita, respeitando os rituais muçulmanos. Uma atitude que cuidava, em meio à dor, de delimitar o campo da resposta civilizada, mantendo-se os princípios da tolerância e do respeito às diferenças. Mas, como sabemos, foi só um lapso de grandeza em meio a uma série de "políticas" de vingança que mataram muitas vezes mais do que os atentados. Troca de ódio por ódio, longe de produzir o que se disse nos discursos: o país ficou mais seguro com as medidas tomadas. Tolerância, diplomacia faltam hoje como ontem em relação àquela porção do Oriente de onde se originou uma grande parte de nossa herança cultural. &lt;/div&gt;&lt;div style="color: #134f5c; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6191214711696564593-5981550182754282635?l=sociologando-on-line.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/feeds/5981550182754282635/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/09/ha-dez-anos-no-11-de-setembro.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/5981550182754282635'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/5981550182754282635'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/09/ha-dez-anos-no-11-de-setembro.html' title='Há dez anos, Bush e a mesquita'/><author><name>Maria Cristina Maneschy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436887022617415865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_iYvnJHTFWdU/TNC6Uc2RItI/AAAAAAAAAAs/vjGHJtOu2Po/S220/Foto+criada+em+2010-11-02+%C3%A0s+22.02.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6191214711696564593.post-6610889903790302082</id><published>2011-09-04T08:58:00.000-07:00</published><updated>2011-09-05T08:22:37.831-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Belém'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='teatro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>Fragmentos de Samuel Becket em Belém</title><content type='html'>&lt;div style="color: #990000; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Uma iniciativa muito especial está ocorrendo no Teatro Claudio Barradas, da UFPA. É a encenação, neste fim de semana, com entrada franca, de uma peça de Samuel Becket, dos seus Fragmentos de Teatro I e II. O título da peça é retirado da fala de um personagem: “Quantos infelizes ainda o seriam hoje se tivessem descoberto a tempo em que ponto estavam”.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #990000; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #990000; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Cheguei nessa peça meio por acaso, pois tinha ido assistir ao musical "Máquina, a história de uma paixão sem limites", na sala 5, no mesmo teatro. Como não havia indicações claras sobre a sala, acabei entrando no &lt;i&gt;Quantos infelizes&lt;/i&gt;... Havia um pequeno cartaz no guichê de ingressos, mas pensei que pudesse estar indicando a peça de um outro dia. Enfim! Errei e fui ver a peça do autor que desenvolveu um olhar mordaz sobre a sociedade, sobre o vazio ou o absurdo de vários aspectos da existência.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #990000; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #990000; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Claro que o começo não foi fácil. Em primeiro lugar, fiquei um tempo assistindo a uma peça pensando ser outra, até que me dei conta do engano. Então, confesso que senti falta de uma introdução para poder mergulhar no texto, uma voz em off que introduzisse o espectador no seu clima. Este clima estava bem reconstruído por sinal, uma penumbra enevoada que lembrava uma fria noite de uma cidade européia, talvez na Irlanda natal de Becket. Afora minha dificuldade e a sugestão que faço de uma pequena introdução para um espectador como eu, que não tem grande conhecimento da obra, acho que a peça é realizada com competência, com a profundidade e atmosfera que lhe cabem. Os atores deram muito bem conta do recado, entregaram-se com paixão em diversas cenas.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #990000; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #990000;"&gt;No Fragmento I, um homem de costas está posicionado ao fundo. A silhueta se percebe pelo jogo de luzes e, no primeiro plano, dois funcionários quase idênticos, liam sobre suas mesas o que seriam passagens da vida daquele homem. Seria um repasse de suas memórias pela consciência. Podia ser a leitura que ele mesmo fazia sobre o seu viver e, como tal, sem uma lógica linear e, sim, com idas e vindas e as incoerências com que se tecem os fios de uma vida individual. O homem estava sobre uma janela, iria cometer suicídio e os dois funcionários estavam empenhados em repassar os dados de sua vida, alternando momentos de concentração na leitura a momentos em que eram tomados pelos sentimentos e emoções do personagem: seus medos, desejos irracionais, angústias, ternas inquietações e lembranças &lt;/span&gt;&lt;span style="color: #990000;"&gt;- por exemplo, ao mirar o céu, a curiosidade de qual das estrelas seria Jupter; dois passarinhos na gaiola em um momento da infância&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #990000;"&gt;. A atmosfera é austera, o que importa são os pedaços daquela existência ordinária e plena de frustrações e de irrealizações. As dificuldades de relacionamento do personagem vêm à baila, assim como a solidão como característica marcante da biografia, em um mundo tão povoado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #990000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #990000;"&gt;No segundo Fragmento, dois "trapos" humanos de uma grande cidade conversam, um cego pedinte nas ruas, mau tocador de violino, e um homem de uma perna só, de aspecto também miserável, em uma cadeira de rodas. Na conversa que travam há poucas concordâncias e vários bate-bocas. Mas, ambos ressaltam aspectos críticos de uma ordem social vazia de sentido, lida por duas figuras à margem dessa ordem. Um toque de mãos e um desajeitado abraço revelam a sede de afeto de ambos, instante logo interrompido pela violência inerente às suas posições, pois a esperteza é como um mandamento naquele contexto. No entanto, aqui e ali rasgos de humanidade, como na preocupação do cego sobre a claridade do dia e sua consciência de que a infelicidade não era tal que justificasse acabar com a vida. Quando ele tateia procurando seus poucos pertences espalhados pelo chão, o outro lhe pergunta para que servem aquelas coisas, ao que ele responde: &lt;i&gt;para porra nenhuma, mas eu gosto delas!&lt;/i&gt; Alguma semelhança com relações que temos com algumas de nossas coisas? Também aqui um texto complexo, duro, que por vezes fustiga o espectador. A esse propósito, vale a pena rever o filme Dodeskaden, de Akira Kurosawa, que&amp;nbsp; focaliza igualmente um personagem de rua em uma metrópole.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #0b5394; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Detalhes da produção e da equipe estão no blog&amp;nbsp; &lt;a href="http://www.osenhordovazio.blogspot.com/"&gt;O Senhor do Vazio&lt;/a&gt;. Também, na matéria &lt;a href="http://diariodopara.diarioonline.com.br/N-141439-MERGULHO+NA+OBRA+DE+SAMUEL+BECKETT+.html"&gt;Mergulho na obra de Samuel Becket&lt;/a&gt; há informações interessantes sobre a produção, seu diretor e o dedicado elenco. &lt;span style="color: #990000;"&gt;Em vários momentos, a representação é brilhante. Uma importante realização cultural em Belém.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-0ZvuRkFn_NQ/TmP9Vy3lrYI/AAAAAAAAAE4/l3QLH5JIzgY/s1600/Beckett_cartaz.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://4.bp.blogspot.com/-0ZvuRkFn_NQ/TmP9Vy3lrYI/AAAAAAAAAE4/l3QLH5JIzgY/s400/Beckett_cartaz.jpg" width="305" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6191214711696564593-6610889903790302082?l=sociologando-on-line.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/feeds/6610889903790302082/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/09/fragmentos-de-samuel-becket-em-belem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/6610889903790302082'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/6610889903790302082'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/09/fragmentos-de-samuel-becket-em-belem.html' title='Fragmentos de Samuel Becket em Belém'/><author><name>Maria Cristina Maneschy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436887022617415865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_iYvnJHTFWdU/TNC6Uc2RItI/AAAAAAAAAAs/vjGHJtOu2Po/S220/Foto+criada+em+2010-11-02+%C3%A0s+22.02.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-0ZvuRkFn_NQ/TmP9Vy3lrYI/AAAAAAAAAE4/l3QLH5JIzgY/s72-c/Beckett_cartaz.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6191214711696564593.post-8230327455043249586</id><published>2011-08-29T09:23:00.000-07:00</published><updated>2011-08-29T17:36:22.613-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Belém'/><title type='text'>Visitas do Alcaide de Belém</title><content type='html'>&lt;div style="color: #274e13; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Não pude evitar a surpresa ao deparar hoje de manhã na TV com uma propaganda do Alcaide ressaltando que ele está "visitando a comunidade, para ouvir seus problemas e buscar soluções". No caso de hoje, o bairro do Telégrafo. Ao fundo, as cenas de sempre de carinhos, afagos, mãos passadas nas cabeças alheias, escuta dos moradores ao pé do ouvido. Pergunto: &lt;i&gt;visita&lt;/i&gt; é novidade que mereça propaganda na TV? E nada é dito sobre que soluções se vislumbra, quanto mais sobre algum plano de intervenções. Claro que na administração vigente, o princípio da participação demcrática para nortear políticas públicas não vigora. Melhor é a visita à "comunidade", caridosa, sensível, boazinha.&amp;nbsp; Nada que diga respeito a direitos e deveres. E pelo visto, esse tipo de visita parece algo raro, daí a peça publicitária. É preciso registrar o extraordinário. &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6191214711696564593-8230327455043249586?l=sociologando-on-line.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/feeds/8230327455043249586/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/08/visitas-do-alcaide.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/8230327455043249586'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/8230327455043249586'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/08/visitas-do-alcaide.html' title='Visitas do Alcaide de Belém'/><author><name>Maria Cristina Maneschy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436887022617415865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_iYvnJHTFWdU/TNC6Uc2RItI/AAAAAAAAAAs/vjGHJtOu2Po/S220/Foto+criada+em+2010-11-02+%C3%A0s+22.02.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6191214711696564593.post-2094493138147994144</id><published>2011-08-25T06:18:00.000-07:00</published><updated>2011-08-25T07:30:19.898-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mulher'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='desigualdade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Belém'/><title type='text'>Precário atendimento de urgência</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;A investida da imprensa sobre o episódio dos bebês mortos e a omissão de atendimento à mãe na Santa Casa foi impressionante. A despeito de "quem" sejam os culpados - inclusive a falha de gestão apontada pelos médicos - o depoimento dos funcionários na ambulância foram muito contundentes, indicando que a mãe não foi examinada para checar a urgência da situação.&amp;nbsp; Vale ressaltar a coragem da médica ao não se esquivar da imprensa, como frequentemente ocorre em situações do tipo. Contudo, são antigas&amp;nbsp; por aqui as reclamações de mães que procuraram hospitais públicos com o que lhes pareciam sinais de parto e não foram atendidas. Sobretudo, que foram mal atendidas. Para muitas, resta tomar um taxi (caro para a maioria que se encontra nessa situação) e voltar para casa ou buscar atendimento alhures.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Um desfecho positivo, se é possível usar esse termo no caso, seria sacudir atitudes culturais arraigadas no atendimento a pessoas que dependem da saúde pública, tratadas rigorosamente dentro dos limites da gestão burocrática, ou dos recursos disponíveis para a área: não tem vaga, não tem leito, não tem ficha, não tem atendente ou especialista no dia marcado, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;remarque sua consulta (para daqui a alguns meses), mesmo se veio do interior etc. etc. De que tipo de apoio p&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;recisam as pessoas nessas horas? &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;De que tipo de escuta e orientação?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6191214711696564593-2094493138147994144?l=sociologando-on-line.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/feeds/2094493138147994144/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/08/precario-atendimento-de-urgencia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/2094493138147994144'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/2094493138147994144'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/08/precario-atendimento-de-urgencia.html' title='Precário atendimento de urgência'/><author><name>Maria Cristina Maneschy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436887022617415865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_iYvnJHTFWdU/TNC6Uc2RItI/AAAAAAAAAAs/vjGHJtOu2Po/S220/Foto+criada+em+2010-11-02+%C3%A0s+22.02.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6191214711696564593.post-776313717795010206</id><published>2011-08-22T11:12:00.000-07:00</published><updated>2011-08-23T06:03:05.808-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><title type='text'>Viagens com Árvore da Vida</title><content type='html'>&lt;div style="color: #990000; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Achei um grande deleite o filme Árvore da Vida. Sendo um filme econômico em falas, dá margem para o espectador elaborar sua própria reflexão e atribuir sentidos, ao mesmo tempo em que segue a narrativa. Por isso senti o filme como se fosse uma viagem por temas que, no fundo, nos interpelam a todos. De um lado, o filme mostra flashes da vida de uma família de classe média em uma pequena cidade, ou subúrbio americano na década de 1950, através das memórias do filho mais velho, já adulto. Sua vida adulta, de profissional bem sucedido, passa-se em uma grande cidade da qual apenas se vê a uniformidade das fachadas em vidro dos edifícios, altíssimos, dando idéia de ambientes ascéticos, puramente funcionais, orientados para a racionalidade tecnológica e econômica. Nada mais é dito sobre o contexto. Nesse ambiente, ele reflete sobre a superficialidade da vida presente. Esse quadro urbano contrasta com o ambiente da sua infância, onde se desenrola a maior parte da trama, cheio de árvores, meninos brincando, cenas do lar, da mãe brincando com os filhos, escola, jardins, quintais, cachorros e gatos, beira de rio, uma aprazível quietude, as muitas lembranças marcantes da infância, inclusive o episódio da morte precoce de um amigo. Não aparecem muitas relações para além do círculo familiar.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #990000; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;De outro lado, viaja-se nas muitas imagens da Terra e do espaço, que vão da formação de células primordiais aos confins do universo. Músicas suaves convidam o espectador a se deixar levar e impressionar com a imensidão dos processos da natureza e, ao mesmo tempo, a pensar sobre vida, sobre tempo, o tempo cósmico e os tempos geológicos. A notar as passagens sobre os dinossauros - por vezes arrancaram risos na platéia - que se inscrevem nessa linha de enfoque sobre o tempo.&amp;nbsp; &lt;/b&gt;&lt;b&gt;Gostei particularmente das sequências que focalizam vidas embrionárias. &lt;/b&gt;&lt;b&gt;Nesse turbilhão, a trajetória de uma família e os laços com pessoas queridas, sobretudo as que se foram. Foi inevitável a pergunta: temos um lugar especial nessa arquitetura imensa, pelo simples fato de desenvolvermos a capacidade de interpretá-la, de nomeá-la e classificá-la dentro de complexos esquemas de valores?&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Esse conjunto de cenas são embaladas por falas curtas que a mãe dirigiu aos filhos, ou escutou de professores, sacerdotes, conselhos sobre amizade, amor, Deus, trechos de orações, trechos bíblicos e questões sobre nós outros, no cosmos.&amp;nbsp; Por vezes a música silencia e sons naturais de ondas e de erupções vulcânicas e solares completam a percepção da grandiosidade universal. As palavras da mãe são sentidas de forma mais aguda pelo fato de que, logo ao início do filme, um carteiro traz-lhe a notícia que o filho do meio (de três filhos) acabara de falecer, aos 19 anos. As perguntas que ela lança sobre onde ele estaria, as palavras que endereça ao filho em algum lugar, assim como as questões que o protagonista se faz, são temas muito humanos. Pode-se dizer que são temas universais no contexto das sociedades modernas, que "desencantaram" seus cosmos, notadamente através dos conhecimentos científicos e tecnológicos para perscrutar a natureza, mas não suprimiram as incertezas e as incógnitas.&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;É possível que o filme envolva elementos da biografia de seu realizador, Terence Malick, uma formação religiosa rígida, a relação tumultuada com o pai autoritário, envolvido em alcançar sucesso profissional como técnico em uma indústria, mas tendo sufocado uma vocação para música. E, de repente, desempregado. Sua figura é oposta à da mãe, lembrada como a amorosidade em pessoa. Imersa no cotidiano familiar e o amor aos filhos, ela se conecta com&amp;nbsp; dimensões profundas da existência.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #990000; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;b style="color: #990000;"&gt;Os ângulos de filmagem dos personagens são muito próximos dos rostos e dos gestos, de uma notável beleza. Mesmo que algumas vezes eu achasse que o filme estava demasiado longo, além da ausência de uma sequência claramente estruturada, ainda assim é uma grande viagem. Uma viagem exterior e interior, abordando questões e inquietações humanas com uma magnífica técnica.&amp;nbsp; Assim eu vi o filme. &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6191214711696564593-776313717795010206?l=sociologando-on-line.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/feeds/776313717795010206/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/08/viagens-com-arvore-da-vida.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/776313717795010206'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/776313717795010206'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/08/viagens-com-arvore-da-vida.html' title='Viagens com Árvore da Vida'/><author><name>Maria Cristina Maneschy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436887022617415865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_iYvnJHTFWdU/TNC6Uc2RItI/AAAAAAAAAAs/vjGHJtOu2Po/S220/Foto+criada+em+2010-11-02+%C3%A0s+22.02.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6191214711696564593.post-8190374210511911800</id><published>2011-08-20T14:08:00.000-07:00</published><updated>2011-08-21T07:58:29.413-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='solidariedade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='liberdade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='redes sociais'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Direitos'/><title type='text'>Liberdade individual e eutanásia</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;O argumento central em um debate ao qual assisti sobre eutanásia, do ponto de vista legal, era de que não cabia ao Estado proibir, inserindo-se assim em uma esfera na qual cabe respeitar a liberdade da pessoa em escolher uma morte que considera digna, diante de uma situação que se afigura sem saída, no caso de uma doença terminal. O impedimento legal anula essa faculdade humana de decidir. Simplesmente proíbe. Uma das interlocutoras no debate considerava que, desde mantidos todos os meios possíveis de amparo à pessoa em tal situação, principalmente apoio psicológico visando convencê-la na direção de manter a vida, sua decisão de não prosseguir em uma batalha que vê como perdida, deveria ser respeitada. Lembrava a debatedora o caráter especialíssimo de uma tal decisão, contrária a um instinto básico humano, que é se manter vivo. Daí que, esgotadas todas as possibilidades de assegurar a um doente a continuidade de sua vida em condições que ache dignas de serem vividas, não haveria por que uma lei tomar a decisão, proibindo. Caberia a última palavra à pessoa, respeitando seu estatuto de sujeito.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;O debate, então, levou-me a concordar que não cabe a intervenção legal a priori. Mas, garantida a liberdade de decidir, essa marca da dignidade humana, surge uma questão: cessa então a responsabilidade do contexto? Da família, de outros próximos, das instituições de suporte etc.? Nessa linha, outras questões podem ser levantadas. Em que medida a percepção da perda de sentido da vida também é fruto do contexto, e não só do sofrimento individual? A percepção da pessoa de que a vida não lhe tem mais nenhum sentido, não interpela também esse coletivo? Abordagens puramente profissionais, por mais capacitadas que sejam, são apropriadas para lidar com tal situação limite? Quais os melhores argumentos a serem utilizados para convencer aquela pessoa? Não tenho resposta. Mas, o que eu pensei a partir do debate sobre eutanásia, é que há um perigo de que a necessária garantia de liberdade individual possa, ao mesmo tempo, relaxar a mobilização das pessoas envolvidas no drama e, portanto, levando a sobrecarregar com uma tomada de decisão quem está mais vulnerável. Mas, têm toda razão os debatedores de que aqui não se está mais no terreno legal e, sim, das relações, dos laços sociais e das visões de mundo em jogo. Inclusive, o que os próximos pensam a respeito da própria vida. Situação extremamente complexa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Uma grande contribuição para se apreender melhor as dimensões humanas envolvidas nesse tema, é a leitura de Viktor Frankl, no livro Em Busca de Sentido. Ele argumentou que a melhor pergunta que se faz em qualquer situação não é o que esperar da vida, mas "o que a vida quer de mim". Nessa perspectiva, a atenção da pessoa é colocada fora dela, para uma tarefa, um sentido. Tendo sobrevivido &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;a uma situação de quase absoluta sujeição aos condicionantes do meio&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;, em que a possibilidade de escolher é praticamente zero, ele defende que o ser humano tem sempre uma capacidade de se elevar diante das condições. Nas suas palavras:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;"Sendo professor em dois campos, neurologia e psiquiatria, sou plenamente consciente de até que ponto o ser humano está sujeito às condições biológicas, psicológicas e sociológicas. Mas além de ser professor nessas duas áreas, sou um sobrevivente de quatro campos - campos de concentração - e como tal também sou testemunha da surpreendente capacidade humana de desafiar e vencer até mesmo as piores condições concebíveis (...)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;"O ser humano não é completamente condicionado e determinado; ele mesmo determina se cede aos condicionantes ou se lhes resiste. Isto é, o ser humano é autodeterminante em última análise. Ele não simplesmente existe, mas sempre decide qual será sua existência, o que ele se tornará no momento seguinte.&amp;nbsp; (...) uma das principais características da existência humana está na capacidade de se elevar acima dessas condições, de crescer para além delas." (152/3)&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;A leitura desse livro surpreende porque, para além da narrativa vivida de alguns elementos da "arquitetura da destruição" nos campos, ele por vezes conseguia se distanciar da condição de prisioneiro e pensava e atuava como psicoterapeuta, refletindo sobre a condição humana como se dava naquele contexto absolutamente opressor. Em certa medida, um contexto que guarda alguma semelhança com a opressão própria de uma situação em que se coloca a questão da eutanásia, uma doença ou limitação que praticamente elimina a capacidade da pessoa de agir, de interferir no seu destino. Para ler passagens do livro sobre o tema clique em LEIA MAIS,&amp;nbsp; logo abaixo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Uma dessas passagens é:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;"A divisa que necessariamente orientou todos os esforços psicoterapêuticos junto aos prisioneiros talvez encontre sua melhor expressão nas palavras de Nietzche: 'Quem tem &lt;i&gt;por que&lt;/i&gt; viver aguenta quase todo &lt;i&gt;como&lt;/i&gt;'. Portanto era preciso conscientizar os prisioneiros, à medida que era dada a oportunidade, do 'porquê' de sua vida, do seu alvo, para assim conseguir que eles estivessem também interiormente à altura do terrível 'como' da existência presente, resistindo aos horrores do campo de concentração. E, inversamente, ai daquele que não via mais uma meta de vida diante de si, perdia o sentido de sua existência e assim todo e qualquer sentido para suportar o sofrimento. Essas pessoas perdiam a estrutura e sucumbiam muito cedo. A expressão típica com que replicavam a toda e qualquer palavra animadora era sempre a mesma: 'Não tenho mais nada a esperar da vida'. Como se reagirá a essa atitude? (...)&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;"O que se faz necessário aqui é uma reviravolta em toda a colocação da pergunta pelo sentido da vida. Precisamos aprender e também ensinar às pessoas em desespero que &lt;i&gt;a rigor nunca e jamais importa o que nós ainda temos a esperar da vida, mas sim exclusivamente o que a vida espera de nós&lt;/i&gt;. Não perguntamos mais pelo sentido da vida, mas nos experimentamos a nós mesmos como os indagados, como aqueles aos quais a vida dirige perguntas diariamente e a cada hora (...)&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;"Em última análise, viver não significa outra coisa senão arcar com a responsabilidade de responder adequadamente às perguntas da vida, pelo cumprimento das tarefas colocadas pela vida a cada indivíduo, pelo cumprimento da exigência do momento.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;(...) Para nós, no campo de concentração, nada disso era especulação inútil sobre a vida. Essas reflexões eram a única coisa que ainda podia nos ajudar, pois esses pensamentos não deixavam desesperar quando não enxergávamos chance alguma de escapar com vida. O que nos importava já não era mais a pergunta pelo sentido da vida como ela é tantas vezes colocada, referido-se a nada mais do que a realização&amp;nbsp; de um alvo qualquer através de nossa produção criativa. O que nos importava era o objetivo da vida naquela totalidade que inclui também a morte e assim não somente atribui sentido à 'vida', mas também ao sofrimento e à morte. Esse era o sentido pelo qual estávamos lutando". (103)&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6191214711696564593-8190374210511911800?l=sociologando-on-line.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/feeds/8190374210511911800/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/08/liberdade-individual-e-eutanasia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/8190374210511911800'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/8190374210511911800'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/08/liberdade-individual-e-eutanasia.html' title='Liberdade individual e eutanásia'/><author><name>Maria Cristina Maneschy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436887022617415865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_iYvnJHTFWdU/TNC6Uc2RItI/AAAAAAAAAAs/vjGHJtOu2Po/S220/Foto+criada+em+2010-11-02+%C3%A0s+22.02.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6191214711696564593.post-3783581660676876384</id><published>2011-08-13T05:45:00.000-07:00</published><updated>2011-08-22T06:35:00.653-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Viagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>Reflexões sobre fronteiras entre países</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Como toda cidade, Ciudad del Este, do outro lado da "Ponte da Amizade" que liga Brasil e Paraguai, tem seus encantos e seu charme. Mas, para a maioria dos visitantes de curta duração, os encantos parecem resumir-se a um foco bem preciso: comprar, vender, trocar, barganhar, as funções de uma praça de mercado. O percurso a ser visitado resume-se a algumas poucas ruas; dependendo do tempo de que se dispõe, pode-se limitar apenas à primeira rua, que segue ao se atravessar a ponte. A vida cultural própria dos que lá moram e trabalham, não se apresentam ao visitante breve, como foi meu caso em julho passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Partindo de Foz do Iguaçu, pode-se chegar à Ciudad a pé, de carro, ou em ônibus urbano. Para quem mora longe de uma fronteira entre países, é uma surpreendente sensação atravessá-la assim, pegando um ônibus no ponto, como se vai ao outro lado da cidade visitar alguém, trabalhar, passear... Apesar do aperto do ônibus lotado, olhar aquele tráfego intenso, tantas pessoas cruzando a ponte, não pude deixar de pensar no que seria um mundo de fronteiras suaves, abertas à circulação de pessoas, de idéias, de costumes, de afazeres. Fronteiras permeáveis que, por isso mesmo, fomentariam trocas e sociabilidades sem anular as diferenças e as identidades culturais, ainda que não as deixassem imunes, como é próprio das culturas. Um mundo ainda mais perfeito se os passantes transfronteiriços circulassem livres de estruturas de exploração econômica, armadilhas nas quais tantos migrantes pelo mundo são apanhados, sem contar os preconceitos.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Passada a Ponte, salvo aqui e ali a visão de algum carro encostado com porta-malas aberto para fiscalização, a entrada na cidade era livre; pelo menos, nos limites da cidade, sem adentrar no território do país para além de uma certa distância, para o que era necessário procurar a agência de imigração localizada logo na chegada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, minha primeira impressão em Ciudad foi uma gostosa sensação de entrar em um país assim, sem burocracia. Já na cidade, um grande burburinho, muito parecido com as ruas de comércio popular Brasil afora, apinhadas de gente. Ao longo da primeira avenida, uma verdadeira divisão de trabalho e de classes sociais. Nela localizam-se os muitos shoppings grandes, médios e pequenos, além de inúmeras barracas, coladas umas às outras, que disputam&amp;nbsp;alguns nichos de mercado (sobretudo roupas, cama, mesa e banho). Alguns shoppings super organizados, luxuosos mesmo. O trânsito de veículos é aparentemente caótico, com incontáveis vans, automóveis e ônibus. Entre veículos e barracas, incontáveis vendedores ambulantes oferecem uma miríade de produtos entre meias, bebidas, salgadinhos, pães, relógios, óculos, CDs e DVDs. A eles somam-se uns quantos jovens perguntando a quem desce do ônibus o que procuram, sugerindo lojas de eletrônicos, dispondo-se a acompanhar o cliente até o estabelecimento etc., etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além da surpresa de quase só ouvir português, bem falado mesmo entre paraguaios, muitos falavam guarani. Tirando o guarani nas ruas e alguns tomadores de chimarrão, tudo o resto parecia igual: um grande entreposto de artigos chineses. Uma concentração de pessoas em torno dos importados, quase todas carregando suas compras nos inevitáveis sacolões quadrados de plástico. A divisão de classes também se expressava entre os compradores, muitos dos quais comprando produtos para revender nas "feiras do Paraguai" em cidades brasileiras.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Olhando assim, Ciudad parecia um não lugar: cidade sem qualquer identidade com sua região, ligada aos fluxos mercantis globais, apenas assentado naquele espaço físico. Nos shoppings, é claro, maior ainda a sensação de se estar suspenso dos vínculos culturais a um lugar. Na rua, a aparente desordem e as muitíssimas pessoas em busca de ganha pão com pequenas vendas indicam ao visitante tratar-se de uma zona comercial de país "em desenvolvimento". Pareceu-me uma visão de um típico elo periférico na "economia em rede". Pode-se comprar bem, fazer bons negócios com produtos baratos e variados; para muita gente, oportunidade de se abastecer em produtos para vender no Brasil,&amp;nbsp; embora com riscos conforme a severidade da fiscalização na alfândega. Mas, assim, não se chega a conhecer outra sociedade e outra cultura. Os contatos com as pessoas centram-se nos objetivos comerciais de ambas as partes. Apenas se experimenta, nesse turismo breve, uma função particular da economia de fronteira, um espaço específico das transações de nossa própria cultura global.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6191214711696564593-3783581660676876384?l=sociologando-on-line.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/feeds/3783581660676876384/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/08/reflexoes-sobre-fronteiras-entre-paises.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/3783581660676876384'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/3783581660676876384'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/08/reflexoes-sobre-fronteiras-entre-paises.html' title='Reflexões sobre fronteiras entre países'/><author><name>Maria Cristina Maneschy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436887022617415865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_iYvnJHTFWdU/TNC6Uc2RItI/AAAAAAAAAAs/vjGHJtOu2Po/S220/Foto+criada+em+2010-11-02+%C3%A0s+22.02.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6191214711696564593.post-2723184008753620409</id><published>2011-08-02T18:51:00.000-07:00</published><updated>2011-08-02T18:55:07.378-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='evento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='redes sociais'/><title type='text'>Encontro Mundial de Blogueiros</title><content type='html'>&lt;div style="color: #741b47; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Através de uma das redes de que participo, soube da realização nos dias 28, 29 e 30 de Outubro de 2011, em Foz do Iguaçu, do 1º&amp;nbsp; Encontro Mundial de Blogueiros. Entre os muitos convidados estão o sociólogo espanhol Manuel Castells e os jornalistas brasileiros Luis Nassif, Hildegard Angel e Paulo Henrique Amorim. As inscrições podem ser feitas na página do evento: &lt;a href="http://www.blogueirosdomundo.com.br/" style="color: blue;" target="_blank"&gt;www.blogueirosdomundo.com.br&lt;/a&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #741b47; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Consta que há grande expectativa quanto à presença de Julian Assange, criador do Wikileaks, no encontro mundial.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #741b47; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6191214711696564593-2723184008753620409?l=sociologando-on-line.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/feeds/2723184008753620409/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/08/encontro-mundial-de-blogueiros.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/2723184008753620409'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/2723184008753620409'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/08/encontro-mundial-de-blogueiros.html' title='Encontro Mundial de Blogueiros'/><author><name>Maria Cristina Maneschy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436887022617415865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_iYvnJHTFWdU/TNC6Uc2RItI/AAAAAAAAAAs/vjGHJtOu2Po/S220/Foto+criada+em+2010-11-02+%C3%A0s+22.02.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6191214711696564593.post-6511000337016316575</id><published>2011-07-20T15:07:00.000-07:00</published><updated>2011-07-20T15:07:26.212-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Amazônia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mulher'/><title type='text'>Uma poetisa em Pereru, São Caetano de Odivelas</title><content type='html'>&lt;div style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;No blog Pereruara &lt;a href="http://pereruara.wordpress.com/"&gt;(aqui)&lt;/a&gt;, desvela-se uma poetisa residente na simpática vila de Alto Pereru, município de São Caetano de Odivelas na costa paraense. Seu nome é Antônia Barros. Suas palavras testemunham sensibilidade e delicadeza na percepção do seu entorno, do lugar e de sua gente, assim como uma grande força expressiva. Abaixo, trechos de alguns de seus poemas. O primeiro, fala assim de uma simples manga:&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Sabor de Manga&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Quando o vento varrer o chão&lt;br /&gt;                               Despertando os primeiros frutos.&lt;br /&gt;                               Te receberei com avidez de náufrago.&lt;br /&gt;                               Todos os passarinhos saberão&lt;br /&gt;                               Que és minha Fruta predileta.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Mojuinta&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;                                     Margaridas, Joanas e Marias&lt;br /&gt;                                     Mulheres tão simples assim,&lt;br /&gt;                                     Guerreiras na luta da vida&lt;br /&gt;                                     Filhas do Rio Mojuim.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;                                     Elas estão chegando,&lt;br /&gt;                                     Pelas ruas e vielas&lt;br /&gt;                                     Escrevendo a sua História&lt;br /&gt;                                     As mulheres de Odivelas.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;                                     Mulheres que pescam,&lt;br /&gt;                                     Mulheres que plantam,&lt;br /&gt;                                     Mulheres que lutam,&lt;br /&gt;                                     Mulheres que sonham…&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;b style="color: #660000;"&gt;Autoria de Antônia Barros.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6191214711696564593-6511000337016316575?l=sociologando-on-line.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/feeds/6511000337016316575/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/07/uma-poetisa-em-pereru-sao-caetano-de.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/6511000337016316575'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/6511000337016316575'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/07/uma-poetisa-em-pereru-sao-caetano-de.html' title='Uma poetisa em Pereru, São Caetano de Odivelas'/><author><name>Maria Cristina Maneschy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436887022617415865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_iYvnJHTFWdU/TNC6Uc2RItI/AAAAAAAAAAs/vjGHJtOu2Po/S220/Foto+criada+em+2010-11-02+%C3%A0s+22.02.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6191214711696564593.post-8362775727158474918</id><published>2011-07-19T05:31:00.000-07:00</published><updated>2011-07-19T13:14:08.926-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='meio ambiente'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='desigualdade'/><title type='text'>Apelo na enxurrada</title><content type='html'>&lt;div style="color: #0c343d; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Moradora de uma das localidades atingidas pelas cheias nestes dias em Pernambuco, de 71 anos, disse em entrevista hoje de manhã, que acabara de perder sua casa, tomada pela enxurrada. Era uma casa que "já estava quase toda ajeitada" e ela, com renda mensal de R$ 250,00, não via o que fazer depois da perda. Com uma voz que a meu ver expressava crença e descrença ao mesmo tempo, disse esperar que os "homens da lei" poderiam vir em seu auxílio. Sabe-se que esses "homens" são caros de manter em operação. A lembrar, ainda, que parte dos recursos que eles gerenciam escoa por fora, em fluxos que deixam ainda mais longe o socorro que ela espera alcançar.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6191214711696564593-8362775727158474918?l=sociologando-on-line.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/feeds/8362775727158474918/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/07/apelo-na-enxurrada.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/8362775727158474918'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/8362775727158474918'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/07/apelo-na-enxurrada.html' title='Apelo na enxurrada'/><author><name>Maria Cristina Maneschy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436887022617415865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_iYvnJHTFWdU/TNC6Uc2RItI/AAAAAAAAAAs/vjGHJtOu2Po/S220/Foto+criada+em+2010-11-02+%C3%A0s+22.02.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6191214711696564593.post-2152999357008993278</id><published>2011-07-13T08:28:00.000-07:00</published><updated>2011-07-13T10:28:08.711-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='redes sociais'/><title type='text'>Efeitos das redes sociais</title><content type='html'>&lt;div style="color: #741b47; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Ontem tive um grande apoio do mecânico que atende minha família há alguns anos, um apoio gratuito, pois ele me acompanhou durante toda a&amp;nbsp; manhã para comprar uma direção hidráulica. No percurso, lembrei-me que cheguei a esse mecânico por indicação de um colega de trabalho. Na perspectiva sociológica, digo que tive acesso a um recurso através de minha rede social, um recurso que estava imerso nessa rede, que eu não disporia sozinha, ou poderia até dispor com bem mais dificuldade. Com sorte, eu conseguiria logo chegar a um bom profissional procurando em catálogos ou na internet, sem&amp;nbsp; levar os esperados canos. A recomendação do mecânico pelo colega, acompanhada da dose de confiança que tenho por ele, poupou dissabores e me rendeu uma ajuda inesperada ontem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #741b47; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #741b47; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Quanto, nas nossas movimentações de rotina, dependemos das nossas redes pessoais, formadas por laços próximos e distantes, com efeitos que se estendem no tempo e no espaço? São as redes informais, nas quais circulam bens e serviços, mas também dádivas e reciprocidades. É claro, nas redes há sentimentos de pertencimento, afinidades, simpatias pessoais, lealdades também. Mas esses não são ingredientes inevitáveis, pois nos laços mais periféricos de nossas redes, pessoas que apenas "conhecemos", ou nas redes às quais se vinculam os nossos contatos, os amigos de nossos amigos, também podem estar imersos recursos que vão se mostrar essenciais num dado momento, tirando-nos de uma enrascada, até nos conduzir a um emprego por exemplo, como observou Mark Granovetter, um dos principais teóricos da análise de redes sociais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #741b47; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #741b47; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Nossa vida, portanto, depende de uma miríade de intervenções dos elos das nossas redes. E, assim, também nós contribuímos, consciente ou inconscientemente, de maneira gratuita ou interessada, para muitos outros a quem estamos ligados. Isso foi magistralmente ilustrado no cinema em A Felicidade Não Se Compra, de Frank Capra.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #741b47; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #741b47; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Com as novas tecnologias de informação e comunicação (TICs), nossas redes crescem em número de elos. Em que sentido nossas redes virtuais mesclam-se com nossas redes "presenciais"? Em que medida os interesses formais e objetivos que frequentemente induzem à formação das redes virtuais podem se transmutar em sentimentos de afinidade pessoal, incorporando as dimensões de reciprocidade, dádiva e sentido de pertencimento e lealdade com os demais elos? Isso é positivo do ponto de vista do balanço que conseguimos estabelecer entre nossas relações mais próximas - família e amigos principalmente - e as relações mais formais, "uniplex"? Uniplex, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;um termo da análise de redes sociais, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;são aquelas caracterizadas por um objetivo principal, a exemplo de uma relação de trabalho, ao passo que as relações multiplex envolvem conteúdos variados, como quando encontramos nossos colegas de trabalho na esfera do lazer, do esporte ou de um trabalho voluntário.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #741b47; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-G452e3tiUXs/Th202lRmzNI/AAAAAAAAAE0/gNd1Qeio62o/s1600/Social-Networks9.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="187" src="http://4.bp.blogspot.com/-G452e3tiUXs/Th202lRmzNI/AAAAAAAAAE0/gNd1Qeio62o/s200/Social-Networks9.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;http://fgonit.blogspot.com/2009/10/as-redes-sociais-como-factor.html&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="color: #741b47; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #741b47; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Mais contatos significam mais tempo para mantê-los, para alimentá-los, salvo se, numa perspectiva estratégica, consigo otimizar meus laços sociais, mantendo bons contatos com pessoas que, por sua vez, possuem conexões chave para meus interesses, ao invés de dispersar meu tempo em ligações que não serão todas "úteis". Há uma literatura que enfatiza esse sentido instrumental das relações. Ela também discute o dilema de que, cotidianamente, as conexões mais eficientes são justamente aquelas estabelecidas sem a perspectiva instrumental, que se nutrem da gratuidade e do desinteresse.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #741b47; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #741b47; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Muitos outros aspectos entram em jogo quando se pensa em termos de redes sociais. Um deles, o significado das relações informais entre pessoas e grupos muito desiguais em poder ou recursos. As redes pessoais, nesses casos, poderão ser ingredientes de estratégias de dominação, como ocorre no velho clientelismo ou paternalismo. Assim como redes implicam inclusão, elas também excluem: quem não é "dos nossos", quem não foi indicado por alguém, quem é isolado, quem não tem um "capital de relações".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #741b47; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="color: #741b47;"&gt;Voltando ao episódio que vivi ontem, é bom de vez em quando a gente se perguntar em que proporção somos, representamos ou disponibilizamos recursos para outrem, comparativamente ao que recebemos, pedimos ou necessitamos dos nossos pares nas redes sociais. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6191214711696564593-2152999357008993278?l=sociologando-on-line.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/feeds/2152999357008993278/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/07/efeitos-das-redes-sociais.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/2152999357008993278'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/2152999357008993278'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/07/efeitos-das-redes-sociais.html' title='Efeitos das redes sociais'/><author><name>Maria Cristina Maneschy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436887022617415865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_iYvnJHTFWdU/TNC6Uc2RItI/AAAAAAAAAAs/vjGHJtOu2Po/S220/Foto+criada+em+2010-11-02+%C3%A0s+22.02.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-G452e3tiUXs/Th202lRmzNI/AAAAAAAAAE0/gNd1Qeio62o/s72-c/Social-Networks9.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6191214711696564593.post-6544447109235325110</id><published>2011-07-12T15:19:00.000-07:00</published><updated>2011-07-12T15:19:09.159-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='televisão'/><title type='text'>Diversidade no noticiário ameaçada</title><content type='html'>&lt;div class="texto_titulo" style="color: blue; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="color: #134f5c;"&gt;Gosto muito de assistir ao jornal noturno da TV Cultura, apesar de que a qualidade da imagem deixa a desejar. Ele aborda as manchetes do dia, assim como as concorrentes, mas acho que exibe maior variedade de temas, ou ângulos diferenciados sobre os temas, sobretudo se comparado ao congênere da Globo, com qualidade técnica muito superior. A abordagem diferenciada se dá no plano das manifestações culturais e artísticas no país e, especialmente, quando mostra iniciativas da sociedade civil para enfrentar ou solucionar problemas cotidianos, por exemplo, a violência, oportunidades de renda, educação e cuidados ambientais. Tem-se a impressão de que a sociedade brasileira é mais móvel e criativa do que quando se bate pesado mais na tecla da violência e da corrupção, apesar da profundidade desses problemas no Brasil e de sua necessária difusão. Por isso, é triste saber que a audiência da Cultura "vem despencando nos últimos anos", conforme&amp;nbsp; matéria publicada no site da Adital&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&amp;amp;cod=58245" style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;(confira aqui).&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; &lt;span style="color: #134f5c;"&gt;A matéria analisa as medidas de reestruturação para enfrentamento da crise e discute algumas interferências políticas na gestão da emissora. Tomara que ela supere essa crise, pelo bem da diversidade na "telinha".&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6191214711696564593-6544447109235325110?l=sociologando-on-line.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/feeds/6544447109235325110/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/07/diversidade-no-noticiario-ameacada.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/6544447109235325110'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/6544447109235325110'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/07/diversidade-no-noticiario-ameacada.html' title='Diversidade no noticiário ameaçada'/><author><name>Maria Cristina Maneschy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436887022617415865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_iYvnJHTFWdU/TNC6Uc2RItI/AAAAAAAAAAs/vjGHJtOu2Po/S220/Foto+criada+em+2010-11-02+%C3%A0s+22.02.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6191214711696564593.post-636371973049431396</id><published>2011-07-08T12:31:00.000-07:00</published><updated>2011-07-08T16:05:28.842-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='liberdade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Direitos'/><title type='text'>Sobre "medidas socioeducativas" para jovens infratores</title><content type='html'>&lt;div style="color: #274e13; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Uma rápida vista nas fotos de pessoas presas na páginas policiais de qualquer grande jornal evidencia grande número de jovens, predominância de "pardos", magros e, em certa proporção, tatuados. Algumas vezes, a foto deixa ver algum cuidado com os cabelos e a roupa, na medida do possível, na moda. Alguns desses já estão na categoria dos "sem salvação". Outros, menos, talvez nem culpados, só suspeitos. Enfim, cabe à justiça decidir, desde que a justiça seja feita. Os olhares dos retratados guardam algumas semelhanças. Neles, a depender da generosidade do olhar do leitor, devisam-se cuidados faltantes no passado, cuidados que quem tem criança ou adolescente sabe dos desafios que é atendê-los, do aparelho nos dentes ao curso de inglês, para não falar dos mais básicos e dos que incluem vigilância e voz firme. As fotos, então, também falam de nós outros, da nossa cidade, nossa pólis.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #274e13; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #274e13; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Nesse sentido, é esclarecedor ler o artigo&amp;nbsp;&lt;i&gt;Juventude atrás das grades: A realidade dos adolescentes em conflito com a lei no Brasil&lt;/i&gt; &lt;a href="http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&amp;amp;langref=PT&amp;amp;cod=58059"&gt;(leia aqui)&lt;/a&gt;. Ele trata das medidas corretivas para adolescentes infratores, o que não é o caso dos fotografados, já adultos. O artigo discute as várias medidas e argumenta que no Brasil prioriza-se a internação, mesmo em casos de atos sem uso deviolência. O texto informa que em 2010 existiam no país 12.041 adolescentescumprindo internação, o que representa um crescimento de 4,5% emrelação ao ano anterior, seguidos de 3.934 em internação provisória e 1.728 emcumprimento de semiliberdade, com base em pesquisa da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #274e13; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #274e13; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Um achado importante do estudo é que muitos jovens não deveriam estar no regime de internação, pois seus delitos não se enquadram nesse tipo de medida, pelos critérios do Estatuto da Criança e do Adolescente. A aplicação dos chamados programas de atendimento socioeducativo em meio aberto - a cargo de prefeituras e ONGs - é precária e insuficiente. Além de desrespeitos aos direitos humanos, é conhecida a ineficácia da internação se o que se pretende é a ressocialização; em muitos casos sai-se dela pior do que entrou, mais apto ao crime.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #274e13; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #274e13; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Dentre as medidas aplicáveis pelo Estado aos cidadãos entre12 e 18 anos incompletos, segundo as circunstâncias e a gravidade do ato, duas chamam a atenção:&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div style="color: #274e13; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #274e13; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Prestação de Serviço à Comunidade -&lt;/span&gt; O adolescente realiza tarefas gratuitas emhospitais, escolas ou entidades assistenciais. O prazo não pode ser superior aseis meses e as atividades devem ser cumpridas em uma jornada máxima de oitohoras semanais. &lt;/div&gt;&lt;div style="color: #274e13;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #274e13; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Liberdade Assistida -&lt;/span&gt; Impõe obrigações ao adolescente, que deve seracompanhado em suas atividades diárias (escola, família e trabalho) de formapersonalizada.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #274e13; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #274e13; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Se a gente suprimir algumas palavras, parecem recomendações de política social de apoio a jovens em situação de vulnerabilidade. O prestar serviço à comunidade propicia, de um lado, formação política, desenvolve sentido de solidariedade e compromisso social; de outro, educação, treinamento técnico, qualificação relacional, quem sabe até desenvolve capacidade de liderança. A imposição das obrigações, como está posto, implica em acompanhamento ao adolescente em suas tarefas. Novamente, trata-se de oportunidades educacionais. Nos dois casos, a pessoa seria alvo de atenção social; justamente, um ingrediente faltante em muitos momentos de sua vida. Essas medidas mereceriam, então, aplicação maior, não apenas a infratores. Porém, especialmente entre os que já cometeram as infrações, são oportunidades preciosas. Para a maioria dos que dela se beneficiassem efetivamente, figurar nas páginas policiais não seria a próxima conquista ao entrarem na vida adulta. Ao contrário, mais chances de optar por quais caminhos seguir na vida e de exercitar esse atributo caracteristicamente humano que é a responsabilidade pelos próprios atos e escolhas. &lt;/div&gt;&lt;div style="color: #274e13;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6191214711696564593-636371973049431396?l=sociologando-on-line.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/feeds/636371973049431396/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/07/sobre-medidas-socioeducativas-para.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/636371973049431396'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/636371973049431396'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/07/sobre-medidas-socioeducativas-para.html' title='Sobre &quot;medidas socioeducativas&quot; para jovens infratores'/><author><name>Maria Cristina Maneschy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436887022617415865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_iYvnJHTFWdU/TNC6Uc2RItI/AAAAAAAAAAs/vjGHJtOu2Po/S220/Foto+criada+em+2010-11-02+%C3%A0s+22.02.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6191214711696564593.post-7068899286295575516</id><published>2011-07-04T13:42:00.000-07:00</published><updated>2011-07-05T05:51:29.298-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gênero'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reconhecimento'/><title type='text'>Da dificuldade de se colocar no lugar do outro</title><content type='html'>&lt;div style="color: #351c75; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;As sucessivas provas de corrupção na Assembléia Legislativa do Estado e da amplitude da rede de envolvidos, levanta novamente a pergunta sobre que condições favorecem o tão frequente afastamento de políticos do que deveria ser a própria matéria de seu mandato, isto é, a causa pública. Dentre os fatores, uma característica institucional merece atenção: os privilégios associados à condição de membro do Legislativo. Não falo dos salários elevados, mas dos benefícios extra-salariais, monetários e não monetários. Ao criarem uma disponibilidade tão generosa de serviços (e serviçais), favores e proteções, podem obliterar o senso da realidade social. Junto com o poder, não é preciso tomar ônibus, faltar a um tratamento de câncer por não poder pagar o taxi, esperar anos para fazer mamografia já com mais de 50 anos, os filhos perderem aula porque a rua encheu... É compreensível desenvolver uma auto-imagem de ser acima dos comuns mortais.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #351c75; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #351c75; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Descompassos dessa ordem, portanto, reduzem a capacidade de se colocar no lugar do outro. São mundos incomensuráveis. Daí a sobrepor os interesses de um eu tão poderoso aos da plebe ignara, é um passo que muitos têm dado. &lt;/div&gt;&lt;div style="color: #351c75; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #351c75; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Capacidade de se colocar no lugar do outro ao exercer função pública foi expressa pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal)&amp;nbsp;Carlos Ayres  Britto, durante recente entrevista. Ao se manifestar sobre o aborto em caso  de feto anencéfalo, afirmou ele:&amp;nbsp; "se  nós, homens,  engravidássemos, a autorização para a interrupção da  gravidez de feto  anencéfalo estaria normatizada desde sempre". Brilhante reconhecimento das diferenças sociais e sensibilidade quanto à relatividade da própria posição de poder! As instituições políticas&amp;nbsp; ganhariam com mais exercícios dessa natureza.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #351c75; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #351c75; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Fonte da entrevista: http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&amp;amp;Itemid=18&amp;amp;task=detalhe&amp;amp;id=45002&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #351c75;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6191214711696564593-7068899286295575516?l=sociologando-on-line.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/feeds/7068899286295575516/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/07/da-dificuldade-de-se-colocar-no-lugar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/7068899286295575516'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/7068899286295575516'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/07/da-dificuldade-de-se-colocar-no-lugar.html' title='Da dificuldade de se colocar no lugar do outro'/><author><name>Maria Cristina Maneschy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436887022617415865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_iYvnJHTFWdU/TNC6Uc2RItI/AAAAAAAAAAs/vjGHJtOu2Po/S220/Foto+criada+em+2010-11-02+%C3%A0s+22.02.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6191214711696564593.post-2038558781005536338</id><published>2011-07-03T11:47:00.000-07:00</published><updated>2011-07-03T12:26:05.832-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Belém'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='teatro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>Encantados S.A., no Teatro Cláudio Barradas - vale assistir</title><content type='html'>&lt;div style="color: #990000; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Foi a maior curtição assistir hoje à peça Encantados S.A., do Grupo de Tetro da UFPA. O humor fino por vezes escapa às crianças pequenas, o que é compensado pelas fantasias coloridas e pelas expressões dos artistas, que estão super bem no espetáculo. Não há quase cenário, mas o colorido dos personagens preenche a maioria das cenas. Alguns atores dão um show de interpretação à parte. Vê-se uma profusão de personagens de contos de fada que formam uma organização situada em um mundo encantado. Eles costumam vir à terra manter a crença das crianças em suas histórias. Só que, além das qualidades que apresentam nos contos de fadas, eles também têm alguns "pequenos defeitos", como o de serem medrosos.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #990000; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;O personagem principal é o humano Nhoque, parecido com o Pinóquio, e sua boneca de madeira, que ganha vida na história. É um menino tímido, que perdeu a mãe há muito tempo, e que vai parar,&amp;nbsp; por engano da Fada Azul - aliás sua mãe - na própria sede da organização. Os membros da organização (Porquinho, Madrasta, Bela Adormecida, João e Maria, Gigante, Príncipe Sapo, Gladiador, Branca de Neve, Pequeno Príncipe, Yasmin, Capitão Gancho, Lobo Mau, Patinho Feio e vários outros) são divididos em grupos de príncipes, vilões, fadas e os "restantes", um pouco como na Escola de Magia de Harry Potter, em que os alunos formam equipes.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Como esperado, os vilões são de fato vilões, mas atrapalhados. Eles vão tentar usar a presença de Nhoque entre os encantados para tomar o poder, há 30 mil anos em mãos de um Fado. O enredo mistura cenas dos contos com tiradas sobre a vida na cidade, personagens de novela, de vídeo games e desejos comuns de todos nós. Muitas vezes me peguei rindo mais que meus vizinhos pequenos na platéia. Mas eles também riram um bocado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6191214711696564593-2038558781005536338?l=sociologando-on-line.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/feeds/2038558781005536338/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/07/encantados-sa-no-teatro-claudio.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/2038558781005536338'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/2038558781005536338'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/07/encantados-sa-no-teatro-claudio.html' title='Encantados S.A., no Teatro Cláudio Barradas - vale assistir'/><author><name>Maria Cristina Maneschy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436887022617415865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_iYvnJHTFWdU/TNC6Uc2RItI/AAAAAAAAAAs/vjGHJtOu2Po/S220/Foto+criada+em+2010-11-02+%C3%A0s+22.02.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6191214711696564593.post-7417964592971185337</id><published>2011-07-01T16:47:00.000-07:00</published><updated>2011-07-03T12:21:30.793-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Amazônia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='economia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mulher'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gênero'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='trabalho'/><title type='text'>As mulheres migrantes e a agricultura familiar</title><content type='html'>&lt;div style="color: #351c75; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Uma característica demográfica que tem sido observada no Brasil é a masculinização da população rural. Os dados censitários mostram que entre 1991 e 2000, houve uma queda de  10% da população rural  brasileira, sendo que para as mulheres, a queda  foi de 11%. Em 30 anos,  elas passaram de 48,7% da população rural para  47%. A saída se dá em maior proporção por parte de jovens com mais escolaridade, assim como para os jovens mais escolarizados. É importante compreender o que significa esse movimento. Esta postagem baseia-se no artigo "Muito trabalho e nenhum poder marcam a vida das agricultoras brasileiras", de Taciana Gouveia&amp;nbsp; (2007), que apresenta dimensões pouco conhecidas para quem não vive o cotidiano na agricultura familiar.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #351c75; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #351c75; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;A masculinização da agricultura é fenômeno complexo, no qual incidem muitos fatores, incluindo as estratégias de sobrevivência das famílias e a busca de maior autonomia pessoal por parte das mulheres que saem. Mas, é preciso notar que, migrando ou não, elas continuam agentes da unidade produtiva familiar. Essa posição não se traduz em igualdade de acesso à renda, ao patrimônio e aos poderes de decisão na produção.&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div style="color: #351c75; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #351c75; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Apesar de elas deixarem o campo em maior proporção que eles, os estudos mostram que as mulheres não se desvinculam das famílias em sua terra natal. Muito frequentemente tem se constatado que elas enviam parte da renda para ajudar na manutenção dos parentes agricultores. A pesquisa atenta às dimensões de gênero constata, ainda, que a saída das mulheres não altera o padrão tradicional de divisão sexual do trabalho. Assim, Taciana Gouveia identificou que as atividades que cabiam à mulher que saiu da unidade produtiva (cuidar da casa, das crianças, a alimentação diária, plantio, processar os produtos agrícolas, os animais domésticos,  etc.) não são assumidas indistintamente pelos remanescentes, homens e mulheres. São as mulheres que assumem os "trabalhos de mulheres", inscritos na esfera da produção e da reprodução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a Constituição de 1988 reconheceu a trabalhadora rural e a pescadora com plenos direitos sociais, independentemente do vínculo familiar, no dia-a-dia elas permanecem dependentes do homem que está à frente da unidade produtiva, geralmente o pai ou o cônjuge. Prevalece um padrão patriarcal de organização social e de relações de poder na agricultura familiar, conforme a autora destaca. &lt;/div&gt;&lt;div style="color: #351c75; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Os dados da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) de 2001, citados por Taciana Gouveia, relativos às pessoas de 10 anos e mais na agricultura (não só na categoria agricultura familiar), indicaram as seguintes participações em trabalhos não remunerados. Era nítida a desigualdade de acesso à renda monetária:&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #351c75;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #351c75;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;table border="1" cellpadding="0" cellspacing="0" style="border-collapse: collapse; border: none; mso-border-bottom-alt: solid black 1.5pt; mso-padding-alt: 0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="-moz-border-bottom-colors: none; -moz-border-image: none; -moz-border-left-colors: none; -moz-border-right-colors: none; -moz-border-top-colors: none; background: none repeat scroll 0% 0% maroon; border-color: -moz-use-text-color -moz-use-text-color black; border-style: none none solid; border-width: medium medium 1.5pt; font-family: Verdana,sans-serif; padding: 0cm 5.4pt; width: 203.85pt;" valign="top" width="204"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td style="-moz-border-bottom-colors: none; -moz-border-image: none; -moz-border-left-colors: none; -moz-border-right-colors: none; -moz-border-top-colors: none; background: none repeat scroll 0% 0% maroon; border-color: -moz-use-text-color -moz-use-text-color black; border-style: none none solid; border-width: medium medium 1.5pt; color: yellow; font-family: Verdana,sans-serif; padding: 0cm 5.4pt; width: 3cm;" valign="top" width="85"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Mulheres   &lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td style="-moz-border-bottom-colors: none; -moz-border-image: none; -moz-border-left-colors: none; -moz-border-right-colors: none; -moz-border-top-colors: none; background: none repeat scroll 0% 0% maroon; border-color: -moz-use-text-color -moz-use-text-color black; border-style: none none solid; border-width: medium medium 1.5pt; color: yellow; font-family: Verdana,sans-serif; padding: 0cm 5.4pt; width: 99.25pt;" valign="top" width="99"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Homens&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;   &lt;td style="-moz-border-bottom-colors: none; -moz-border-image: none; -moz-border-left-colors: none; -moz-border-right-colors: none; -moz-border-top-colors: none; background: none repeat scroll 0% 0% rgb(255, 255, 239); border-color: -moz-use-text-color -moz-use-text-color black; border-style: none none solid; border-width: medium medium 1.5pt; font-family: Verdana,sans-serif; padding: 0cm 5.4pt; width: 203.85pt;" valign="top" width="204"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Atividades não remuneradas&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td style="-moz-border-bottom-colors: none; -moz-border-image: none; -moz-border-left-colors: none; -moz-border-right-colors: none; -moz-border-top-colors: none; background: none repeat scroll 0% 0% rgb(255, 255, 239); border-color: -moz-use-text-color -moz-use-text-color black; border-style: none none solid; border-width: medium medium 1.5pt; font-family: Verdana,sans-serif; padding: 0cm 5.4pt; width: 3cm;" valign="top" width="85"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;39,25 %&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td style="-moz-border-bottom-colors: none; -moz-border-image: none; -moz-border-left-colors: none; -moz-border-right-colors: none; -moz-border-top-colors: none; background: none repeat scroll 0% 0% rgb(255, 255, 239); border-color: -moz-use-text-color -moz-use-text-color black; border-style: none none solid; border-width: medium medium 1.5pt; font-family: Verdana,sans-serif; padding: 0cm 5.4pt; width: 99.25pt;" valign="top" width="99"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;17,71&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;   &lt;td style="-moz-border-bottom-colors: none; -moz-border-image: none; -moz-border-left-colors: none; -moz-border-right-colors: none; -moz-border-top-colors: none; background: none repeat scroll 0% 0% rgb(255, 255, 239); border-color: -moz-use-text-color -moz-use-text-color black; border-style: none none solid; border-width: medium medium 1.5pt; font-family: Verdana,sans-serif; padding: 0cm 5.4pt; width: 203.85pt;" valign="top" width="204"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Produção para consumo próprio&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td style="-moz-border-bottom-colors: none; -moz-border-image: none; -moz-border-left-colors: none; -moz-border-right-colors: none; -moz-border-top-colors: none; background: none repeat scroll 0% 0% rgb(255, 255, 239); border-color: -moz-use-text-color -moz-use-text-color black; border-style: none none solid; border-width: medium medium 1.5pt; font-family: Verdana,sans-serif; padding: 0cm 5.4pt; width: 3cm;" valign="top" width="85"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;39,25 %&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td style="-moz-border-bottom-colors: none; -moz-border-image: none; -moz-border-left-colors: none; -moz-border-right-colors: none; -moz-border-top-colors: none; background: none repeat scroll 0% 0% rgb(255, 255, 239); border-color: -moz-use-text-color -moz-use-text-color black; border-style: none none solid; border-width: medium medium 1.5pt; font-family: Verdana,sans-serif; padding: 0cm 5.4pt; width: 99.25pt;" valign="top" width="99"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;8,37%&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;   &lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;div style="color: #351c75;"&gt;As mulheres rurais são reconhecidas por investirem na diversificação de fontes de renda familiar, seja fazendo artesanato, beneficiando os produtos, produzindo para o consumo do lar, mais recentemente no turismo rural conforme a região... Elas também reforçam a renda quando estão fora da unidade produtiva, em caráter temporário ou permanente.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #351c75;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #351c75;"&gt;No Pará, em que condições elas migram? Elas vão para as grandes cidades, para as pequenas? Em que as migrações recentes se aproximam da tradicional migração de meninas do interior para "trabalhar em casa de família", como faziam as antigas "crias" retratadas por escritoras como Ana Lúcia Medeiros (Velas, por quem?) e Cora Coralina (Tesouros da Casa Velha). E a contrapartida da continuidade dos estudos na cidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Herdeiras de uma tradição de trabalho flexível no campo, que seguiam as flutuações das lides agrícolas, pesqueiras e do extrativismo, as jovens oriundas do meio rural por certo tendem a se inserir em trabalhos informais nas cidades da região, também flexíveis, instáveis, nos serviços domésticos, no pequeno comércio... almejando o emprego formal nos supermercados, nas lojas de departamentos, nos shoppings, enquanto prosseguem nos estudos. &lt;/div&gt;&lt;div style="color: #351c75;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #351c75;"&gt;Migrantes escreveram e escrevem muitas páginas de nossa história, extraindo borracha e outros produtos extrativos, nos garimpos e nos grandes projetos. Nesses setores, os homens costumavam ser maioria. E as mulheres? Eis um tema instigante de pesquisa, provavelmente revelador de muito empreendedorismo, de trajetórias de ascensão social, bem como de importantes fluxos financeiros que ajudam a sustentar vilas e vilarejos na região, junto com as transferências dos programas sociais e previdenciários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S: Esta é a quinquagésima postagem do Sociologando! &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6191214711696564593-7417964592971185337?l=sociologando-on-line.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/feeds/7417964592971185337/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/07/as-mulheres-migrantes-e-agricultura.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/7417964592971185337'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/7417964592971185337'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/07/as-mulheres-migrantes-e-agricultura.html' title='As mulheres migrantes e a agricultura familiar'/><author><name>Maria Cristina Maneschy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436887022617415865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_iYvnJHTFWdU/TNC6Uc2RItI/AAAAAAAAAAs/vjGHJtOu2Po/S220/Foto+criada+em+2010-11-02+%C3%A0s+22.02.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6191214711696564593.post-89353359740356452</id><published>2011-06-26T19:28:00.000-07:00</published><updated>2011-06-27T00:44:05.523-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='economia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='feminismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gênero'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='trabalho'/><title type='text'>Dimensões do trabalho sob a ótica feminista</title><content type='html'>&lt;div style="color: #0c343d; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;As muitas críticas que os movimentos feministas fizeram às desigualdades presentes nas relações sociais entre os sexos, ou seja, às relações de gênero, trouxeram profundas contribuições para o conhecimento da dinâmica das sociedades contemporâneas. No tocante à economia, o feminismo ampliou nossa compreensão sobre trabalho, este fato social central da vida moderna. O trabalho que conhecemos acompanhou a ascensão do capitalismo; trabalho a partir do qual passamos a "ganhar a vida" e não apenas a reproduzir nosso status de nascimento, pré-definido segundo a classe, a casta, a "raça", a etnia ou, então, segundo nosso sexo. Como se sabe, a história concreta do acesso ao trabalho e aos meios de vida foi muito mais complicada e essas marcas de classificação social não foram simplesmente perdendo força em prol dos critérios próprios da economia moderna, como a competência, a qualificação, os títulos escolares, enfim, o mérito.&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div style="color: #0c343d; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;O feminismo contribuiu para destacar como as relações de gênero influenciaram desde o início do capitalismo, quando as mulheres pobres tiveram de trabalhar - como sempre, aliás - mas por salários inferiores aos dos homens; afinal, sendo o lar e os cuidados sua vocação "natural", seus rendimentos eram vistos como complementares aos dos reais produtores, os homens. Além de mão de obra barata, seu labor gratuito na reprodução da força de trabalho contribuía para suportar os baixíssimos salários das primeiras gerações de operários, quando os direitos sociais ainda não entravam na contabilidade. &lt;/div&gt;&lt;div style="color: #0c343d; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #0c343d; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Quando as atividades produtivas deixaram o espaço doméstico, passando a ser realizadas em organizações próprias, como as empresas, criou-se também a representação em separado das fontes de manutenção das famílias: o trabalho fora de casa, gerador de renda; as lides domésticas, o não trabalho. As muitas atividades no lar não contavam na nova economia monetária. A separação da vida social em duas esferas - a pública e a privada - acentuou-se desde então, com efeitos mútiplos, culturais, políticos, ideológicos, quase sempre em detrimento das mulheres. &lt;/div&gt;&lt;div style="color: #0c343d; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #0c343d; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;É interessante notar que, assim como as mulheres assumiram funções indispensáveis já nos primeiros tempos do capitalismo industrial, as transformações contemporâneas na economia globalizada também são marcadas por particularidades para mulheres e homens trabalhadores. Assim, o documento da UNIFEM (Fundo das Nações Unidas para as Mulheres) intitulado Who answers to women? Gender &amp;amp; Accountability, referente a 2008 e 2009, apresenta dados elucidativos, desagregados para os vários continentes. No capítulo chamado Mercados consta: "A globalização levou a uma demanda sem precedentes por mulheres trabalhadoras em setores chave. Por exemplo, elas são uma presença maior nos novos serviços terceirizados, como telemarketing e serviços financeiros. Um economista observou: 'as mulheres emergiram como força de trabalho flexível por excelência nos setores intensivos em mão de obra, altamente competitivos da economia global'". Dentre as razões dessa preferência pela mão de obra feminina, o velho pressuposto de que os homens são os provedores e as mulheres ganham uma 'renda extra'. Além disso, discriminações de gênero forçam-nas a aceitarem trabalhos de menor remuneração, na agricultura, ou em indústrias que tradicionalmente absorvem mais mulheres, como os serviços pessoais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um aspecto inusitado refere-se ao fato de que entre os migrantes em busca de trabalho no mundo, o contingente de mulheres vem crescendo. E elas são maioria entre os migrantes com nível universitário, exceto na América do Norte, segundo dados de 2007 citados pelo documento da UNIFEM. Conclui o documento que as mulheres lideram a "fuga de cérebros".&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #0c343d; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #0c343d; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Nas chamadas Zonas de Processamento para Exportação (EPZs), enclaves onde há isenção fiscal e regulações ambientais e trabalhistas fracas ou inexistentes, as indústrias demandam sensivelmente mais mulheres que homens. A proporção é de mais de 75% em países como Nicarágua, El Salvador, Cabo Verde e Bangladesh, mais de 70 % nas Filipinas, Panamá, Madagascar, e mais de 50% no México, Quênia e Malásia, para citar alguns exemplos do texto. &amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div style="color: #0c343d; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #0c343d; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Finalmente, o diferencial de renda entre homens e mulheres em trabalhos similares, o "gender gap", persistia na maior parte do mundo. A média global em 2006 e 2007 era de 17%, sendo maior o gap no setor privado do que no setor público. No quadro, o Brasil se comportava relativamente bem, com 15%, abaixo da média portanto, embora ainda um diferencial signficativo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6191214711696564593-89353359740356452?l=sociologando-on-line.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/feeds/89353359740356452/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/06/dimensoes-do-trabalho-sob-otica.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/89353359740356452'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/89353359740356452'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/06/dimensoes-do-trabalho-sob-otica.html' title='Dimensões do trabalho sob a ótica feminista'/><author><name>Maria Cristina Maneschy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436887022617415865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_iYvnJHTFWdU/TNC6Uc2RItI/AAAAAAAAAAs/vjGHJtOu2Po/S220/Foto+criada+em+2010-11-02+%C3%A0s+22.02.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6191214711696564593.post-1795300869545821631</id><published>2011-06-19T09:46:00.000-07:00</published><updated>2011-06-19T13:19:29.605-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='religião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='meio ambiente'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><title type='text'>Mensagens de uma festa de casamento</title><content type='html'>&lt;div style="color: #741b47; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Ontem, durante uma festa de casamento, um amigo dos noivos fez uma fala na qual leu um poema que consta da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios. É o texto "Acima de tudo o amor". Independentemente de fé religiosa, vale sempre a pena deixar-se seduzir por aquelas palavras. Por curiosidade, então, consultei o texto. Os organizadores da Edição Pastoral da Bíblia, que possuo, lembram que &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;as cartas de Paulo são documentos&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; complexos, com muitas dimensões e mensagens a serem apreciadas. Sem entrar no mérito da fé e ciente de minha ignorância em matéria teológica, reflito aqui sobre apenas algumas das mensagens que o texto encerra e que são "boas para pensar" em qualquer tempo, mesmo fora do campo religioso. É num sentido não religioso que estou refletindo aqui.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #741b47; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #741b47; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Dois temas ressaltam logo no início da carta: subversão das hierarquias sociais &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;e relativização dos saberes oficiais. Assim, referindo-se ao espírito que animava o anúncio do Evangelho, Paulo indicou a vã pretensão de se considerarem superiores aos demais, aqueles reputados como detentores privilegiados dos conhecimentos e da sabedoria do mundo, bem como os mais fortes.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;"Entre vocês não há muitos intelectuais, nem muitos poderosos, nem muitos de alta sociedade. Mas, Deus escolheu o que é loucura no mundo, para confundir os sábios; e Deus escolheu o que é fraqueza no mundo, para confundir o que é forte. E aquilo que o mundo despreza, acha vil e diz que não tem valor, isso Deus escolheu para destruir o que o mundo pensa que é importante". (Coríntios 1-2)&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #741b47; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #741b47; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;A loucura referia-se àquele saber que não era o reconhecido e institucionalizado: "Minha palavra e minha pregação não tinham brilho nem artifícios para seduzir os ouvintes, mas a demonstração residia no poder do Espírito, para que vocês acreditassem, não por causa da sabedoria dos homens, mas por causa do poder de Deus". Tratava-se de um saber engajado na promoção humana, mobilizador das pessoas para o crescimento conjunto. Um saber generoso, portanto. Esse ponto reaparece no poema sobre o amor, quando dizia que conhecer sem amar era inútil: "Ainda que eu tivesse o dom da profecia, o conhecimento de todos os mistérios e de toda a ciência, ainda que eu tivesse toda a fé, a ponto de transpor montanhas, se não tivesse o amor, eu não seria nada". &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #741b47; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #741b47; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;A conversão de que ele falava produzia uma força interior que tornava o sujeito autônomo perante as forças do meio, como expressa a frase : "... o homem espiritual julga a respeito de tudo, e por ninguém é julgado. Pois, quem conhece o pensamento do senhor para lhe dar lições? Nós, porém, temos o pensamento de Cristo". É uma extraordinária afirmação do poder da pessoa como sujeito, capaz de se transformar interiormente e agir em conformidade com essa força, transformando o contexto social em benefício da maioria. A maioria aqui não oprime o sujeito, mas parte dele, justamente de sua elevação. Tem-se aí, também, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;a inversão da polaridade força e fraqueza. Por mais fraca, pequena, desprovida de reconhecimento social que fosse a pessoa, abrir-se ao que vinha do "Espírito de Deus" tornava-a integral, plena, engrandecida. Por outro lado, Paulo diz que esteve pregando entre os Coríntios "cheio de fraqueza, receio e tremor", sem o brilho e os artifícios que facilitariam a sedução do público.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;A carta exprime sabedorias que atravessam os tempos e sempre conseguem dizer algo novo ao leitor, religioso ou não. Essas palavras antigas têm um frescor próprio dos grandes textos e dos grandes autores.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Ele abordou o tema da limitação dos saberes oficiais, da ciência instituída. E, portanto, de certo modo convidava a olhar para saberes outros, populares, desprovidos de prestígio e consideração. Não falou propriamente em diálogo entre saberes, mas acho que a idéia do diálogo encontra legitimidade em seu texto, pela ênfase no reconhecimento. Para ele, os pequenos do mundo estavam como que mais prontos para a nova visão que elevaria a todos.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #741b47; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Arrisco dizer que essas reflexões enriquecem um tema contemporâneo, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;que é a degradação ambiental. As palavras da carta convidam a relativizar os saberes e as práticas dominantes e a compartilhar e trocar conhecimentos científicos com populações locais (indígenas, comunidades pesqueiras e camponesas...) no trato com seu meio. E, assim, a colocar em relevo os direitos ao território e aos meios de vida, condição para o para o diálogo de saberes na busca de melhores modos de gestão ambiental. Obviamente, uma discussão bem distante do texto original que, ademais, toca em muitas outras questões.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #741b47; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6191214711696564593-1795300869545821631?l=sociologando-on-line.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/feeds/1795300869545821631/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/06/mensagens-de-uma-festa-de-casamento.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/1795300869545821631'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/1795300869545821631'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/06/mensagens-de-uma-festa-de-casamento.html' title='Mensagens de uma festa de casamento'/><author><name>Maria Cristina Maneschy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436887022617415865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_iYvnJHTFWdU/TNC6Uc2RItI/AAAAAAAAAAs/vjGHJtOu2Po/S220/Foto+criada+em+2010-11-02+%C3%A0s+22.02.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6191214711696564593.post-5120450566869313937</id><published>2011-06-13T06:56:00.000-07:00</published><updated>2011-06-13T17:45:31.219-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>De namorados e outros dias festivos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #274e13; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Há muito tempo o dia dos namorados nada me dizia, salvo a atenção breve despertada pelas propagandas e pelas notícias que o associam com o santo casamenteiro, no dia seguinte. Mas, com uma filha que aniversaria 12 de junho e que está na fase de curtir o namoro, a data me tocou um pouco este ano. Então, pensei que como a data geralmente não diz respeito a quem está na vida a dois há tempos, talvez fosse oportuno criar um dia dos casados. Quem sabe dava uma "animada" nas muitas relações que caíram no hábito, um pouco tragadas pelos compromissos, pelos anos de estrada, que deixaram de lado carinhos especiais, a atenção com aquelas pequenas coisas, pequenas mesmo, como a aparência, os gestos, de repente um convite para sair a dois, uns elogios... É claro que essas coisinhas podem ter sido deixadas de lado em prol de substitutos de qualidade, como a amizade profunda, o companheirismo, o apoio, o incentivo e o sentimento de se ter constituído uma família, laços de enorme significação. O equilíbrio entre perdas e ganhos nessa trajetória é complexo, uma verdadeira construção pode-se dizer, com muita probabilidade de fracasso. O dia dos casados poderia ajudar não só o comércio, como também os casais que precisam de uma lembrança do valor dos atos simbólicos. A sociedade não dispensa seus símbolos, suas festas coletivas; a sociedade conjungal também, por que não? Mas, aí, também cabe pensar nos tantos e tantas que não casam, porque não quiseram ou não encontraram, ou se separaram e não acharam nova "alma gêmea"... E aí, como fica?&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #274e13; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Então, pode-se pensar em dias da amizade, que também é uma relação que requer cuidado, talvez ainda mais frágil, própria de certas etapas da vida, difícil de manter em outras. E um dia da vida? Seria um dia de agradecer e celebrar o fato de se continuar neste mundo; radicalizada, a idéia implicaria suspender as barreiras de classe, barreiras étnicas, barreiras de idade, pois estar vivo é uma dádiva, na qual entra uma dose de sorte, e não tem a ver com essas marcas de distinção social, a não ser pelas probabilidades diferentes de ser exposto à violência ou a doenças próprias da condição social. Esse dia da vida nos levaria a ver nos outros a mesma condição de humanidade e vulnerabilidade e a demonstrar esse reconhecimento; por 24 horas. Mas, como o comércio ganharia com isso? Como seria uma comemoração substantiva, fora do padrão um grande bolo em uma praça pública, chamada pelo governo local nos aniversários da cidade? Alguém dá uma idéia?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #274e13; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Feliz Dia de Santo Antônio para todos. Muita festa! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #274e13; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6191214711696564593-5120450566869313937?l=sociologando-on-line.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/feeds/5120450566869313937/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/06/dias-dos-namorados.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/5120450566869313937'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/5120450566869313937'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/06/dias-dos-namorados.html' title='De namorados e outros dias festivos'/><author><name>Maria Cristina Maneschy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436887022617415865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_iYvnJHTFWdU/TNC6Uc2RItI/AAAAAAAAAAs/vjGHJtOu2Po/S220/Foto+criada+em+2010-11-02+%C3%A0s+22.02.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6191214711696564593.post-5018111112208772211</id><published>2011-06-13T06:15:00.000-07:00</published><updated>2011-06-13T06:15:58.116-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Amazônia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='economia'/><title type='text'>Cálculos de sustentabilidade</title><content type='html'>&lt;div style="color: #741b47; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Achei super interessante esse exercício de cálculo sobre o valor da produção extrativa sustentável. É claro que a perspectiva da renda não explica tudo. A relação que as pessoas que vivem e trabalham no meio florestal podem ter com seus produtos, ultrapassa o aspecto monetário. Há ligações afetivas, noção de patrimônio para os descendentes, enfim, dimensões que escapam a quem utiliza a floresta como recurso, apenas como meio de investimento e não de vida. Mas, de todo modo, a expressão monetária dos produtos afigura-se fundamental, pois justamente a falta de acesso a mercado, a desvalorização dos preços por força da infraestrutura deficiente, somada à precária segurança e qualidade de vida, constituem poderoso estímulo ao desmatamento. E, portanto, aos conflitos que tornam o Pará campeão de mortes no campo. Vamos aos números, que estão disponíveis em:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #741b47; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;http://racismoambiental.net.br/2011/06/vamos-olhar-os-numeros/&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #741b47; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #741b47; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Por Denis Russo Burgierman&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #741b47; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #741b47; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;"Uma castanheira-do-pará é uma árvore  gigantesca, de 50 metros de altura, que pode viver mais de 1.000 anos.  Todo ano, a castanheira dá frutos, que têm uma casca dura como a de um  coco. Dentro da casca há até 24 castanhas-do-pará, um produto  apreciadíssimo no mundo inteiro, rico em selênio e em ômega-3, portanto  extremamente eficaz para combater ao mesmo tempo os dois grandes vilões  da saúde contemporânea: câncer e doença cardíaca. Na média, uma  castanheira não muito grande dá cerca de 30 frutos por ano, o que  equivale a quase 500 castanhas. É o suficiente para produzir 1,5 litro  de óleo de castanhas, o que rende uns 200 ou 300 reais para um pequeno  produtor, por árvore (castanheiras realmente grandes e saudáveis chegam a  produzir até 20 litros). Supondo que alguém tenha 30 castanheiras nas  sua terras, são pelo menos uns R$ 6 mil por ano em óleo, talvez R$ 10  mil, por toda a eternidade até o tataraneto do tataraneto do tataraneto.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #741b47; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Mas os tempos são de prosperidade no  Brasil e os chineses precisam de ferro para construir réplicas da Torre  Eiffel. Há inúmeras mineradoras arrancando ferro de dentro da terra, de  maneira agressiva. Em boa parte do país, esse ferro, assim que sai do  chão, é queimado em fornos a carvão. Na Amazônia, portanto, há uma  grande demanda por carvão.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #741b47; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;O que acontece então é que os  madeireiros procuram os pequenos proprietários da Amazônia e oferecem  algo como R$ 150 por cada castanheira. Se o sujeito tiver 30  castanheiras, recebe cerca de R$ 5 mil. O madeireiro vai lá, derruba a  castanheira, picota-a, queima, faz carvão, constrói fornos lá mesmo e  produz ferro. O dono dos fornos ganha uns R$ 2&amp;nbsp; mil por forno por mês.  Com algumas dezenas de fornos, ele é um homem rico.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #741b47; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Zé Claudio Ribeiro e Maria do Espírito  Santo, os empresários e ambientalistas mortos na semana passada perto de  Marabá, no Pará, sabem fazer conta, e por isso se recusavam a vender  suas castanheiras (não só por isso, eles também amavam aquelas árvores,  mas não é hora para emocionalismos). Eles mantiveram as árvores de pé e  montaram uma pequena operação industrial para extrair o óleo na sua  terra. O governo nunca lhes deu apoio nenhum. O Incra é imensamente  burocrático e ineficaz. As estradas são terríveis. É por causa dessas  dificuldades todas que muitos dos vizinhos venderam suas castanheiras  para virar carvão."&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #741b47; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #741b47; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Fonte: http://veja.abril.com.br/blog/denis-russo/politica/vamos-olhar-os-numeros/.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="color: #741b47; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;b style="color: #741b47; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;São números que o autor considera provisórios. Sua importância é fora de questão. &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6191214711696564593-5018111112208772211?l=sociologando-on-line.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/feeds/5018111112208772211/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/06/calculos-de-sustentabilidade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/5018111112208772211'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/5018111112208772211'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/06/calculos-de-sustentabilidade.html' title='Cálculos de sustentabilidade'/><author><name>Maria Cristina Maneschy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436887022617415865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_iYvnJHTFWdU/TNC6Uc2RItI/AAAAAAAAAAs/vjGHJtOu2Po/S220/Foto+criada+em+2010-11-02+%C3%A0s+22.02.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6191214711696564593.post-3547582560725298737</id><published>2011-06-07T12:16:00.000-07:00</published><updated>2011-06-07T13:29:55.371-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Amazônia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='economia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='meio ambiente'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='desigualdade'/><title type='text'>Costumes e economia: ônibus, Belo Monte, Carajás...</title><content type='html'>&lt;div style="color: #741b47; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;div style="color: #073763; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Qualquer que seja o desfecho da disputa de tarifas de ônibus entre Belém e Ananindeua - de  R$1,85 ou R$2,00 - são somas pesadas em uma Região Metropolitana em que pouco mais de 40% da população encontra-se na faixa de  pobreza, segundo o IBGE. Dos usuários, uma boa parte, inclusive, toma dois ônibus para ir e dois para voltar do trabalho. Não se tem aqui o benefício de poder comprar um ticket de  ônibus e dispor de um tempo para  utilizá-lo em diferentes ônibus, desde que não se repita o mesmo percurso, prática comum em cidades européias e australianas.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Uma das reações a essa carestia é usar a bicicleta. Embora ecologicamente correto, amigável, saudável, o mais das vezes não se escolhe enfrentar os buracos, o trânsito, a sinalização deficente, as ciclovias que de repente acabam. Enfrenta-se. Como entender as poucas reações organizadas em prol da reversão desse quadro? Em parte, a permanência desse padrão de transporte público caro e com ineficiências marcantes em conforto, informação, precisão de horários e paradas etc., deve-se ao costume. De certo modo, acostumamo-nos às desvantagens cotidianas, ao que sempre foi, na ausência de experiências mais variadas de usufruto de direitos e de movimentos de reivindicação.&amp;nbsp; &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="color: #073763;"&gt;&lt;b&gt;Há alguma relação entre tal acomodação e uma outra, a que leva&amp;nbsp; os "paraenses" a&amp;nbsp; acatar o&amp;nbsp; status desvalorizado de seu Estado no conjunto da federação? Sim. É uma outra manifestação do costume com a desvantagem social. Nosso grande Estado gera commodities e recursos estratégicos, como energia e minérios, além da madeira. E o que lhe fica&amp;nbsp; em troca - isto é, para o grosso de sua população? O que retém de royalties e compensações? Que paralelo há entre as mobilizações e lobbies relativos aos lucros do petróleo e os da mineração?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #073763;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #073763;"&gt;&lt;b&gt;Nossa tradição histórica e cultural de membro menor da nacionalidade por certo ajuda. Ela se incorporou nos nossos habitus, modos de ser e disposições para&amp;nbsp; agir nos campos econômico e político,&amp;nbsp; para retomar os conceitos de Pierre Bourdieu. Somos formados para permanecer atores menores e, assim, aceitar as regras do jogo econômico e político prevalecente. Compreende-se, então, que no século da consciência ambiental, das mudanças climáticas e seus efeitos, perpetuem-se os termos desfavoráveis de intercâmbio que tiveram origens no sistema colonial. Ele interioriza&amp;nbsp; na sociedade local as chamadas externalidades negativas dos negócios, ao mesmo tempo em que exterioriza a parcela maior dos benefícios. Não é uma situação típica de dominação centro-periferia, que ultrapassa a capacidade de intervenção dos atores locais, sujeitos às vicissitudes da economia mundializada. Na manutenção dessa ordem, atores locais e regionais de destaque, lideranças políticas e econômicas, são protagonistas importantes, que reforçam as regras do jogo, ou não reagem à altura do bem público. E novamente o costume acomoda os horizontes ao que é visto como destino: precisamos do dinheiro de fora, dos conhecimentos e das práticas de fora, porque precisamos também dos bens e do estilo de vida dominante, no ritmo e intensidade que lhes são próprios. O que temos vale pouco. A desvantagem é natural. &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #073763;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #073763;"&gt;&lt;b&gt;Segundo o último recurso jurídico impetrado contra a hidrelétrica de Belo Monte os investimentos sociais, em saúde e educação por exemplo, são ínfimos em proporção aos investimentos no projeto em si. E na mineração?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #073763;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #073763;"&gt;&lt;b&gt;As expressivas demonstrações contra o empreendimento (abaixo-assinados, petições, ações populares, manifestos, propostas alternativas... com atuação de muitas organizações e pessoas), têm sido fundamentais para arrancar&amp;nbsp; compensações e forçar consideração de direitos. A desinformação nacional quanto ao que se passa no dia a dia nestas plagas atenua as repercussões. &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #073763;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #073763;"&gt;&lt;b&gt;Petróleo inquieta e mobiliza mais longe que floresta, biodiversidade e direitos das populações diferenciadas que habitam esta região. Em relação ao primeiro, constróem-se acordos institucionais com repartição mais generosa dos frutos. E os demais? Até que ponto colaboramos para manter o status de subalternos? Isso, em um Brasil que de vez em quando se espanta com uma questão amazônica, como&amp;nbsp; agora no acirramento da violência no campo, quando ainda há recursos naturais a consevar e para os quais buscar usos mais sábios e duradouros.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6191214711696564593-3547582560725298737?l=sociologando-on-line.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/feeds/3547582560725298737/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/06/tarifas-de-onibus-belo-monte-carajas.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/3547582560725298737'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/3547582560725298737'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/06/tarifas-de-onibus-belo-monte-carajas.html' title='Costumes e economia: ônibus, Belo Monte, Carajás...'/><author><name>Maria Cristina Maneschy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436887022617415865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_iYvnJHTFWdU/TNC6Uc2RItI/AAAAAAAAAAs/vjGHJtOu2Po/S220/Foto+criada+em+2010-11-02+%C3%A0s+22.02.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6191214711696564593.post-6381781935825015521</id><published>2011-05-28T14:45:00.000-07:00</published><updated>2011-05-30T12:00:24.466-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='economia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Direitos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Belém'/><title type='text'>As praças mediterrâneas, a orla de Belém e o mercado</title><content type='html'>&lt;style&gt; &lt;!-- /* Font Definitions */@font-face {font-family:"Times New Roman"; panose-1:0 2 2 6 3 5 4 5 2 3; mso-font-charset:0; mso-generic-font-family:auto; mso-font-pitch:variable; mso-font-signature:50331648 0 0 0 1 0;}@font-face {font-family:Verdana; panose-1:0 2 11 6 4 3 5 4 4 2; mso-font-charset:0; mso-generic-font-family:auto; mso-font-pitch:variable; mso-font-signature:50331648 0 0 0 1 0;} /* Style Definitions */p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal {mso-style-parent:""; margin:0cm; margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:12.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-ansi-language:PT-BR;}p {margin-right:0cm; mso-margin-top-alt:auto; mso-margin-bottom-alt:auto; margin-left:0cm; mso-pagination:widow-orphan; font-size:10.0pt; font-family:Times;}table.MsoNormalTable {mso-style-parent:""; font-size:10.0pt; font-family:"Times New Roman";}@page Section1 {size:612.0pt 792.0pt; margin:72.0pt 90.0pt 72.0pt 90.0pt; mso-header-margin:36.0pt; mso-footer-margin:36.0pt; mso-paper-source:0;}div.Section1 {page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;    &lt;br /&gt;&lt;div style="color: #073763; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: Verdana; font-size: 12pt;"&gt;Desde 15 de maio, um movimento social que surgiu a partir de uma convocação pelo Movimento Democracia Real Já, na Praça Puerta del Sol em Madri, cresceu e chegou a outras praças do país. Seus membros são em grande parte jovens. Reclamam contra o desemprego, que bate pesado entre eles, além da crise econômica e a corrupção do sistema político. Ontem, 27 de maio, em Barcelona, uma praça foi desocupada a força pela polícia com a justificativa de que hoje, com o jogo entre o "Barça" e o Manchester United, a praça devia estar livre para as comemorações.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #073763; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #073763; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: Verdana; font-size: 12pt;"&gt;Um dos slogans: “não somos mercadorias nas mãos de banqueiros e políticos”. A taxa de adesão às mobilizações é impressionante. Elas estão sendo associadas às mobilizações pró-democracia em países árabes, que também produziram grandes ocupações de praças. Além das insatisfações com a dominância dos interesses financeiros nas economias e as políticas de ajuste correspondentes, há paralelos na falta de credibilidade dos sistemas políticos. Diferem as formas como os respectivos governos reagem às manifestações, mais violentas ao sul e a leste do mar.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #073763; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #073763; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: Verdana; font-size: 12pt;"&gt;A "utopia do mercado auto-regulado", contra a qual Karl Polanyi publicou o clássico A Grande Transformação, em 1944, retornou com força com a "globalização" neoliberal. Mas também, os "movimentos autoprotetores" que se opõem à redução de tudo aos princípios de mercado, na linguagem desse autor. Nas praças, a acomodação das massas à hegemonia do mercado e à ideologia do salve-se quem for competente para encontrar trabalho, sem as proteções sociais de antes, é fortemente questionada. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #073763; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: #073763; font-family: Verdana; font-size: 12pt;"&gt;Em Belém, cresce um movimento de crítica à expansão imobiliária para os moradores privilegiados da cidade, expansão descuidada com o ambiente&amp;nbsp; e com a diversidade da população. Os espigões hoje crescem na orla. As varandas são bonitas, diga-se de passagem. Mas elas privatizam a paisagem, a visão do crepúsculo e, sobretudo, os ventos imprescindíveis nesta urbe de clima equatorial super úmido. Literalmente estão de costas para a cidade. O instituto da outorga onerosa, que permite contornar os limites legais, é alvo de grande contestação. Da Prefeitura, o que se ouve a respeito? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6191214711696564593-6381781935825015521?l=sociologando-on-line.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/feeds/6381781935825015521/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/05/as-pracas-mediterraneas-e-hegemonia-do.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/6381781935825015521'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/6381781935825015521'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/05/as-pracas-mediterraneas-e-hegemonia-do.html' title='As praças mediterrâneas, a orla de Belém e o mercado'/><author><name>Maria Cristina Maneschy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436887022617415865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_iYvnJHTFWdU/TNC6Uc2RItI/AAAAAAAAAAs/vjGHJtOu2Po/S220/Foto+criada+em+2010-11-02+%C3%A0s+22.02.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6191214711696564593.post-2226441471340634194</id><published>2011-05-25T07:47:00.000-07:00</published><updated>2011-05-25T11:45:57.777-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Amazônia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='meio ambiente'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Direitos'/><title type='text'>Proteção da floresta: longe e perigoso</title><content type='html'>&lt;div style="color: #20124d; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;O Jornal Hoje da Globo, edição de 24 de maio, mostrou uma prática conhecida de extração de madeira e limpeza de áreas florestais para cultivo: o Correntão. O nome já diz do grau de civilização da prática, que gera um cenário de terra arrasada. Lembram as cenas dos ciclones americanos. Não há tempo para os animais saírem - afinal, estão em terra alheia.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #20124d; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;No nosso estatuto jurídico, o uso da terra cabe, em primeiro lugar, ao proprietário. As salvaguardas existem, a responsabilidade social está inscrita na lei. Mas o instituto da propriedade em si prevalece, ajudada pela lentidão ou ineficácia dos processos judiciais contra "maus proprietários" de extensões de terra a perder de vista na Amazônia.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #20124d; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #20124d; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;O dono em questão, conhecido pela eficiência em derrubadas e pela magnitude de suas posses, mora no Paraná. Um grande administrador, que gerencia negócios distantes. Usa métodos rudimentares, é certo, mas de produtividade inquestionável. Em pouquíssimo tempo a quantidade de árvores arrancadas é imbatível; árvores de quinze, vinte metros de altura vão ao chão e tudo o mais no caminho da corrente. Ao telefone, algegou à reportagem que seu único erro foi não ter providenciado a tempo a licença ambiental específica para o desmatamento flagrado pela reportagem. Iria providenciá-la. Uma formalidade para prosseguir na empresa. A cena teve lugar em Mato Grosso, cuja capital vai sediar a Copa do Mundo que tem como mote a sustentabilidade ambiental. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #20124d; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxMsoNormal" style="background: none repeat scroll 0% 0% white; color: #20124d; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;O ideal do desenvolvimento sustentável, nos rincões amazônicos, não é mais do que isso, um ideal. Mas é, também, um perigo! Pagaram com a vida, no mesmo dia do correntão, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;José  Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo da Silva, líderes dos assentados  no Projeto Agroextrativista Praialta-Piranheira, em Nova Ipixuna – PA. O&amp;nbsp; manifesto de repúdio assinado por entidades diversas, incluindo a Universidade Federal do Pará, Campus de Marabá, informa que os dois foram emboscados no meio da estrada por pistoleiros.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Eles viviam e produziam no lote de aproximadamente 20 hectares, onde 80% era de  floresta preservada. Sobreviviam do  extrativismo de óleos, castanhas e frutos de plantas como  cupuaçu e açaí. No projeto de assentamento vivem aproximadamente 500  famílias - conclui o manifesto. No blog do Flávio Nassar há uma simpática foto do casal.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxMsoNormal" style="background: none repeat scroll 0% 0% white; color: #20124d; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxMsoNormal" style="background: none repeat scroll 0% 0% white; color: #20124d; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;O correntão é típico da visão de curto prazo que há tempos manda na ocupação da Amazônia, originalmente associada ao desenvolvimento. Acompanhou-se de privatização de áreas florestais, supondo-se que a propriedade privada incentivaria o cuidado por parte de quem tem um patrimônio seu a conservar. Um dos remédios para evitar a "tragédia dos bens comuns", tal como as florestas que, sendo de todos e de ninguém, sofrem com a devastação de quem chega primeiro. A história que se seguiu é conhecida. A propriedade, nesses casos, era de fachada, não para a posteridade. Só até acabar o que nela se aproveita de imediato. Daí a necessidade do Estado, do fiscal externo para coagir usuários renitentes na ilegalidade. E os meios para tal função são escassos.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxMsoNormal" style="background: none repeat scroll 0% 0% white; color: #20124d; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxMsoNormal" style="background: none repeat scroll 0% 0% white; color: #20124d; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;O projeto extrativista, por outro lado, a exemplo do lote de José Cláudio e Maria do Espírito Santo, traz uma revalorização de práticas ancestrais de uso múltiplo dos recursos florestais, associando produção e conservação e o reconhecimento de direitos coletivos sobre a terra. Tem futuro? É utópico? É suscetível de sustentar as populações locais? Muita pesquisa é necessária, experiências participativas estão sendo feitas, experiências de auto-gestão e de co-gestão dos recursos naturais, envolvendo comunidades, pesquisadores, empresas, governos. E, muitas vezes, poder fazê-las hoje em dia nos diversos assentamentos e reservas extrativistas, deve-se a lutas sociais e mortes de antepassados que defenderam as áreas protegidas. Nessas iniciativas, experimenta-se o futuro da floresta e, por extensão, da sociedade regional. Na sociedade mais ampla pouco se conhece sobre elas. São muito diversificadas. Seus protagonistas locais são nativos e imigrantes, principalmente de estados vizinhos. Muita inteligência está sendo aplicada nas práticas de usos múltiplos dos recursos e na manutenção de direitos de propriedade por comunidades e suas associações.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxMsoNormal" style="background: none repeat scroll 0% 0% white; color: #20124d; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxMsoNormal" style="background: none repeat scroll 0% 0% white; color: #20124d; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Acredita-se que a face violenta da ocupação está sendo superada, diante do crescente consenso de que é preciso conservar a natureza e de que direitos humanos são sempre inalienáveis. Quem tem o poder lá na linha de frente, nas florestas remanescentes, age de outro modo. Se der tempo, ainda usa o correntão. Ou liquida opositores. Nós na cidade, amantes do verde, devemos mais do que pensamos aos Josés Cláudios e Marias, aos extrativistas, ribeirinhos, pescadores.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxMsoNormal" style="background: none repeat scroll 0% 0% white; color: #20124d; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxMsoNormal" style="background: none repeat scroll 0% 0% white; color: #20124d; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Observação:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #20124d; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;No clipping de notícias do site do Ministério do Planejamento consta:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #0c343d; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;div style="color: #20124d; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;"O sist&lt;/span&gt;&lt;span class="highlightedSearchTerm" style="font-size: small;"&gt;em&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;a de monitoramento  por satélite Deter, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe),  identificou um aumento de 444% no desmatamento no Estado de &lt;/span&gt;&lt;span class="highlightedSearchTerm" style="font-size: small;"&gt;Mato&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span class="highlightedSearchTerm" style="font-size: small;"&gt;Grosso&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;,  entre março e abril deste ano. Os criminosos voltaram a usar na região  uma técnica altamente destrutiva, o correntão. Dois tratores possantes,  unidos por uma corrente, cercam a área a ser derrubada e detonam as  árvores num arrastão. O documento do relator Aldo Rebelo perdoa qu&lt;/span&gt;&lt;span class="highlightedSearchTerm" style="font-size: small;"&gt;em&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; des&lt;/span&gt;&lt;span class="highlightedSearchTerm" style="font-size: small;"&gt;mato&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;u  até julho de 2008. Isso cria a expectativa de que outras anistias  virão."  (http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2011/5/23/antes-do-codigo-o-correntao/)&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #20124d; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr style="color: #20124d; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-yLblTIYIG3o/Td0XHP0vIxI/AAAAAAAAAEw/j8RMFoGIgD4/s1600/24_MHB_sp_correnta%25CC%2583o.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-yLblTIYIG3o/Td0XHP0vIxI/AAAAAAAAAEw/j8RMFoGIgD4/s1600/24_MHB_sp_correnta%25CC%2583o.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;http://oglobo.globo.com/cidades/mat/2011/05/24/&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxMsoNormal" style="background: none repeat scroll 0% 0% white; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6191214711696564593-2226441471340634194?l=sociologando-on-line.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/feeds/2226441471340634194/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/05/protecao-da-floresta-longe-e-perigoso.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/2226441471340634194'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/2226441471340634194'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/05/protecao-da-floresta-longe-e-perigoso.html' title='Proteção da floresta: longe e perigoso'/><author><name>Maria Cristina Maneschy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436887022617415865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_iYvnJHTFWdU/TNC6Uc2RItI/AAAAAAAAAAs/vjGHJtOu2Po/S220/Foto+criada+em+2010-11-02+%C3%A0s+22.02.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-yLblTIYIG3o/Td0XHP0vIxI/AAAAAAAAAEw/j8RMFoGIgD4/s72-c/24_MHB_sp_correnta%25CC%2583o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6191214711696564593.post-30484897910539399</id><published>2011-05-14T15:02:00.000-07:00</published><updated>2011-05-16T07:16:43.869-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='solidariedade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Direitos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='desigualdade'/><title type='text'>Ação de indenização histórica em 13 de maio: consequências possíveis</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Ontem, 13 de maio, dentre as várias referências à data da abolição da escravatura no Brasil, aprendi que, em 1994, &lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;o Núcleo de Consciência Negra de São Paulo moveu ação judicial em que reivindicava indenização para os descendentes dos 3,7 milhões de escravos vindos da África para o Brasil. Como informado em &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;monadelends.blogspot.com, o valor total da indenização somava &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;US$ 6,14 trilhões. Cada descendente receberia US$ 102 mil. O movimento estima que na época que foi movida a ação, 40% da população ou 60 milhões de brasileiros teriam origem africana. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;Esse contingente realizou linearmente, ainda segundo o Núcleo, 614 milhões de anos de trabalho não remunerado. Aplicando o valor de US$ 10 mil como salário mínimo anual chegou-se ao valor de US$ 6,14 trilhões.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;A ação, claro, não vingou. Mas, quando a ouvi logo pensei que uma indenização dessa natureza, sem entrar no mérito do valor e do número de beneficiários diretos, beneficiaria na verdade a todos os brasileiros. O dinheiro daria a milhões de famílias acesso a moradia digna e possibilidade de bancar estudo de melhor qualidade para os filhos. Esses dois fatores já significariam um impulso enorme na "cidadania", pois são bases para formar pessoas melhores, o que todo mundo quer para os seus e para o seu meio. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;Diminuiria a incidência de jovens em escolas ruins, fora dela prematuramente, vidas desperdiçadas, violências gratuitas como a dos meninos que outro dia mataram outro ao sair de uma balada, em cena registrada por uma câmera de segurança. Consequência indireta dessas duas bases, casa boa e educação, um contingente menor de presos no Brasil, uma menor associação entre cor e piores indicadores sociais... Enfim, uma sociedade um pouco menos injusta. No lucro, flanar pelas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt; cidades sem medo. Ou seja, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;uma transferência de renda dessa ordem podia ter esses efeitos robustos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;Sei que arrisco por estar associando os beneficiários possíveis da ação com tanta coisa ruim. E, também, apostando nesses efeitos a partir unicamente da variável renda. Afinal, dinheiro não traz felicidade e nem forma pessoas morais! Os exemplos não faltam no "andar de cima" (expressão do jornalista Elio Gaspari). Mas, diante de uma tal medida de justiça, assumo a culpa. Ela talvez infletisse alguns rumos de nossa história comum. É bem capaz!&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;Na falta dessa redistribuição de renda por razão histórica, o sonho da Renda Básica de Cidadania, melhor desenvolvido entre nós por Eduardo Suplicy merece atenção e análise. Antes disso, aperfeiçoar os mecanismos ainda insuficientes mas poderosos de transferência de renda que temos hoje é uma boa tarefa, um bom combate.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; font-size: small;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6191214711696564593-30484897910539399?l=sociologando-on-line.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/feeds/30484897910539399/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/05/acao-de-indenizacao-historica-em-13-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/30484897910539399'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/30484897910539399'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/05/acao-de-indenizacao-historica-em-13-de.html' title='Ação de indenização histórica em 13 de maio: consequências possíveis'/><author><name>Maria Cristina Maneschy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436887022617415865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_iYvnJHTFWdU/TNC6Uc2RItI/AAAAAAAAAAs/vjGHJtOu2Po/S220/Foto+criada+em+2010-11-02+%C3%A0s+22.02.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6191214711696564593.post-470545017628229695</id><published>2011-05-07T16:41:00.000-07:00</published><updated>2011-05-08T09:15:59.109-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mulher'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gênero'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='desigualdade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>Falta o pai</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;div style="color: #4c1130;"&gt;Os tristes episódios de abandonos de bebês em ruas, enfiados em sacos, em latas de lixo, ou simplesmentes deitados em calçadas, têm ganho os noticiários com uma frequência muito perturbadora. Dá um grande alívio quando se sabe que uma dessas "Vitórias", "Marias", "Josés"... se salvam sem sequelas e, sobretudo, encontram um meio de amor. Vencem, assim, sua primeira batalha na vida, logo ao entrarem neste mundo louco. &lt;/div&gt;&lt;div style="color: #4c1130;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #4c1130;"&gt;Ao mesmo tempo, vem a mente a pergunta sobre o que passou essa mãe involuntária, qual sua dor, o que a levou ao ato cruel. O público não simpatiza com ela, é claro. E não é possível isentá-la das culpas e responsabilidades. Contudo, na exposição dos casos pela mídia, incomoda a quase total ausência do pai, a pouca discussão quanto a seu papel no enredo. As luzes e os rigores da lei recaem, óbvio, sobre a mãe. Quase nada se diz sobre esse outro "culpado". Sua culpa, o mais das vezes, é pelo que deixou de fazer quando assumiu o risco da paternidade. Não se interessou, não perguntou, não verificou, não ajudou, sequer duvidou. Uma atitude leve. A mãe é desproporcionalmente penalizada. &lt;/div&gt;&lt;div style="color: #4c1130;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #4c1130;"&gt;É invevitável conceber que esses casos, com sua frequência, expõem contradições da sociedade. No geral, essas mulheres desconhecem os caminhos para tomar uma medida sábia no caso, que é entregar a criança para a adoção pelos meios legais, o que pode significar amor, abrindo a possibilidade de uma vida digna para a criança. Não se trata aqui somente de uma questão de falta de acesso à informação, do ponto de vista técnico. Há o distanciamento no trato com a burocracia, especialmente a jurídica, que boa parte da população brasileira experimenta. Por outro lado, a percepção de direitos e deveres fica mais embotada em uma situação de gravidez indesejada, solitária, envergonhada. A solidão, não necessariamente significa estar sozinha, mas sentir que o meio social próximo é hostil e fechado ao seu drama. E, sobretudo, sem um companheiro. &lt;/div&gt;&lt;div style="color: #4c1130;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #4c1130;"&gt;A precaríssima oferta de creches públicas de qualidade, de atenção à saúde das mulheres, além de conhecimento e acesso a meios contraceptivos variados têm também sua parcela de culpa na sorte dessas pessoinhas recém chegadas. E dessas mães às avessas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6191214711696564593-470545017628229695?l=sociologando-on-line.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/feeds/470545017628229695/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/05/falta-o-pai.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/470545017628229695'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/470545017628229695'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/05/falta-o-pai.html' title='Falta o pai'/><author><name>Maria Cristina Maneschy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436887022617415865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_iYvnJHTFWdU/TNC6Uc2RItI/AAAAAAAAAAs/vjGHJtOu2Po/S220/Foto+criada+em+2010-11-02+%C3%A0s+22.02.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6191214711696564593.post-4445663893172082023</id><published>2011-05-03T15:52:00.000-07:00</published><updated>2011-05-03T17:10:22.138-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Amazônia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='feminismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='evento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mulher'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gênero'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='redes sociais'/><title type='text'>Convite Simpósio Democracia, Feminismos e Movimentos de Mulheres</title><content type='html'>&lt;div style="color: #990000; text-align: justify;"&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Convido meus queridíssimos "seguidores" para um evento super importante que está sendo promovido pelo GEPEM (Grupo de Estudos e Pesquisas Eneida de Moraes sobre Mulher e Relações de Gênero), da UFPA, nos dias 5 e 6 de maio. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small; font-weight: normal;"&gt;A programação detalhada está no blog Política e Crônicas, cujo link está abaixo, na lista de blogs a conferir.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small; font-weight: normal;"&gt;Dentre as várias mesas de grande interesse, destaco as que ocorrerão ao longo do dia 6 de maio, sexta-feira. As expositoras convidadas estão na liderança de associações&amp;nbsp; de mulheres de vários municípios do Pará e pretendem refletir sobre suas experiências na obtenção de recursos, cidadania, em suma, de empoderamento local, enfrentando os desafios de contestar padrões de comportamento relativos a sua posição social de classe e de gênero.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small; font-weight: normal;"&gt;São experiências que merecem ser conhecidas do público mais amplo e a oportunidade é única. Conforme o contexto, elas estão atuando em frentes diversas: na implantação de unidades de conservação ambiental; em processos de co-gestão e de aproveitamento de recursos da biodiversidade amazônica; de valorização dos saberes locais; geração de trabalho e renda, notadamente em localidades rurais; finalmente, de reconhecimento de sua condição de trabalhadoras. Fazendo parte de redes sócio-políticas diversas, elas têm histórias de sucesso e, também, de fracassos, de conquistas e recuos. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small; font-weight: normal;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small; font-weight: normal;"&gt;Paradoxalmente, uma característica comum à maioria das experiências associativas é a pouca atenção de governos municipais. É paradoxal, tendo em vista que muitas iniciativas têm potencial de dinamizar as economias locais. Em um Estado no qual o setor formal da economia é restrito, não se pode mais afirmar que falta capacidade de iniciativa nestas paragens. Suas histórias se passam em um verdadeiro "mar" de infraestrutura precária, necessidades de fomentar habilidades técnicas e de gestão, cegueira política, além dos velhos preconceitos quanto à capacidade econômica e política de mulheres de pouca renda e escolaridade. Tudo isso reforça a baixa auto-estima e a desconfiança, interna e externamente às comunidades de origem, reproduzindo, mas também revertendo, a velha invisibilidade.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-JZJIa1V7JsU/TcCEU9mtHaI/AAAAAAAAAEU/d-wH6ExwSA0/s1600/CARTAZ%252B-%252BGEPEM%252B-%252BOp%2525C3%2525A7%2525C3%2525A3o%252B3.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-JZJIa1V7JsU/TcCEU9mtHaI/AAAAAAAAAEU/d-wH6ExwSA0/s320/CARTAZ%252B-%252BGEPEM%252B-%252BOp%2525C3%2525A7%2525C3%2525A3o%252B3.jpg" width="225" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;h3 class="post-title entry-title" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: Verdana,sans-serif; font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: #274e13;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;h3 class="post-title entry-title"&gt;&lt;/h3&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6191214711696564593-4445663893172082023?l=sociologando-on-line.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/feeds/4445663893172082023/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/05/convite-simposio-democracia-feminismos.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/4445663893172082023'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/4445663893172082023'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/05/convite-simposio-democracia-feminismos.html' title='Convite Simpósio Democracia, Feminismos e Movimentos de Mulheres'/><author><name>Maria Cristina Maneschy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436887022617415865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_iYvnJHTFWdU/TNC6Uc2RItI/AAAAAAAAAAs/vjGHJtOu2Po/S220/Foto+criada+em+2010-11-02+%C3%A0s+22.02.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-JZJIa1V7JsU/TcCEU9mtHaI/AAAAAAAAAEU/d-wH6ExwSA0/s72-c/CARTAZ%252B-%252BGEPEM%252B-%252BOp%2525C3%2525A7%2525C3%2525A3o%252B3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6191214711696564593.post-3079574403065037577</id><published>2011-05-02T14:15:00.000-07:00</published><updated>2011-05-02T15:02:03.143-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='relações internacionais'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='televisão'/><title type='text'>Sabor de vingança</title><content type='html'>&lt;div style="color: #0b5394; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Os noticiários de hoje na TV sobre a&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; morte do "terrorista mais procurado" acompanharam-se de festejos &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;em cidades americanas.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; Um desavisado confundiria fácil as imagens com a alegria de uma vitória esportiva. De fora, não se pode entender completamente o que sente quem viveu de perto o 11 de setembro e sofreu diretamente as consequências. Mas, de todo modo, sabemos que essa morte é parte de uma sequência toda ela trágica.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #0b5394; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #0b5394; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Num mundo de marcada insegurança, especialmente insegurança de emprego, um júbilo nacional temporário parece revigorar a auto-estima e um sentido de confiança no futuro.&amp;nbsp; A política vai cada vez mais distante da economia, no sentido de que importa em primeiro lugar manter a máquina funcionando. Sacrifícios de ideais democráticos e de direitos são palatáveis diante da meta maior de manter&amp;nbsp; acesso privilegiado ao mercado, em contexto de locomotiva chinesa a grande vapor. Os discursos de defesa da democracia mal justificam intervenções bélicas do "ocidente" no "oriente", que parecem desastradas. Comemora-se, assim, uma vingança frágil, pois ela não aponta uma saída. É o contrário, a julgar pelas notícias que acompanham a principal: alertas de represálias, reverências a Bush, ocupações militares, Guantánamo...&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Por isso, um viva às comemorações do casamento real pela TV!&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6191214711696564593-3079574403065037577?l=sociologando-on-line.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/feeds/3079574403065037577/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/05/gostinho-da-vinganca.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/3079574403065037577'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/3079574403065037577'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/05/gostinho-da-vinganca.html' title='Sabor de vingança'/><author><name>Maria Cristina Maneschy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436887022617415865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_iYvnJHTFWdU/TNC6Uc2RItI/AAAAAAAAAAs/vjGHJtOu2Po/S220/Foto+criada+em+2010-11-02+%C3%A0s+22.02.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6191214711696564593.post-8171146736242964606</id><published>2011-05-01T04:39:00.000-07:00</published><updated>2011-05-01T04:39:40.638-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><title type='text'>Que dizer do amor?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #741b47; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Que dizer a alguém que inicia no mundo das relações amorosas, que experimenta a primeira rejeição com o término de um namoro? Alguma música fala que o amor é sempre risco, pois comporta a possibilidade do rompimento, da traição, enfim, do próprio fim. Mas fala também que o risco é compensado, de longe, pela intensidade dos momentos juntos, pelos sonhos e cumplicidades,&amp;nbsp;de curtir&amp;nbsp;paixão... A dura frase de Vinícius: "que não seja imortal posto que é chama, mas que seja infinito enquanto dure", é uma verdade que não serve de consolo nessa hora. Compreender que o balanço de ganhos e perdas pode ser positivo depende de tempo e de maturidade, vem muito depois.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #741b47; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Minha vontade é dizer o que parece então inatingível: que, em primeiro lugar, é preciso amar a si mesmo, condição para viver a plenitude da relação com outros, para viver um grande amor e para aguentar os trancos do caminho, com a convicção de que vale a pena. Que é preciso não jogar todas as cartas da própria felicidade e sentido de realização no outro, o que é válido tanto no amor quanto na convivência em geral. Não ser um peso, mas uma alegria, uma dádiva para outrem. E é impossível sem gostar de si. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #741b47; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Queria lhe convencer que a fossa termina, nada como o tempo para superar a fossa. E queria ter o poder de assegurar que o amor próprio balança mas não cai. &lt;/span&gt;&lt;span style="color: #741b47; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Também, dizer que uma história de amor enfrenta inúmeros desafios, tantas vezes escritos e cantados. No início da vida parecem improváveis, não se aplicam. Longínquos os desafios do tempo, a incidência dos valores culturais que associam prazer e beleza a juventude, alimentando as crises de "meia-idade". Preocupações da vida, família, trabalho, dinheiro etc.,&amp;nbsp;muitas vezes&amp;nbsp;vão colocar à prova um casamento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #741b47; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #741b47; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Um dos resultados do fim do primeiro namoro devia ser o de aprender a equilibrar o desejo de estar junto o tempo todo, de tudo compartilhar, com a necessidade de não se abandonar à relação. &lt;/span&gt;&lt;span style="color: #741b47; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Compreender que a solidez de uma parceria de amor depende da integridade dos parceiros como pessoas, de seu sentimento de autonomia, realização pessoal&amp;nbsp;e liberdade, ao mesmo tempo em que se submetem aos compromissos e inevitáveis "abrir mão" do auto-interesse em prol da união. Uma experiência complexa! E uma difícil competência! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #741b47; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Sei que&amp;nbsp;é&amp;nbsp;raro ter essa força num momento em que o que se quer é um colo, um carinho, um aconchego. Quando se precisa de um&amp;nbsp;afeto novo, mas&amp;nbsp;o maior desejo&amp;nbsp;é a volta do&amp;nbsp;amor perdido. Por isso, pode chorar. Mas, se puder,&amp;nbsp;não muito!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #741b47; font-family: Verdana;"&gt;Palavras de uma&amp;nbsp;amiga blogueira: Com o tempo, passa-se a entender que o amor da hora é sempre um primeiro amor, o maior, o mais importante e insuportavelmente insubstituível.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6191214711696564593-8171146736242964606?l=sociologando-on-line.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/feeds/8171146736242964606/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/05/que-dizer-do-amor.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/8171146736242964606'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/8171146736242964606'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/05/que-dizer-do-amor.html' title='Que dizer do amor?'/><author><name>Maria Cristina Maneschy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436887022617415865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_iYvnJHTFWdU/TNC6Uc2RItI/AAAAAAAAAAs/vjGHJtOu2Po/S220/Foto+criada+em+2010-11-02+%C3%A0s+22.02.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6191214711696564593.post-5928768116531027403</id><published>2011-04-30T10:56:00.000-07:00</published><updated>2011-04-30T18:52:13.595-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='educação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>Educação e domesticação</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #20124d; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Em uma reunião de pais de alunos das primeiras séries do ensino fundamental com a professora, em uma escola particular de prestígio na cidade, a mãe de um aluno "problema" em sala de aula saiu-se com uma fala que há muito não ouvia com tamanha clareza. Dizia ela que seu filho não seguia regras do tipo "agora é hora do recreio, agora é hora de fazer fila, agora é hora de ir escovar os dentes etc.", pois "meu filho não é domesticado e nem eu quero que ele seja". Logo me admirei com essa firme defesa da autonomia! Depois, pensei cá comigo&amp;nbsp; que essa mãe certamente fazia uma confusão entre seguir ordens e ser autônomo e criativo, entre obedecer e ser subalterno. Vieram-me à mente referências do tipo regras são controle e coerção mas, também, conhecimento, modos de convivência, capacitam a agir e a se relacionar com os outros... Mas, a convicção da mãe parecia muito arraigada. Aproximando-se a professora, a conversa tomou o rumo do problema comum das brigas entre alunos na escola. A mesma mãe então deixou claro não admitir que o filho fosse agredido verbal ou fisicamente por outro colega sem revidar na mesma moeda. Questionada por outras mães e pela professora, ela retrucou que no passado o filho agiu assim e que foi ele próprio chamado a atenção, em situações em que não tinha culpa. Daí a lição nova: "se apanhar, revide, não fique por baixo".&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #20124d; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #20124d; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Tem algo de selvagem, de rebaixamento humano na agressão, é claro. Mas, também, no reagir na mesma medida, mesmo que muitas vezes seja difícil não fazê-lo. A superioridade, a humanidade é, ao contrário, o auto-controle, que também é difícil. Assim, surpreende a clareza na expressão desse ideal de educação. Seu mérito é, sem dúvida, a ausência de hipocrisia. Lembrei-me do curso de direção defensiva que tive de fazer na renovação de carteira de habilitação. A tônica das aulas: &lt;b&gt;jamais&lt;/b&gt; &lt;strong&gt;revidar&lt;/strong&gt; farol alto pela frente ou por trás, buzinada, ultrapassagem perigosa, cortada, egoísmo em dar passagem, xingamentos etc. Uma tal "domesticação" dos motoristas bem que ajuda. Sobretudo, porque a cultura do não ficar por baixo ainda mora lá na quietude do lar e na paz da família.&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;span style="color: #20124d; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6191214711696564593-5928768116531027403?l=sociologando-on-line.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/feeds/5928768116531027403/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/04/educacao-e-domesticacao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/5928768116531027403'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/5928768116531027403'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/04/educacao-e-domesticacao.html' title='Educação e domesticação'/><author><name>Maria Cristina Maneschy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436887022617415865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_iYvnJHTFWdU/TNC6Uc2RItI/AAAAAAAAAAs/vjGHJtOu2Po/S220/Foto+criada+em+2010-11-02+%C3%A0s+22.02.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6191214711696564593.post-4965757223263132005</id><published>2011-04-26T16:07:00.000-07:00</published><updated>2011-04-26T17:32:41.977-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Amazônia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='economia'/><title type='text'>Economia e participação popular: dois desencontros</title><content type='html'>&lt;div style="color: #134f5c; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Veio a público hoje a denúncia de Raquel Rolnik, relatora especial da ONU para a Moradia  Adequada, de que autoridades de várias cidades que sediarão jogos da Copa, além das Olimpíadas de 2016 no Rio, estão desalojando e deslocando populações de maneira forçada, pagando indenizações insuficientes e sem preocupação com a realocação em condições dignas. A relatora fala em possíveis violações dos direitos humanos e lembra que a preocupação da entidade é que esses mega eventos deixem saldos positivos e promovam boas práticas de desenvolvimento. Segundo ela, falta transparência e os atingidos não têm voz. O roteiro é conhecido. Mas é bem interessante a atenção que esse programa internacional devota aos impactos sociais das obras. Geralmente, os holofotes apontam em primeiro lugar para as cifras e para os empregos gerados.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;Ao mesmo tempo,&amp;nbsp; em http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&amp;amp;cod=55793, aprende-se que um grupo de "acionistas críticos" participou da Assembleia Geral dos Acionistas da Vale, na sede da empresa no Rio de Janeiro, dia 19 de abril de 2011. Os autores são membros da "Rede Justiça nos Trilhos" e mencionam "outros aliados da coalizão internacional dos Atingidos pela Vale”. Segue um trecho do texto: &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #134f5c; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;style&gt; &lt;!-- /* Font Definitions */@font-face {font-family:"Times New Roman"; panose-1:0 2 2 6 3 5 4 5 2 3; mso-font-charset:0; mso-generic-font-family:auto; mso-font-pitch:variable; mso-font-signature:50331648 0 0 0 1 0;}@font-face {font-family:Verdana; panose-1:0 2 11 6 4 3 5 4 4 2; mso-font-charset:0; mso-generic-font-family:auto; mso-font-pitch:variable; mso-font-signature:50331648 0 0 0 1 0;} /* Style Definitions */p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal {mso-style-parent:""; margin:0cm; margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:12.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-ansi-language:PT-BR;}p {margin-right:0cm; mso-margin-top-alt:auto; mso-margin-bottom-alt:auto; margin-left:0cm; mso-pagination:widow-orphan; font-size:10.0pt; font-family:Times;}table.MsoNormalTable {mso-style-parent:""; font-size:10.0pt; font-family:"Times New Roman";}@page Section1 {size:612.0pt 792.0pt; margin:72.0pt 90.0pt 72.0pt 90.0pt; mso-header-margin:36.0pt; mso-footer-margin:36.0pt; mso-paper-source:0;}div.Section1 {page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;    &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;"A crítica das entidades em representação das comunidades e trabalhadores atingidos focou no argumento de que todo esse elevado crescimento financeiro da empresa [200% o salto do lucro do ano passado para o atual] é uma moeda de duas faces e se dá às custas do sofrimento de muitos. Para exemplificar suas colocações, o grupo apontou para uma ampla série de pontos delicados".&amp;nbsp; Alguns desses pontos delicados se referem, é claro, à Amazônia. Um deles: "o povoado de Piquiá de Baixo, vítima há vinte anos da poluição do sistema mineiro-siderúrgico do Programa Grande Carajás, é um símbolo (conhecido a nível nacional e internacional) dos impactos gerados pela Vale na região. Urge o compromisso sério da Vale, com os investimentos necessários, para a efetivação do reassentamento das 350 famílias desse povoado, primeira e mínima medida de proteção".&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;São dois exemplos de desencontro entre objetivos de desenvolvimento e populações&amp;nbsp; atingidas pelos efeitos adversos das intervenções, decididas e aplicadas a sua revelia. Nos dois casos elas não têm poder de barganha para usufruir, elas também, dos frutos do desenvolvimento. Portanto, desconsideradas como atores relevantes no processo. As reações - uma mobilização social e a cobrança vinda de uma organização internacional - podem levar a correções de rumos, o que é um avanço importante. A iniciativa dos "acionistas críticos" merece especial atenção. Eles cobram inovações na condução das assembléias de acionistas, de molde a favorecer a participação e a manifestação de críticas às linhas de atuação da empresa.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Os números da economia são o que a sociedade faz deles.&amp;nbsp; Não há imperialismo dos dados econômicos de per se,&amp;nbsp; embora não pareça.&amp;nbsp; Eles também respondem a valores culturais e a relações políticas. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6191214711696564593-4965757223263132005?l=sociologando-on-line.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/feeds/4965757223263132005/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/04/economia-e-participacao-popular-dois.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/4965757223263132005'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/4965757223263132005'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/04/economia-e-participacao-popular-dois.html' title='Economia e participação popular: dois desencontros'/><author><name>Maria Cristina Maneschy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436887022617415865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_iYvnJHTFWdU/TNC6Uc2RItI/AAAAAAAAAAs/vjGHJtOu2Po/S220/Foto+criada+em+2010-11-02+%C3%A0s+22.02.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6191214711696564593.post-5060153864718074763</id><published>2011-04-25T09:05:00.000-07:00</published><updated>2011-04-25T19:17:39.060-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Belém'/><title type='text'>Aqui se trabalha</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #4c1130; font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;O Jornal da TV Liberal de meio-dia de hoje mostrou durante uma cratera que se abriu no fim de semana na Estrada do Aurá, em Ananindeua, deixando sem acesso ao transporte público populações de vários conjuntos habitacionais. Os entrevistados reclamaram do que consideram a má qualidade da rodovia, que cedeu a uma chuva forte, mas aparentemente dentro das proporções normais das chuvas na Região Metropolitana de Belém. Apenas às onze horas da manhã de segunda-feira chegou uma equipe para iniciar a recuperação, mas o trabalho foi logo interrompido e, uma hora e meia depois, só um tratorista estava no local. Ao lado da cratera as imagens mostravam placas da Prefeitura, nas quais se lia em grandes letras: "Aqui se trabalha". No contexto, com a cratera ainda "intacta", esses dizeres seriam risíveis, não fossem os transtornos dos moradores que já alertavam para a situação durante a noite, quando o medo da violência aumenta. Pelo ritmo dos trabalhos...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6191214711696564593-5060153864718074763?l=sociologando-on-line.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/feeds/5060153864718074763/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/04/aqui-se-trabalha.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/5060153864718074763'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/5060153864718074763'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/04/aqui-se-trabalha.html' title='Aqui se trabalha'/><author><name>Maria Cristina Maneschy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436887022617415865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_iYvnJHTFWdU/TNC6Uc2RItI/AAAAAAAAAAs/vjGHJtOu2Po/S220/Foto+criada+em+2010-11-02+%C3%A0s+22.02.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6191214711696564593.post-6561080046120889485</id><published>2011-04-20T05:53:00.000-07:00</published><updated>2011-04-20T07:06:51.922-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Direitos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='trabalho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>Aposentadoria (2): desafios da transição</title><content type='html'>&lt;div style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Ainda sobre aposentadoria, que tratei na postagem anterior, uma outra questão relacionada é sobre o sentido do trabalho na nossa vida, sobretudo quando resulta de uma escolha profissional, em sequência à formação escolar. Acho que a experiência  da aposentadoria não é fácil quando aprendemos a vincular nossa  identidade em grande medida à profissão. E, também, quando temos no trabalho a  maior fonte de relacionamentos e de inserção na grande rede da  sociedade.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;É preciso lembrar também que a ciência e a industrialização trouxeram uma mudança radical no estatuto do saber,&amp;nbsp; bem descrito por Max Weber em uma passagem de &lt;i&gt;A ciência como vocação&lt;/i&gt;. Ele comenta as reflexões do escritor Leon Tolstoi sobre o sentido da vida de uma pessoa em um sociedade na qual há sempre mais e mais por conhecer e por produzir.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;"... a vida individual do homem civilizado, colocada dentro de um 'progresso' infinito, segundo seu próprio sentido imanente, jamais deveria chegar ao fim; pois há sempre um passo à frente do lugar onde estamos, na marcha do progresso. E nenhum homem que morre alcança o cume que está no infinito. Abraão, ou algum camponês do passado, morreu 'velho e saciado da vida', porque estava no ciclo orgânico da vida; porque a sua vida, em termos do seu significado e à véspera dos seus dias, lhe dera o que a vida tinha a oferecer; porque para ele não havia enigmas que pudesse querer resolver; e, portanto, poderia ter tido o 'bastante' da vida. O homem civilizado, colocado no meio do enriquecimento continuado da cultura pelas idéias, pode 'cansar-se da vida', mas não 'saciar-se' dela. Ele aprende apenas a minúscula parte do que a vida do espírito tem sempre de novo, e o que ele aprende é sempre algo provisório e não definitivo..." (Ensaios de Sociologia, p. 166)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Não concordo com propostas  sobre  reformulação dos direitos sociais, aumento de idade de  aposentadoria e  outros temas relativos a redução de gastos em  encargos sociais, que contribuiriam para   reduzir o nível de emprego. Para muitos, parar de trabalhar é "começar a  viver".  Mas a transição produtiva é um grande desafio. É preciso reaprender formas de sociabilidade esquecidas, viver os momentos pelo que eles valem, reconhecer a graça de viver o tempo presente,&amp;nbsp; depois de tantos anos de ênfase na disciplina e nas virtudes de sacrificar o hoje em prol do amanhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, às vezes coincide o tempo de se aposentar com o fim do casamento, com a saída dos filhos de casa. Outras vezes são problemas de saúde que se apresentam nessa fase. Apoio psicológico, inclusive profissional, é uma enorme ajuda. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Tenho amigos e colegas de trabalho formalmente aposentados e produtivíssimos. Dentre estes, uma "diarista" blogueira. São pessoas alegres e, especialmente, gostam do que fazem, sentem o que fazem como importante para outros, compartilham um certo sentimento de missão em seu trabalho e estão cheios de projetos e empolgação. Muito bacana!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6191214711696564593-6561080046120889485?l=sociologando-on-line.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/feeds/6561080046120889485/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/04/aposentadoria-desafios-da-transicao.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/6561080046120889485'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/6561080046120889485'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/04/aposentadoria-desafios-da-transicao.html' title='Aposentadoria (2): desafios da transição'/><author><name>Maria Cristina Maneschy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436887022617415865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_iYvnJHTFWdU/TNC6Uc2RItI/AAAAAAAAAAs/vjGHJtOu2Po/S220/Foto+criada+em+2010-11-02+%C3%A0s+22.02.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6191214711696564593.post-5701378046709993175</id><published>2011-04-20T03:51:00.000-07:00</published><updated>2011-04-20T06:00:46.518-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Direitos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='trabalho'/><title type='text'>Aposentadoria: conquista e direitos</title><content type='html'>&lt;div style="color: #274e13; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Três blogs que eu sigo, por coincidência na semana passada trataram de temas ligados à passagem do tempo: idade (envelhecer) e aposentadoria. São processos que se associam ora a aspectos positivos - amadurecimento e sabedoria sobretudo - ora a aspectos negativos - da perda de vigor à inatividade. De uma perspectiva jurídica e sociológica, a aposentadoria é parte das conquistas sociais da cidadania, instituída como direito apenas no século XX e de modo algum generalizada no planeta. Nos debates que se travaram sobre os direitos sociais em diversos países ao final do XIX, quando da segunda revolução industrial na Europa, reconhecia-se progressivamente a sociedade como um grande coletivo, orgânico, cujas partes diferenciadas cumpriam funções indispensáveis para o todo, especialmente as funções no campo da economia. Funções merecedoras, portanto, das proteções para aqueles que enfrentavam os riscos ligados ao seu exercício. Os debates políticos, as mobilizações de trabalhadores, os movimentos sindicais e socialistas e as lutas sociais em muitos contextos... todos colaboraram para que se concebesse a proteção social como encargo da sociedade, administrado primordialmente pelos Estados nacionais com uma parcela da riqueza social retirada do mercado. Como mostrou Robert Castel em seu livro As metamorfoses da questão social, o que até então tinha sido atributo da propriedade - ter um patrimônio era o principal seguro de vida - passava para a esfera da sociedade, na forma de benefícios previdenciários acessíveis aos não proprietários.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #274e13; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #274e13; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;A economia industrial, baseada na compra e venda de trabalho e na liberdade dos demais fatores da produção, isto é, terra, natureza e capital físico e social, não podia prescindir de alguma segurança para os trabalhadores, como meio de estabilizar a própria economia, que se urbanizava em escala crescente e tanto demandava quanto gerava enormes contingentes de mão de obra para recrutar. Assim, as primeiras categorias a receberem o benefício da aposentadoria geralmente eram aquelas ligadas a setores de importância estratégica no contexto tecnológico de então, a exemplo dos mineiros e dos trabalhadores do setor de transporte, notadamente ferroviário e portuário, ligados ao comércio exportador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, trata-se, antes de tudo, uma história de conquista e de integração dos operários à sociedade na condição de cidadãos, na mesma sociedade dos "patrões" - alvo, portanto, do reconhecimento dos demais, embora ainda nos patamares mais baixos de prestígio social. Daí para a frente restavam a travar as lutas pela definição das idades para aposentadoria e dos montantes de remuneração adequados. E, tanto no nível coletivo como individual, alcançar condições favoráveis para entrar na categoria de aposentado, hoje embelezada pela expressão "melhor idade". Para a maioria, ela traz mesmo é uma redução de renda, o que é complicado quando se inicia uma fase de mais visitas ao médico e à farmácia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Direito inquestionável, objeto de vivas polêmicas de categorias profissionais que se batem para reduzir a idade mínima e para diminuir as exigências burocráticas de acesso, a exemplo dos pescadores e trabalhadores rurais no Brasil, a aposentadoria é uma experiência forte. É como uma nova vida, que requer uma nova identidade. Para quem vive o trabalho como fardo, para quem "perde a vida ao ganhá-la", vem acompanhada de um sentido e liberdade, um verdadeiro começo de vida. Para donas de casa, assim como para trabalhadores rurais, é muitas vezes o começo de uma renda segura. Estudos realizados no Pará, pelo IPEA, elucidam o quanto as aposentadorias rurais contribuem para a economia de muitos municípios. Daí o perigo de se perder de vista a trajetória de conquista desse direito social ligado ao reconhecimento da dignidade fundamental do trabalhador. Pressões de mercado fazem com que vozes se levantem contestando os direitos como supérfluos, um peso para os números da economia. A história da instituição aposentadoria é um exemplo de que a economia é uma construção social. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6191214711696564593-5701378046709993175?l=sociologando-on-line.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/feeds/5701378046709993175/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/04/aposentadoria-conquista-e-direitos-1.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/5701378046709993175'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/5701378046709993175'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/04/aposentadoria-conquista-e-direitos-1.html' title='Aposentadoria: conquista e direitos'/><author><name>Maria Cristina Maneschy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436887022617415865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_iYvnJHTFWdU/TNC6Uc2RItI/AAAAAAAAAAs/vjGHJtOu2Po/S220/Foto+criada+em+2010-11-02+%C3%A0s+22.02.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6191214711696564593.post-3949269781919731443</id><published>2011-04-10T13:49:00.000-07:00</published><updated>2011-04-10T15:22:02.823-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='preconceito'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='desigualdade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Belém'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>Discriminações na noite em Belém</title><content type='html'>&lt;div style="color: purple; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Pela filha de uma colega de trabalho, soube hoje de uma prática comum em uma boite de Belém. Não sei se o mesmo se dá em outras do gênero, pois meu conhecimento da vida noturna na cidade é limitado. É uma boite considerada hoje um &lt;i&gt;point&lt;/i&gt; de jovens da elite. A casa anuncia, como muitas outras na cidade, que as mulheres, se entrarem até uma certa hora não pagam. Já vi propaganda estendendo esse mimo a estudantes. Esse tipo de "discriminação positiva" é antigo e, na gozação, costuma-se falar que "mulher e cachorro não pagam".&amp;nbsp;Até aí, tudo muito conhecido, herança de tempos em que as mulheres não tinham acesso ao dinheiro, mantida na atualidade por interesse de mercado. E, é claro, uma proteção bem aceita pelas beneficiárias, sobretudo em uma fase da vida em que geralmente a grana é curta, depende de mesadas ou da boa vontade dos pais em pagar a conta da balada.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: purple; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: purple; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Contudo, a dita boite inovou na proteção extra e, a meu ver, escorregou para uma discriminação. Para o ingresso gratuito das jovens até a hora determinada, há uma organização prévia, na forma de uma lista na internet, onde a interessada pode colocar seu nome de modo a facilitar a identificação na porta. Vale ressaltar que, caso ela não queira enfrentar a fila e correr o risco de esgotarem os lugares gratuitos, é sempre possível comprar ingresso, como fazem os frequentadores homens. Caso queira o benefício, a lista é recomendável. Mas, como a procura é grande, forma-se longa fila na porta, que permanece grande mesmo depois da hora limite para a gratuidade das moças. Aí, então, é que mora o perigo. Um grupo de rapazes bem vestidos seleciona na fila as moças consideradas "bonitas" e as convida a entrar por uma porta reservada, longe das vistas do público que se espreme do lado de fora. Imagino a sensação das não escolhidas, bem vestidas, maquiadas, animadas... ao serem preteridas por tal critério. Não é racial, não é de gênero, não é étnico. É pelo velho critério da "boa aparência" que costumava estampar tantos anúncios de emprego. Tudo muito sutil, discreto, segundo minha fonte.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: purple; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: purple; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Talvez por inexperiência na noite belenense, a prática me deixou estupefata. Mais ainda por constatar que isso não incomoda tanto aos jovens clientes que vão gastar seu dinheiro em uma casa que, ao agir assim, não os respeita como pessoas. Discriminando a uns, atinge a todos pois cria um critério de separação totalmente arbitrário. Já não bastam as muitas seleções prévias na sociedade para que se possa chegar até ali, pagando ou se beneficiando da gratuidade oferecida. O critério de escolha das bonitas é pessoal, dependendo do "olho" dos funcionários que discretamente fazem seu trabalho. Um pouco de burocracia, com suas regras formais e impessoais seria um avanço, pois igualaria as oportunidades e faria valer o anunciado: até a meia noite, mulheres não pagam. Chegando-se depois, vale a outra regra, a do pagamento.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: purple; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: purple; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Por que um grupo de pessoas sensíveis não aciona judicialmente a casa por discriminação? Talvez o prestígio, a qualidade dos shows e, portanto, o privilégio de estar entre os eleitos encobre o senso crítico. Seus frequentadores aceitam as regras do jogo pois concordam quanto ao valor do que procuram. A reação teria de vir de fora, como acontece quando vizinhos interpelam casas noturnas por poluição sonora. Ainda bem que a noite de Belém tem outros charmes! &lt;/div&gt;&lt;div style="color: purple; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6191214711696564593-3949269781919731443?l=sociologando-on-line.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/feeds/3949269781919731443/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/04/discriminacoes-na-noite-em-belem.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/3949269781919731443'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/3949269781919731443'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/04/discriminacoes-na-noite-em-belem.html' title='Discriminações na noite em Belém'/><author><name>Maria Cristina Maneschy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436887022617415865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_iYvnJHTFWdU/TNC6Uc2RItI/AAAAAAAAAAs/vjGHJtOu2Po/S220/Foto+criada+em+2010-11-02+%C3%A0s+22.02.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6191214711696564593.post-1258972908231860528</id><published>2011-04-08T08:03:00.000-07:00</published><updated>2011-04-08T08:18:50.406-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='homenagem'/><title type='text'>Sobre o aniversário do meu pai</title><content type='html'>&lt;style&gt;@font-face {  font-family: "Times New Roman";}@font-face {  font-family: "Chalkboard";}p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal { margin: 0cm 0cm 0.0001pt; font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; }table.MsoNormalTable { font-size: 10pt; font-family: "Times New Roman"; }div.Section1 { page: Section1; }&lt;/style&gt;    &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Embora eu tenha pensado este blog para reflexões sociais e políticas, para discutir temas atuais, não consigo resistir de falar do aniversário do meu pai, Dezinho, que chega agora (5 de abril), à felicidade de completar 80 anos. Tive a incumbência de selecionar algumas imagens de sua vida, para compor um slide show (agora moda nas festas). É uma tarefa difícil, sempre há o receio de deixar alguém de fora, ou de retratar mais a uns que a outros, de não ser justa na escolha. Meu consolo é que a seleção é sempre pessoal, reflete o olhar de quem faz, inevitavelmente parcial. E, assim, espero ser perdoada por minhas&amp;nbsp; eventuais lacunas e preferências. Teria sido melhor ter contado com outros parceiros nessa montagem, especialmente com meus dois irmãos, mas isso não foi possível devido aos&amp;nbsp; nossos (meus) "eternos" problemas de tempo, de agendas, etc. O meu mano mais velho mora no Rio e esteve dias atrás em Belém para a missa. Contudo, tive também uma mãozinha salvadora da minha filha.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: blue; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Chalkboard;"&gt;&lt;span style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Não é fácil escolher passagens de uma vida para apresentar em&amp;nbsp; minutos de uma festa. Mas o "critério" que orientou a seleção foi dado por uma característica própria do entrevistado. Da vida do Dezinho, como marido, pai, avô, tio, amigo, ressalta que ele soube ser uma pessoa cordial no sentido positivo do termo, uma pessoa alegre e, sobretudo, capaz de tecer muitos laços de amizade e de simpatia. Não me lembro jamais de tê-lo ouvido falar mal e alguém, ou nutrir maus sentimentos. Os problemas, as brigas que sempre há, não parecem ter deixado marcas ou mágoas continuadas. É, como se diz, uma pessoa da paz. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;É claro que, conforme os próprios ciclos da vida, os contatos com os membros da grande rede que ele foi tecendo se reduziram em freqüência, por vezes em intensidade, de modo que se tornaram mais constantes com os que lhe são mais próximos. Mas suas características pessoais permanecem, por certo, no coração e na lembrança daqueles com quem ele conviveu e convive, com quem compartilhou momentos de alegria e tristeza, dividiu tempos de criação e de construção no trabalho, tempos gostosos de lazer – quando ele usava um adjetivo para as coisas boas - dizia que era “sexual!”. Aos 80, seu senso de humor permanece fino e certeiro, para alegrar quem está a sua volta. &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Por isso, então, a seleção de imagens procurou registrar essa sua capacidade de criar uma rede de pessoas queridas, um privilégio! E, também, dar um especial relevo às memórias de esportista, jogador do Bancrévea, que chegou a projetar o basquete paraense no cenário nacional naqueles finais dos anos 1940. Quando, conforme palavras do próprio homenageado, ele era pivô do time com 1 metro e 70 de altura! Só sendo muito bom mesmo. &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Chalkboard;"&gt;&lt;b style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Por isso, finalmente, este momento é também uma oportunidade de agradecer a Deus por essa verdadeira graça de comemorar os 80 anos de meu pai. Essa celebração é um privilégio, reconheço. Num certo sentido, celebrar a vida, nestes tempos complicados, deve ser também uma obrigação.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-bRRew2NJv3U/TZ8nOqg4jTI/AAAAAAAAAEQ/E-jwPAm0SP4/s1600/OgAAALvcNuKpp5ztlXt3prQnnarpzeR-HRg3ej0w_pRqv8qpLrHxoE4Sztd93NjQz2_ADOa1ZKY1qYaq_av03rREEW8Am1T1UEWJZDq0o7w977EC9DByDZPvql0p.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-bRRew2NJv3U/TZ8nOqg4jTI/AAAAAAAAAEQ/E-jwPAm0SP4/s320/OgAAALvcNuKpp5ztlXt3prQnnarpzeR-HRg3ej0w_pRqv8qpLrHxoE4Sztd93NjQz2_ADOa1ZKY1qYaq_av03rREEW8Am1T1UEWJZDq0o7w977EC9DByDZPvql0p.jpg" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-iXU9Y1CY9vE/TZ8mbceZvVI/AAAAAAAAAEM/4Bj6uBKk1RM/s1600/dezinho.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-iXU9Y1CY9vE/TZ8mbceZvVI/AAAAAAAAAEM/4Bj6uBKk1RM/s320/dezinho.jpg" width="152" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-QSt8DwVSS1w/TZ8mYJMLzyI/AAAAAAAAAEI/2i0gezfN7xQ/s1600/Digitalizar002.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-QSt8DwVSS1w/TZ8mYJMLzyI/AAAAAAAAAEI/2i0gezfN7xQ/s320/Digitalizar002.JPG" width="236" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Chalkboard;"&gt;&lt;b style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Chalkboard;"&gt;&lt;b style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span id="goog_905916810"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id="goog_905916811"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6191214711696564593-1258972908231860528?l=sociologando-on-line.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/feeds/1258972908231860528/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/04/palavras-ao-meu-pai.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/1258972908231860528'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/1258972908231860528'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/04/palavras-ao-meu-pai.html' title='Sobre o aniversário do meu pai'/><author><name>Maria Cristina Maneschy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436887022617415865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_iYvnJHTFWdU/TNC6Uc2RItI/AAAAAAAAAAs/vjGHJtOu2Po/S220/Foto+criada+em+2010-11-02+%C3%A0s+22.02.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-bRRew2NJv3U/TZ8nOqg4jTI/AAAAAAAAAEQ/E-jwPAm0SP4/s72-c/OgAAALvcNuKpp5ztlXt3prQnnarpzeR-HRg3ej0w_pRqv8qpLrHxoE4Sztd93NjQz2_ADOa1ZKY1qYaq_av03rREEW8Am1T1UEWJZDq0o7w977EC9DByDZPvql0p.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6191214711696564593.post-1279219243365216683</id><published>2011-04-06T18:26:00.000-07:00</published><updated>2011-04-07T06:30:21.597-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='preconceito'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Direitos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>Sobre 31 de março</title><content type='html'>&lt;div style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Faço esta postagem inspirada por blogueiros que fizeram análises certeiras no dia certo (blogdoflavionassar.blogspot.com e yudicerandol.blogspot.com, por exemplo&lt;i&gt;) &lt;/i&gt;sobre o "estranho&lt;i&gt;" &lt;/i&gt;convite de militares para cerimônia do 47º aniversário da "revolução democrática" - o 31 de março. Há, também, a matéria de capa da revista Carta Capital esta semana, intitulada O Fantasma Fardado, questionando a atitude de militares em 2011. Por isso, é oportuno lembrar a história da brava Zuzu Angel que perdeu um filho assassinado em prisão nas dependências do Exército, em 1971.&amp;nbsp; Sua história foi retratada no filme de Sérgio Rezende. Lembro-me de uma passagem em que ela conversava com um militar no quartel onde procurava notícias do filho. Seu argumento baseava-se na civilização que os mesmos governantes diziam defender. Dizia mais ou menos assim: &lt;i&gt;admitamos que meu filho fez algo errado; ele merece um julgamento normal, ter sua prisão decretada e conhecida, eu poderia vir trazer uma maçã para ele.&lt;/i&gt; Apontava inutilmente, para um oficial, a ilegalidade do regime que apregoava defender uma missão. A música que Chico Buarque fez quando de sua morte captou, antes de tudo, o sentimento da mãe à procura infinda:&amp;nbsp; &amp;nbsp; &lt;i&gt;Quem é essa mulher Que canta sempre esse lamento Só queria lembrar o tormento Que fez o meu filho suspirar (...) Só queria agasalhar meu anjo E deixar seu corpo descansar.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Aniquilar fisicamente opositores incômodos é prática antiquíssima, mas tende a ser contida com a emergência das democracias baseadas em direitos, notadamente em direitos humanos. Uma característica de regimes&amp;nbsp; ditatoriais é, precisamente, lançar mão desse recurso como política estatal e paraestatal, mesmo que oficialmente haja leis contrárias. &lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Outra característica de regimes ditatoriais é arvorarem-se em defensores da moral e dos bons costumes e, portanto, reprimirem fortemente os "desvios" culturais. Isso não ocorre mais no Brasil que envereda pelo caminho do reconhecimento multicultural e étnico.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Não obstante, em 1 de abril deste mesmo ano, em Minas Gerais, membros de torcida manifestaram preconceito&amp;nbsp; contra um jogador de vôlei assumidamente homossexual. As cenas da partida na TV, quando se ouvem os gritos contra o jogador, ilustram um sentimento primitivo animando uma massa de espectadores.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;No Brasil de hoje, espantam as manifestações de apreço a um regime de exceção, assim como espanta uma reação coletiva de puro preconceito. Parecem anacronismos, mas pelo visto não são.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #134f5c; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6191214711696564593-1279219243365216683?l=sociologando-on-line.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/feeds/1279219243365216683/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/04/sobre-31-de-marco.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/1279219243365216683'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/1279219243365216683'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/04/sobre-31-de-marco.html' title='Sobre 31 de março'/><author><name>Maria Cristina Maneschy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436887022617415865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_iYvnJHTFWdU/TNC6Uc2RItI/AAAAAAAAAAs/vjGHJtOu2Po/S220/Foto+criada+em+2010-11-02+%C3%A0s+22.02.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6191214711696564593.post-7348869004609902991</id><published>2011-03-30T03:44:00.000-07:00</published><updated>2011-03-30T11:24:07.508-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>Portos seguros</title><content type='html'>&lt;div style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Recebi, nestes dias, dois convites de comemoração de aniversário de casamento: um de vinte e cinco anos e outro de cinquenta. O convite do primeiro tem um bela e expressiva apresentação. A capa traz uma fotografia dos noivos no dia do casamento, super espontânea e, no interior, a foto do casal e dos três filhos. O segundo, de minha parceira de trabalho e de diversas realizações, Luzia Álvares,&amp;nbsp; feminista com reconhecida produção acadêmica nessa temática e coordenadora do Grupo de Estudos Eneida de Moraes sobre Mulher e Relações de Gênero, na Universidade Federal do Pará. Pois bem, o convite traz uma foto do jovem casal em Mosqueiro, Pedro e ela, numa composição que parece artística: os dois em um barco pesqueiro na praia. Dentre os dizeres, metáforas que exprimem uma bela trajetória de vida, privilegiada.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Nesta viagem que começamos juntos há cinquenta anos, passamos por mares revoltos e espelhos d'água. Em muitos dias o sol brilhou para nós, mas também tivemos a chuva para matar a sede. O pequeno barco em que nós começamos transformou-se em um transatlântico para acolher as filhas, genros e netos (...) Temos sempre um ao outro como um porto seguro.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;A instituição casamento, quase universal nas culturas, tem passado por muitas mudanças, expressando as mudanças sociais e culturais. De negócio familiar a expressão do amor romântico, envolveu e envolve muitas definições e redefinições dos papéis dos cônjuges. É o caso, por exemplo, o casamento entre pessoas do mesmo sexo, hoje na pauta política. Nada mais é comparável à condição da esposa na Casa Grande, cujo tipo ideal foi tão bem retratado por Gilberto Freire, autor que prestou atenção àquelas "figurantes" da economia colonial, sem lugar além de terem sido meio de união entre famílias, clãs e bens.&amp;nbsp; O tipo ideal não faz referência, é claro, às exceções, aos casos de mulheres que assumiram com mão firme os negócios da família na ausência do patriarca.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Sem as amarras tradicionais que mantinham o contrato de casamento à força, quando a convivência perdera o significado, instituído o divórcio legal, a instituição tornou-se muito mais frágil e exige mais atenção sobre a qualidade dos laços, a serem vividos porque valem a pena, não por hábito, acomodação ou, pior que tudo, por obrigação. Dentre as muitas ameaças, uma perigosíssima a minar uma relação é a incorporação da rotina que extirpa da relação aquele caráter especial que lhe é próprio, o que os casais acima referidos parecem saber manter.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6191214711696564593-7348869004609902991?l=sociologando-on-line.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/feeds/7348869004609902991/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/03/portos-seguros.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/7348869004609902991'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/7348869004609902991'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/03/portos-seguros.html' title='Portos seguros'/><author><name>Maria Cristina Maneschy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436887022617415865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_iYvnJHTFWdU/TNC6Uc2RItI/AAAAAAAAAAs/vjGHJtOu2Po/S220/Foto+criada+em+2010-11-02+%C3%A0s+22.02.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6191214711696564593.post-451576996441756601</id><published>2011-03-28T15:11:00.000-07:00</published><updated>2011-03-29T12:57:35.282-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='desigualdade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Belém'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>Conselhos policiais 2</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #073763; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Ainda a propósito dos conselhos de segurança para motoristas em Belém. Eles de certo modo espelham nossa estranheza coletiva, que leva quem pode a se esconder, a se camuflar por detrás dos vidros escurecidos dos automóveis particulares. Essa atitude social, essa sociabilidade ao avesso, é também decorrente do modo como ocupamos essa porção do espaço urbano que são as vias de trânsito, com muitos veículos conduzindo poucos e transportes coletivos&amp;nbsp; conduzindo muitos com margens de segurança perigosamente baixas. Cotejando-se matematicamente a relação superfície ocupada pelo veículo e número de passageiros que conduz, vê-se que nesses espaços públicos as desigualdades são de monta e a democracia no seu usufruto passa longe. Como se sabe, essa contabilidade espacial também explica a naturalidade que se materializa na forma de conselhos emitidos pela autoridade pública para os cidadãos se protegerem da violência. Eles têm seus correlatos nas recomendações sobre horários para sair, cuidado com bolsas, bolsos etc... São como conselhos para a guerra. Mas cujos combatentes inimigos são moradores da mesma cidade. Nestes tempos de paz civil, é muito difícil&amp;nbsp; admitir que tais conselhos já são parte da cultura urbana.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6191214711696564593-451576996441756601?l=sociologando-on-line.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/feeds/451576996441756601/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/03/conselhos-policiais-2.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/451576996441756601'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/451576996441756601'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/03/conselhos-policiais-2.html' title='Conselhos policiais 2'/><author><name>Maria Cristina Maneschy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436887022617415865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_iYvnJHTFWdU/TNC6Uc2RItI/AAAAAAAAAAs/vjGHJtOu2Po/S220/Foto+criada+em+2010-11-02+%C3%A0s+22.02.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6191214711696564593.post-8804138622241545633</id><published>2011-03-25T21:04:00.000-07:00</published><updated>2011-03-25T21:04:36.318-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='liberdade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='desigualdade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Belém'/><title type='text'>Conselhos policiais</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Com um misto de surpresa e de tristeza ouvi há cerca de dois dias no noticiário televisivo em Belém, um conselho dado por uma autoridade policial referente aos cuidados que se deve tomar ao dirigir na cidade, tendo em vista evitar os assaltos e os sequestros de motoristas, os quais costumam ocorrer, segundo as estatísticas, entre 6 e 10 da noite e atingirem mais frequentemente motoristas mulheres que&amp;nbsp; homens. Dentre os conselhos de segurança, além do conhecido "não deixar a janela aberta" - fechar-se para o mundo ao redor, contribuir para o aquecimento global com o uso suplementar de combustível para manter o ar condicionado, ampliar o fosso de comunicação entre os incluídos e os "outsiders", dentre os quais jovens malabaristas, pedintes, vendedores diversos... - houve também a recomendação do uso de películas nos vidros. As películas, que frequentemente são mais escuras do que o limite legal permitido, passam a ser consideradas itens de segurança, ao mesmo tempo em que, por outro lado, reduzem a visibilidade do motorista, retiram do pedestre indicações preciosas sobre a direção para a qual o motorista está olhando, com a qual comumente baliza uma decisão de atravessar a rua ou esperar. É claro que as razões dos conselhos são mais do que compreensíveis, muito embora não deixe de ser estranha a concordância oficial com um tipo de atitude que, embora proteja o condutor e os passageiros, como é o caso do uso da película, também acarreta insegurança sob outros pontos de vista. Enfim, trata-se de se resignar com uma&amp;nbsp; postura que traz um quê a mais de barbárie nas nossas ruas cotidianas, de causas complexas mas identificáveis. Nossa tolerância é grande com a estranheza coletiva do dia a dia!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6191214711696564593-8804138622241545633?l=sociologando-on-line.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/feeds/8804138622241545633/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/03/conselhos-policiais.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/8804138622241545633'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/8804138622241545633'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/03/conselhos-policiais.html' title='Conselhos policiais'/><author><name>Maria Cristina Maneschy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436887022617415865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_iYvnJHTFWdU/TNC6Uc2RItI/AAAAAAAAAAs/vjGHJtOu2Po/S220/Foto+criada+em+2010-11-02+%C3%A0s+22.02.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6191214711696564593.post-6568909108438241691</id><published>2011-03-15T10:25:00.000-07:00</published><updated>2011-03-16T15:41:04.121-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='meio ambiente'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>ESSES GRANDES EVENTOS DA NATUREZA</title><content type='html'>&lt;div style="color: #741b47; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Nos últimos tempos somos confrontados com muita frequência a eventos naturais de enormes proporções, com a dolorosa marca de tirar rapidamente milhares de vidas humanas. Só nos últimos dias, os terremotos na Nova Zelândia e no&amp;nbsp; Japão, cujos sistemas de prevenção e de treinamento da população são celebrados mundo afora, com justa razão; mas a força das águas deixou pouca margem de manobra na zona de influência, de modo que os&amp;nbsp; alarmes não foram eficazes. Sem eles, pior teriam sido os resultados.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #741b47; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #741b47; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Esses fenômenos suscitam questionamento e reflexões em vários sentidos. Desde logo, sobre a vulnerabilidade da vida e a instabilidade do praticamente único ambiente até agora conhecido que a tornou possível, a Terra. Ela reúne condições de relativa estabilidade a ponto de possibilitar as reações químicas que engendraram a vida em sua exuberância terrestre. São tênues essas condições, como se vê, e a Terra tem um caráter especialíssimo entre seus pares. &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="color: #741b47; font-family: Verdana,sans-serif; margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="https://lh4.googleusercontent.com/-ks6VmqQCPE8/TX7JxCGBG5I/AAAAAAAAAEA/oQj1fwuVbl8/s1600/sistemasolar1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="110" src="https://lh4.googleusercontent.com/-ks6VmqQCPE8/TX7JxCGBG5I/AAAAAAAAAEA/oQj1fwuVbl8/s200/sistemasolar1.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;http://cafecomciencia.wordpress.com/2009/06&lt;b&gt;/&lt;/b&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="color: #741b47; float: right; font-family: Verdana,sans-serif; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="https://lh5.googleusercontent.com/-54faOee-iH4/TX7Le-kbWII/AAAAAAAAAEE/xtvxhoRVeMg/s1600/terra1.gif" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="183" src="https://lh5.googleusercontent.com/-54faOee-iH4/TX7Le-kbWII/AAAAAAAAAEE/xtvxhoRVeMg/s200/terra1.gif" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;http://www.cepa.if.usp.br/energia/&lt;br /&gt;energia1999/Grupo4B/Eneralte/Terra.htm&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="color: #741b47; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #741b47; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;As placas tectônicas estão a lembrar a&amp;nbsp;&amp;nbsp; história geológica dentro da qual se inscreve nossa história  humana, em uma porção ínfima face ao diâmetro do globo.&amp;nbsp; Sempre é admirável o que se construiu nesse espaço que parece um "detalhe" no conjunto das proporções planetárias e galácticas.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #741b47; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #741b47; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;Uma parte notável dessa história diz respeito ao conhecimento sobre o meio natural. A confiança no saber e na&amp;nbsp; autonomia e capacidade construtiva dos homens e das mulheres, com a ciência e a tecnologia,&amp;nbsp; marcou o que se chamou de modernidade. Visivelmente, chegou-se a níveis de conhecimento e de avanço tecnológico sem precedentes. O saber é cumulativo. Mesmo quando mudanças revolucionárias ocorrem, novos paradigmas teóricos, há sempre a &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;inevitável &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;contribuição&amp;nbsp; das gerações&amp;nbsp; passadas, séculos de trabalho e inventividade, a exemplo das construções japonesas que, desde tempos medievais, são estruturadas com determinado grau de mobilidade de modo a resistir a terremotos.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;Diversos analistas têm criticado a falta de limites nas obras humanas, em desacordo com os conhecimentos ambientais de que se dispõe. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;Não há responsabilidade social&amp;nbsp; sobre terremotos, tal como pode haver sobre o aquecimento global. Mas, é&amp;nbsp; evidente o&amp;nbsp; pouco cuidado na gestão da  ocupação e dos usos ambientais. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;São as ocupações&amp;nbsp; em encostas, empreendimentos&amp;nbsp; em áreas de riscos, mangues e matas ciliares derrubados, pesca predatória etc. Assim, é igualmente notável que tudo o que se sabe hoje sobre o meio ambiente, inclusive o que se sabe sobre a ignorância&amp;nbsp; humana frente à complexidade do "mundo natural", enfim, esse crescente conhecimento não se acompanha de maior capacidade adaptativa às coerções do meio.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;E nesse sentido, vale a pena lembrar algumas abordagens críticas sobre a modernidade que acentuaram seu caráter paradoxal. De um lado, a liberdade propiciada pela razão e pelo trabalho e, de outro, a prisão às formas e padrões construídos, autonomia e heteronomia caminhando juntas na história. Os filósofos Adorno e Horkheimer, no Texto Dialética do Esclarecimento, argumentaram sobre o que movia a busca do conhecimento&amp;nbsp; na sociedade capitalista: &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;O que os homens querem aprender da natureza é como aplicá-la para dominar completamente sobre ela e sobre os homens&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;. &lt;b&gt;Assim, concluíram: &lt;i&gt;De meio de emancipação humana, pela capacidade de saber, de razão, ele gerou seu contrário, a sujeição humana a forças impessoais. Não mais a forças sobrenaturais, da superstição ou da tradição, mas a forças sociais...&lt;/i&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Os eventos levam a repensar a segurança dos bens e a relativizar as representações culturais e teóricas sobre a vida social globalizada. A economia virtual ligada em redes, como bem discerniu Manuel Castells no livro A Sociedade em Rede, depende sempre de uma base física e pessoal. Diante da visão dos equipamentos e bens destroçados e dos problemas da energia, as notícias sobre os índices Nikkei e as cotações de mercado da Nissan e da Toyota, parecem referir-se a outro mundo. As contas&amp;nbsp; relacionadas se fazem para trás, os prejuízos exponenciam. As diferenças sociais violentamente anuladas nas filas para obter alimento - exceto pelas porções desiguais de comida servidas a homens e mulheres, segundo os noticiários - dizem algo sobre nossos pressupostos, crenças e valores.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Neste momento, dá vontade de fazer a pergunta ingênua: se a vida é tão fugidia, uma vez perdida não tem volta, por que matamos tanto? E por que negamos a tantos, os meios de viver a vida em plenitude?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #0b5394; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #0b5394; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;style&gt;@font-face {  font-family: "Times New Roman";}p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal { margin: 0cm 0cm 0.0001pt; font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; }table.MsoNormalTable { font-size: 10pt; font-family: "Times New Roman"; }div.Section1 { page: Section1; }&lt;/style&gt;    &lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&lt;span style="color: #660000;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6191214711696564593-6568909108438241691?l=sociologando-on-line.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/feeds/6568909108438241691/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/03/esses-grandes-eventos-da-natureza.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/6568909108438241691'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/6568909108438241691'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/03/esses-grandes-eventos-da-natureza.html' title='ESSES GRANDES EVENTOS DA NATUREZA'/><author><name>Maria Cristina Maneschy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436887022617415865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_iYvnJHTFWdU/TNC6Uc2RItI/AAAAAAAAAAs/vjGHJtOu2Po/S220/Foto+criada+em+2010-11-02+%C3%A0s+22.02.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh4.googleusercontent.com/-ks6VmqQCPE8/TX7JxCGBG5I/AAAAAAAAAEA/oQj1fwuVbl8/s72-c/sistemasolar1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6191214711696564593.post-1034663195959175966</id><published>2011-03-10T06:07:00.000-08:00</published><updated>2011-03-10T06:36:43.493-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Amazônia'/><title type='text'>Sobre a comunidade brasileira na Guiana</title><content type='html'>&lt;style&gt; @font-face {  font-family: "Times New Roman";}@font-face {  font-family: "Verdana";}p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal { margin: 0cm 0cm 0.0001pt; font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; }pre { margin: 0cm 0cm 0.0001pt; font-size: 10pt; font-family: Times; }table.MsoNormalTable { font-size: 10pt; font-family: "Times New Roman"; }div.Section1 { page: Section1; }&lt;/style&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: #990000; font-family: Verdana;"&gt;&lt;b&gt;Dados de 2005, analisados&amp;nbsp; por Stéphane Granger*, davam conta de que&amp;nbsp; os brasileiros&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: #990000; font-family: Verdana;"&gt;&lt;b&gt; representavam cerca de 10% da população da Guiana.&amp;nbsp; &amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;pre style="font-family: Verdana,sans-serif; margin-right: 46.45pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: #990000; font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Eram sobretudo migrantes "econômicos" conforme a classificação&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;pre style="font-family: Verdana,sans-serif; margin-right: 46.45pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: #990000; font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;comentada na postagem de 9 de março.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;pre style="font-family: Verdana,sans-serif; margin-right: 46.45pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: #990000; font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Essa imigração teve início com a construção do Centro Espacial de Kourou,&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: #990000; font-size: small;"&gt; &lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;pre style="font-family: Verdana,sans-serif; margin-right: 46.45pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: #990000; font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;quando as autoridades francesas, diante da escassez de mão de obra local,&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;pre style="font-family: Verdana,sans-serif; margin-right: 46.45pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: #990000; font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;recrutaram,&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: #990000; font-size: small;"&gt; &lt;b&gt;a partir de 1964, centenas de brasileiros, que em grande parte&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;pre style="font-family: Verdana,sans-serif; margin-right: 46.45pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: #990000; font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;ficaram na Guiana&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: #990000; font-size: small;"&gt; &lt;b&gt;após o fim do contrato.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;pre style="font-family: Verdana,sans-serif; margin-right: 46.45pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: #990000; font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;A eles foram se juntar milhares de outros compatriotas.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;pre style="font-family: Verdana,sans-serif; margin-right: 46.45pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: #990000; font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Uma operação franco-brasileira de repatriamento, em 1974, fracassou. &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;pre style="font-family: Verdana,sans-serif; margin-right: 46.45pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: #990000; font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;pre style="font-family: Verdana,sans-serif; margin-right: 46.45pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: #990000; font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Os migrantes brasileiros estavam atrás em número apenas dos haitianos&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;pre style="font-family: Verdana,sans-serif; margin-right: 46.45pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: #990000; font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;e se caracterizavam&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: #990000; font-size: small;"&gt; &lt;b&gt;pelos seguintes aspectos, segundo Granger: &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;pre style="font-family: Verdana,sans-serif; margin-right: 46.45pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: #990000; font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;- intenção de permanecer apenas o tempo de amealhar um pecúlio&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: #990000; font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;pre style="font-family: Verdana,sans-serif; margin-right: 46.45pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: #990000; font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;e voltar para casa;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;pre style="font-family: Verdana,sans-serif; margin-right: 46.45pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: #990000; font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;- mesmo após uma expulsão, muitos retornavam à Guiana;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: #990000; font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;pre style="font-family: Verdana,sans-serif; margin-right: 46.45pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: #990000; font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;- reputação de saberem "se virar" e de serem qualificados marceneiros,&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;pre style="font-family: Verdana,sans-serif; margin-right: 46.45pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: #990000; font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;carpinteiros navais, mecânicos, eletricistas, garimpeiros, pescadores,&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;pre style="font-family: Verdana,sans-serif; margin-right: 46.45pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: #990000; font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;artesãos, cozinheiros e em trabalhos diversos (neste caso sobretudo&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;pre style="font-family: Verdana,sans-serif; margin-right: 46.45pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: #990000; font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;aqueles em situação irregular);&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;pre style="font-family: Verdana,sans-serif; margin-right: 46.45pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: #990000; font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;- as mulheres, segundo dados oficiais, tinham taxas de ocupação inferior&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;pre style="font-family: Verdana,sans-serif; margin-right: 46.45pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: #990000; font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;às dos homens e&amp;nbsp;sofriam mais com o desemprego; &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;pre style="font-family: Verdana,sans-serif; margin-right: 46.45pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: #990000; font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;- como no Brasil, a declaração de estar desempregado&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: #990000; font-size: small;"&gt; &lt;b&gt;não impedia&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;pre style="font-family: Verdana,sans-serif; margin-right: 46.45pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: #990000; font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;de trabalhar "no que der certo".&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;pre style="font-family: Verdana,sans-serif; margin-right: 46.45pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: #990000; font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: #990000; font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;pre style="font-family: Verdana,sans-serif; margin-right: 46.45pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: #990000; font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Segundo a analista, um forte individualismo marcava essa comunidade&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;pre style="font-family: Verdana,sans-serif; margin-right: 46.45pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: #990000; font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;brasileira que se considerava de passagem&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: #990000; font-size: small;"&gt; &lt;b&gt;na Guiana. Assim, seus&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;pre style="font-family: Verdana,sans-serif; margin-right: 46.45pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: #990000; font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;membros procuravam alcançar seus objetivos e&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;pre style="font-family: Verdana,sans-serif; margin-right: 46.45pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: #990000; font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;ir embora, o que&amp;nbsp;redundaria em certa ausência de solidariedade.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;pre style="font-family: Verdana,sans-serif; margin-right: 46.45pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: #990000; font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Os haitianos, ao contrário, caracterizavam-se&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: #990000; font-size: small;"&gt; &lt;b&gt;por solidariedade de grupo&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;pre style="font-family: Verdana,sans-serif; margin-right: 46.45pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: #990000; font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;e uma densa rede de associações. &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;pre style="font-family: Verdana,sans-serif; margin-right: 46.45pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: #990000; font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;pre style="font-family: Verdana,sans-serif; margin-right: 46.45pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: #990000; font-size: small;"&gt;* GRANGER, Stéphane. La population brésilienne en Guyane, entre affirmation&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;pre style="font-family: Verdana,sans-serif; margin-right: 46.45pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: #990000; font-size: small;"&gt;et intégration.&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;pre style="font-family: Verdana,sans-serif; margin-right: 46.45pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: #990000; font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Revue Guaiana&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: #990000; font-size: small;"&gt;, Spécial Brésil. Novembre 2005.&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;style&gt;@font-face {  font-family: "Times New Roman";}@font-face {  font-family: "Verdana";}p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal { margin: 0cm 0cm 0.0001pt; font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; }pre { margin: 0cm 0cm 0.0001pt; font-size: 10pt; font-family: Times; }table.MsoNormalTable { font-size: 10pt; font-family: "Times New Roman"; }div.Section1 { page: Section1; }&lt;/style&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6191214711696564593-1034663195959175966?l=sociologando-on-line.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/feeds/1034663195959175966/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/03/sobre-comunidade-brasileira-na-guiana.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/1034663195959175966'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/1034663195959175966'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/03/sobre-comunidade-brasileira-na-guiana.html' title='Sobre a comunidade brasileira na Guiana'/><author><name>Maria Cristina Maneschy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436887022617415865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_iYvnJHTFWdU/TNC6Uc2RItI/AAAAAAAAAAs/vjGHJtOu2Po/S220/Foto+criada+em+2010-11-02+%C3%A0s+22.02.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6191214711696564593.post-3092768433301200827</id><published>2011-03-09T18:14:00.000-08:00</published><updated>2011-03-10T06:33:32.772-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Amazônia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='meio ambiente'/><title type='text'>O mato amazônico  passou e a banda não viu</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;A fala lapidar do prefeito de Manaus há duas semanas, justificando a tenacidade de uma moradora em permanecer em área de risco pelo fato de ela ser paraense, foi campeã de reações nas redes sociais. Hoje, outra fala sobre a região bombou no Twitter. Foi durante a entrevista concedida pelos membros da banda jovem Restart, quando um deles disse que gostaria de tocar no Amazonas, porque era "só mato, não sabia se tinha muita gente, civilização...". Dentre as reações, uma bem humorada dizia que então ele queria tocar para a "mãe natureza" e não para uma audiência!&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Lances assim, que ainda são frequentes, surpreendem não só porque retomam imagens muito antigas de uma Amazônia exuberante, embora pobre em sociedades. Também, porque ilustram que no Brasil há grande desinformação, ou pouco interesse, quanto à realidade quotidiana nestas paragens. No caso, trata-se dos níveis alarmantes de desmatamento. Nesse ponto específico, seria bom se a imagem correspondesse à realidade. Mas o "mato" está cada vez mais ralo; não propriamente para o bem do seu público.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh6.googleusercontent.com/-5QpoDVl_Y-0/TXgzcKttc7I/AAAAAAAAAD8/K4jJaZ5fYaE/s1600/queimada_amazonia2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="211" src="https://lh6.googleusercontent.com/-5QpoDVl_Y-0/TXgzcKttc7I/AAAAAAAAAD8/K4jJaZ5fYaE/s320/queimada_amazonia2.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;http://ecourbana.wordpress.com/2008/06/05/desmatamento-na-amazonia-cresce-775-em-um-mes/&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6191214711696564593-3092768433301200827?l=sociologando-on-line.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/feeds/3092768433301200827/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/03/mata-amazonica-e-banda-jovem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/3092768433301200827'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/3092768433301200827'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/03/mata-amazonica-e-banda-jovem.html' title='O mato amazônico  passou e a banda não viu'/><author><name>Maria Cristina Maneschy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436887022617415865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_iYvnJHTFWdU/TNC6Uc2RItI/AAAAAAAAAAs/vjGHJtOu2Po/S220/Foto+criada+em+2010-11-02+%C3%A0s+22.02.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh6.googleusercontent.com/-5QpoDVl_Y-0/TXgzcKttc7I/AAAAAAAAAD8/K4jJaZ5fYaE/s72-c/queimada_amazonia2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6191214711696564593.post-8606913289511140183</id><published>2011-03-09T14:14:00.000-08:00</published><updated>2011-03-09T18:32:13.405-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Amazônia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='evento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='relações internacionais'/><title type='text'>AMAZÔNIA FRANCESA; TÃO PERTO, TÃO LONGE</title><content type='html'>&lt;div style="color: #0b5394; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;O Brasil não conhece a África&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #0b5394; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;mas a Àfrica sabe bem o Brasil...&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #0b5394; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Essas frases da música de Gonzaguinha vêm em razão de uma recente viagem que fiz a Cayena, junto com uma cara colega, Edma Moreira, para apresentar um trabalho em co-autoria com Jean Hébette, no Colóquio Patrimonialização e Desenvolvimento, promovido pela Universidade das Antilhas e da Guiana (http://www.colloque-patrimonialisation-guyane.com/colloque-Patrimonialisation-Guyane/Bienvenue.html). Desde os procedimentos iniciais para tirar o visto, quando constatei que brasileiros precisam de visto para entrar na Guiana, embora não para fazer turismo na metrópole, tive a impressão de que a maioria de nós, no Pará, conhecemos pouco, ou quase nada da vizinha Guiana, apesar das ligações históricas do passado. Por outro lado, aprendi que dentre os países que fazem fronteira com a França, é com o Brasil que ela divide sua fronteira mais extensa: 730km. &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #0b5394; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #0b5394; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;No entanto, muitos dos que lá vivem conhecem alguma coisa do Brasil, e da Amazônia em particular. Digo isso, em primeiro lugar, porque os professores com os quais conversamos quase todos tinham vindo mais de uma vez ao Brasil, para passear, fazer pesquisa, fazer compras ou participar de evento. A propósito, uma pesquisadora da área de  Biblioteconomia na cidade de Cayena, que disse conhecer "Mosqueiro,  Icoaraci, Belém, Manaus, estados nordestinos etc." fez uma reflexão peculiar sobre nós outros. Ela considera que os brasileiros têm uma maior integração ao ambiente natural, comparativamente aos seus conterrâneos, a exemplo a quantidade de frutas&amp;nbsp; regionais que se aprecia no norte e nordeste do Brasil, enquanto que em Cayena eles se voltam muito à França, consomem mais as coisas que vêm de lá e, portanto, não valorizam seus recursos naturais como nós, brasileiros, aparentemente fazemos. Mas, ela também vê uma analogia entre essa relação deles com a metrópole e a atitude "brasileira" de sobrevalorizar o que é do sul e sudeste do país.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Em segundo lugar, há muitos brasileiros naquele território francês de além mar, imigrantes "legais" e "ilegais", assim como chineses, vietnamitas, surinameses, haitianos... a ponto de formarem grupos reconhecíveis.&amp;nbsp;Os chineses visivelmente concentram inúmeras lojas nas ruas do centro comercial de Caiena. Os brasileiros, em sua esmagadora maioria amapaenses e paraenses, são comumente recepcionistas ou arrumadores em hotéis, garçons, ou atendentes em lojas. Trabalham também na construção civil. Na zona rural, são muitas vezes garimpeiros. Vi uma loja de compra de ouro em Cayena com inscrições em francês, português e duas outras línguas.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Ao que pude perceber, a Guiana, sobretudo desde as duas últimas décadas, vem valorizando sua composição multicultural, pelo menos em discursos públicos. Assim consta no pequeno livro &lt;i&gt;Guyane, l'incroyable guide&lt;/i&gt;, do Comitê de Turismo da Guiana (www.tourisme-guyane.com), que traz na sua primeira página: "Bem vido à Amazônia Francesa". O guia tem uma seção intitulada: "A incrível diversidade dos povos", fazendo referência aos ameríndios, aos Hmongs originários do Laos, e aos Bushenengués descendentes dos escravos revoltados , grupos aos quais correspondem tradições, uma arquitetura e um artesanato original. As seguintes linhas arrematam o texto: "Com seus 190.000 habitantes, a Guiana é um caleidoscópio de etnias, majoritariamente instaladas sobre o litoral, que dão um raro exemplo de concórdia e convivialidade". Belos&amp;nbsp; e importantes dizeres em uma conjuntura que é de inquitetude e embaraço por parte dos governos da União Européia frente às levas de migrantes que deixam a Líbia, o Egito e a Tunísia teimando em cruzar o Mediterrâneo em fuga dos problemas políticos; entre eles acha-se uma parcela de migrantes "econômicos", ao ver dos responsáveis políticos, pessoas que "aproveitam a oportunidade para ir trabalhar na Europa", dizem&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;É, portanto, pena a ausência de maior intercâmbio - comercial e cultural - entre os territórios que partilham a Amazônia, histórias com muitos pontos em comum, assim como diversidade cultural. Claro que há trocas, um contínuo vai e vem de populações, especialmente em busca de meios de vida, mas evidentemente sem a visibilidade do turismo de massa, oficialmente registrado. Entre Belém e Cayena são menos de duas horas de avião, mas há só um vôo semanal. No vôo que fizemos saindo de Macapá era grande o número de assentos vazios.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;É também pena que, assim sendo, não&amp;nbsp; haja estímulos ao turismo interregional, inclusive para aprendizado da língua francesa e, no caso, da língua crioula francesa.&lt;/span&gt; A propósito, uma das expositoras, professora da área de literatura,  apresentou um programa recente nos diferentes níveis de ensino público  em Cayena, que pretende introduzir nos currículos escolares conhecimentos sobre os povos que formaram a sociedade guianense, suas culturas, arte e história. Intercâmbios sobre experiências de valorização multicultural em áreas periféricas nos respectivos contextos nacionais, são muito oportunos.&amp;nbsp; Exemplo,&amp;nbsp; o reconhecimento dos territórios dos povos remanescentes de quilombos,&amp;nbsp; ou então as reservas de proteção ambiental com garantia de direitos aos habitantes tradicionais, importantes lá e cá. Essas experiências podem ser interpretadas como re-escrituras das histórias coloniais, desta feita a partir das realidades socioculturais locais.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #0b5394; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6191214711696564593-8606913289511140183?l=sociologando-on-line.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/feeds/8606913289511140183/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/03/amazonia-francesa-tao-perto-tao-longe.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/8606913289511140183'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/8606913289511140183'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/03/amazonia-francesa-tao-perto-tao-longe.html' title='AMAZÔNIA FRANCESA; TÃO PERTO, TÃO LONGE'/><author><name>Maria Cristina Maneschy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436887022617415865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_iYvnJHTFWdU/TNC6Uc2RItI/AAAAAAAAAAs/vjGHJtOu2Po/S220/Foto+criada+em+2010-11-02+%C3%A0s+22.02.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6191214711696564593.post-7017462668341194713</id><published>2011-02-26T12:37:00.000-08:00</published><updated>2011-02-26T17:01:36.693-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='educação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='preconceito'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Direitos'/><title type='text'>LITERATURA E PRECONCEITOS</title><content type='html'>&lt;div style="color: #134f5c; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;"Na casa, ainda existem duas pessoas - tia Nastácia, negra de estimação que carregou Lúcia em pequena, e Emília, uma boneca de pano bastante desajeitada de corpo". Cito esse trecho do famoso livro de Monteiro Lobato, Reinações de Narizinho, a propósito de um tema que fez furor semana passada na Internet. Trata-se da Carta Aberta da escritora Ana Maria Gonçalves ao Ziraldo, vista em http://racismoambiental.net.br/2011/02/carta-aberta-ao-ziraldo-por-ana-maria-goncalves/. A carta reage a um desenho feito por Ziraldo para estampar as camisas de um bloco de carnaval carioca, que retrata Monteiro Lobato abraçado a uma mulata.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O desenho desencadeou uma grande&amp;nbsp; polêmica&amp;nbsp; e motivou a carta aberta. Sua autora cita uma série de documentos escritos por Lobato que manifestam não apenas um racismo "de época", da primeira metade do século XX; os documentos mostram quase um racismo militante. Daí a grande decepção que a autora manifesta com Ziraldo. Sua carta suscitou uma enorme reação nas redes sociais, com opiniões tanto favoráveis à crítica da autora, quanto contrárias à "ditadura do politicamente correto" que não poderia estar presente na literatura, censurando-a. Muitos pensam, com razão, que o lugar de Monteiro Lobato no panteão dos escritores brasileiros é intocável, assim como a qualidade de sua escrita&amp;nbsp; que embalou gerações de crianças.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Não entro no mérito da literatura de Lobato, pois não é esse o ponto. Minha filha leu quase todos os livros dele e tem uma gratíssima lembrança de suas páginas. Contudo, acho muito positivo que esses questionamentos sobre a visão de sociedade de Lobato venham à tona. Seus livros são adotados nas escolas brasileiras e, certamente, estão a exigir uma malabarismo dos professores para lidar com frases como a do início de "Reinações...", de modo a evitar não só a reprodução de estereótipos, como também cuidar para que nenhuma criança experimente qualquer sentimento de inferioridade no espaço escolar, espaço "oficial" de formação cultural e pessoal.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #134f5c; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;É certo que a frase que destaquei trata de relações sociais históricas, costumes em um passado recente no Brasil - a &lt;i&gt;negra de estimação&lt;/i&gt;. Refere-se à trabalhadora doméstica, mulher e negra via de regra, que permanecia décadas no seio de casas de famílias de classe média e alta, cuidando da casa e das crianças dos patrões. Eram também chamadas &lt;i&gt;crias&lt;/i&gt;, meninas que iam do interior para as cidades na esperança do acesso ao estudo. Na região amazônica, frequentemente era uma menina de origem indígena. Misto de membro da família e empregada, essa posição era herança da escravidão. Muito mudou nesse campo, os empregados domésticos conquistaram direitos trabalhistas e sociais, ainda que bem mais tarde do que a maioria das profissões. Mas, quanto ao desvalor associado a posições sociais ou a cor da pele, a mudança é mais complicada. Dentre outras razões, porque tocam em visões de mundo e padrões muito enraizados.&lt;/b&gt;&lt;b style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="color: #134f5c;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="color: #134f5c;"&gt;Os argumentos da carta aberta tocam num ponto essencial do racismo “enrustido”  de nossa formação societária. A possibilidade de tomar certas idéias  comuns sobre as cores dos brasileiros de modo inofensivo, como gostariam aqueles que reagem&amp;nbsp; simplesmente ao "politicamente correto", cai por terra quando se tem em mente o que a carta destaca, que é o  sentimento de uma criança em sala de aula ao ver retratada sua condição  social com menos respeito, por menor que pareça. O respeito igual é um  direito básico. Sobretudo na infância. Ele é apenas um ponto de partida  para se poder então se formar pessoas aptas a enfrentar as&amp;nbsp;  competições e disputas pela vida afora. Portanto, na escola não há como transigir quanto a esse direito.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="color: #134f5c;"&gt;As lutas do dia a dia, as dificuldades econômicas já são  tantas que não precisa trazer para o interior da escola outras discriminações, como as raciais. Escolas equipadas, conectadas, com professores de alta qualificação, coexistem com escolas sem infraestrutura, improváveis mesmo de se deixar existirem hoje. Buscar recuperar os danos que esses handicaps provocam na educação das crianças é tarefa suficientemente complicada e urgente. Portanto, a importância de as  instituições&amp;nbsp; não abrirem mão do princípio do  respeito e dignidade iguais. Não se trata, óbvio, de proibir determinados livros, mas de cuidar muito na escolha dos livros de leitura obrigatória na escola, conforme as faixas etárias, como de certo modo vem sendo feito pelo MEC. Além das quotas, das bolsas e de&amp;nbsp; outras medidas que consigam efetuar o&amp;nbsp; delicado balanço entre respeito à diferença e direito à igualdade social. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6191214711696564593-7017462668341194713?l=sociologando-on-line.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/feeds/7017462668341194713/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/02/literatura-e-preconceitos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/7017462668341194713'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/7017462668341194713'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/02/literatura-e-preconceitos.html' title='LITERATURA E PRECONCEITOS'/><author><name>Maria Cristina Maneschy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436887022617415865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_iYvnJHTFWdU/TNC6Uc2RItI/AAAAAAAAAAs/vjGHJtOu2Po/S220/Foto+criada+em+2010-11-02+%C3%A0s+22.02.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6191214711696564593.post-5653872983487682306</id><published>2011-02-16T15:33:00.000-08:00</published><updated>2011-02-17T09:53:54.589-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='solidariedade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='desigualdade'/><title type='text'>FILANTROPIA DE POLÍTICOS: UMA SUGESTÃO</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;A recente decisão de aumento dos subsídios dos deputados estaduais no Pará, elevando de R$ 12.000 para cerca de R$ 20.000 mensais, assim como ocorreu antes no âmbito do Congresso, suscitou uma série de reportagens mostrando insatisfações da população em diferentes pontos no Estado. Um dos reclamos mais comuns é o fato de o reajuste ter se dado em proporção superior ao reajuste dos preços e, particularmente, ao reajuste do salário mínimo. Como a maioria dos paraenses sofre para fechar as contas do mês, a medida logicamente dá vazão a uma série de juízos que ameaçam a reputação da categoria política. A irritante frase volta a martelar: &lt;/span&gt;&lt;i style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;político não presta, é tudo a mesma coisa!&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; Inclusive, corre na internet a campanha de um professor que, ao comparar sua renda aos custos de um parlamentar brasileiro propõe a infame equação: 1 parlamentar = 344 professores de escola pública. Tudo isso é uma generalização abusiva.&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Diante de tal estado de espírito coletivo, e achando que há entre os deputados da 17a legislatura, além do representante do PSOL, outros que partilham a idéia de que um reajuste seguindo o IPC seria aceitável, precisamente porque a condição da maioria do eleitorado requer um ato de solidariedade, pode-se pensar em alternativas de uso dos rendimentos ampliados. Qualquer alternativa deve respeitar o merecido reajuste. Tratando-se de subsídio, portanto, exclusivamente pessoal, tudo o que se pode sugerir é a título de colaboração voluntária. Por isso, o exercício aqui proposto é de aplicações no campo da filantropia. Mas, uma filantropia coletiva, não individual, o que é sempre delicado, pois dificilmente se traduz em votos. Em contrapartida, contribuiria para a reputação da categoria como um todo. E em nada afetaria a dedicação dos parlamentares a suas funções principais no exercício dos mandatos. Então, vamos lá.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Supondo-se que vinte e cinco deputados concordassem em guardar metade do aumento, ou seja, R$ 4.000, destinando então os outros R$ 4.000 para o experimento filantrópico, ter-se-ia cerca de R$100.000 por mês, R$ 1.200.000 por ano. Não é muito para necessidades sociais, mas conforme o tipo de aplicação a ser dado, o valor simbólico seria alto. Se a idéia é palatável, mil e um tipos de aplicação poderiam ser propostos: pesquisas aplicadas, bolsas de estudo e pesquisa, eventos...&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Uma idéia que me vem logo à mente refere-se a contribuições na área de saúde. Quando se acompanha a rotina de pacientes à procura de tratamento público para câncer e a infraestrutura precaríssima no Estado para tais males, percebe-se um pouco a dificuldade. Uma idéia seria formar um fundo para despesas de locomoção de pacientes que têm de ir com muita frequência a um hospital receber o tratamento; para quem ganha pouco e a doença impede usar ônibus ou van, gastar com taxis ou contar com a boa vontade de parentes ou conhecidos aumenta muito o sofrimento com a própria doença. Esse tipo de aplicação seria mais eficaz se destinada a municípios que concentram hospitais ou centros de saúde que ministram tais tratamentos, para onde convergem as populações dos municípios do entorno.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Por outro lado, sabe-se que o mais das vezes cabe a mulheres cuidar dos parentes doentes, acompanhá-los aos tratamentos, além dos cuidados cotidianos com as crianças. Essa divisão tradicional frequentemente reduz sua possibilidade de trabalho remunerado, ou de acesso a um trabalho de melhor remuneração. Assim, um fundo para amenizar os gastos com os cuidados são sempre bem vindos, por exemplo, auxílios para manter crianças em creches e pré-escolas e para manter as crianças depois das aulas, como serviços culturais e educativos (cinema, teatro, esporte, bibliotecas, reforço escolar...), nesses casos em parceria com organizações locais.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Na verdade, o verdadeiro motivo desta postagem, não é o aumento dos ganhos. A atividade parlamentar requer muitos custos, que não são só monetários. São também pessoais, emocionais, desgates físicos... A dedicação ao labor é necessariamente muito grande. Manter-se preparado, atualizado, antenado, nada fácil. Como muitas outras profissões, o trabalho de um político não acaba quando o relógio de ponto marca a hora. E os custos de uma eleição são cada vez maiores.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;O que verdadeiramente motiva esta sugestão de experimento, é a lembrança de que os debates nas instâncias políticas parecem distantes do cotidiano das pessoas comuns no Estado, mal tratadas, mal trajadas, mal informadas. Enfrentam desde paradas de ônibus sem cobertura, até a negação de informação básica sobre direitos e o acesso a uma obturação de dentes, ou a uma mamografia. A sensibilidade a tais realidades, que desperdiçam vidas, parece distante.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6191214711696564593-5653872983487682306?l=sociologando-on-line.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/feeds/5653872983487682306/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/02/filantropia-de-politicos-uma-sugestao.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/5653872983487682306'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/5653872983487682306'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/02/filantropia-de-politicos-uma-sugestao.html' title='FILANTROPIA DE POLÍTICOS: UMA SUGESTÃO'/><author><name>Maria Cristina Maneschy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436887022617415865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_iYvnJHTFWdU/TNC6Uc2RItI/AAAAAAAAAAs/vjGHJtOu2Po/S220/Foto+criada+em+2010-11-02+%C3%A0s+22.02.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6191214711696564593.post-9140269468608714938</id><published>2011-02-11T10:14:00.000-08:00</published><updated>2011-02-12T13:01:40.966-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='redes sociais'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Belém'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>BELÉM, CIDADE CRIATIVA?</title><content type='html'>&lt;div style="color: #660000; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Faço esta pergunta a propósito de um conceito relativamente novo por aqui: cidade criativa. Ele contém idéias muito instigantes. Não se refere a uma característica natural de uma cidade, de um dom ou uma qualidade que determinadas cidades têm e outras não. Ao contrário, refere-se a uma conquista, que resulta de intervenções calculadas e de alianças entre os atores sociais da cidade.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Toda cidade tem potencial criativo, pois em toda população há vontade de criar, há criadores e inovadores e esse potencial depende de condições para florescer. E o espaço urbano é, por excelência, espaço de encontros, de concentração de pessoas com costumes, visões de mundo e culturas. Então, um campo fértil para inovações. É uma forma de pensar a cidade como um fato social. No dia a dia, vivendo as mazelas da cidade, o trânsito, a violência, o desemprego, a degradação ambiental, tendemos a encará-la como uma supra-realidade, fora do nosso alcance. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Os proponentes desse conceito apontam como característica da cidade criativa, a formulação de objetivos e &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;estratégias &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;para a gestão do território da cidade, envolvendo os seus atores - &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;os habitantes, suas associações, empresas e&amp;nbsp; governos&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;. Portanto, trata-se de objetivos e metas que não sejam simplesmente "conhecidos" da população, como por exemplo, obras públicas que o governo dá a conhecer aos moradores.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Uma dimensão notável do conceito é a idéia de tornar a criatividade um recurso de valor econômico. E uma grande&amp;nbsp; fonte de estímulo à criatividade está na identidade cultural, ou identidades culturais de suas populações. Essa idéia aponta para a necessidade de conhecer, valorizar e estimular as pessoas e os grupos que compõem a vida da cidade, partindo do que os identifica. Não necessariamente essa identidade pré-existe&amp;nbsp; ou é claramente percebida democraticamente. Há as culturas valorizadas e as não valorizadas, a cultura de elite e a das massas, os bairros centrais e os periféricos,&amp;nbsp; a arquitetura eleita como "patrimônio" e a que não entra nessa categoria. Há, também, leituras consagradas da história e da cultura local, de seus grandes personagens, que servem a determinados grupos e invizibilizam outros grupos e suas práticas. De todo modo, o conceito realça a capacidade de superar os bloqueios, os guetos, e de encontrar pontos de convergência de objetivos sem sufocar a diversidade social. Tarefa de fôlego em contextos de grande desigualdade! A idéia é de que a identidade pode ser descoberta, redescoberta ou, então, produzida, por exemplo, a partir de estudos sobre a história local, ou a partir da promoção de certos eventos (festas, congressos, manifestações culturais... ), que podem inclusive ser restritos a determinados segmentos. Iniciativas especiais podem fazer com que a população em conjunto vá se apropriando dessas práticas e elas vão passando a fazer parte da identidade do lugar. A respeito da busca de um patrimônio cultural comum, vem-me a mente o filme Narradores de Javé, que focaliza os moradores de uma região a ser inundada por uma barragem e que precisavam encontrar evidências de que o território a ser inundado era seu patrimônio histórico e cultural.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;A constituição de uma cidade criativa parte da cultura, ou das culturas locais, do patrimônio material e imaterial de suas populações, procurando associar esse patrimônio à economia, de maneira a dinamizar sua base econômica. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Segundo a especialista no tema, Ana Carla Fonseca Reis, em texto disponível na internet, a cidade criativa "transforma sua estrutura socioeconômica a partir da criatividade dos habitantes". A empresa, para ser bem sucedida, requer sinergias através de práticas colaborativas entre os atores da cidade. Nas palavras da autora: &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;A criatividade impulsiona a busca de novos arranjos de governança entre público, privado e sociedade civil; de formas alternativas de financiamento (mais voltadas ao capital de conhecimento do que às garantias físicas); de inovações na gestão da cidade; de valorização da criatividade; e de busca de modelos colaborativos, nos quais todos ganham (ao invés de competitivos, nos quais um ganha no curto prazo e todos perdem).&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;A autora indica uma série de experiências tidas como sucesso&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;, dentre as quais Barcelona e Bilbao, na Espanha. Neste último, caso tratava-se de uma cidade&amp;nbsp; que se constituíra em torno de um porto e da atividade de mineração. Com o recuo dessas funções pós 1980, a economia&amp;nbsp; estagnou. Mas, ela ressalta que a forma de sair da crise é que foi inusitada. Teve a ver com as redes sociais, ou redes sócio-políticas - conceito aplicado pelo sociólogo brasileiro José Ricardo Ramalho. Essa história merece atenção:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;Com o objetivo básico de encontrar uma estratégia que lhe granjeasse empregos, impostos, bem-estar social e a reposicionasse no mundo, a recuperação da cidade foi objeto de uma parceria entre agentes públicos e privados, que desenhou oito eixos estratégicos. Entre eles, vários ligados a infraestrutura (metrô, aeroporto), mas todos simbolizados por uma face visível: o Museu Guggenheim. Hoje, muitas cidades miram-se no Guggenheim como produto, esquecendo de analisar o processo que levou à sua construção e que têm no museu apenas a ponta de um iceberg&lt;/i&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; Mais perto de nós, Medellín, na Colômbia, classificada cidade mais violenta do mundo em 1991, mudou seu perfil. A formação de uma ampla rede social e a definição de estratégias claras para orientar os investimentos no longo prazo, com grande cuidado com as zonas mais vulneráveis, pesaram no sucesso. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;O processo de transformação teve início em um movimento cívico, independente e amplo, que aglutinou do meio acadêmico às empresas privadas, das associações comunitárias às ONGs mais diversas. Seu foco sempre recaiu sobre o investimento em dois setores: educação pública e cultura e teve claramente o apoio do governo municipal, muito criticado por algumas vozes que viam nesse investimento um desvio do premente combate ao crime. (...) Como armas de combate a cidade optou porém por livros, urbanismo social, iniciativas de fomento à criação cultural, fortalecimento à participação cidadã, recuperação da autoestima. (...)&lt;/i&gt; A&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; face mais visível desse processo (e sempre há ao menos uma), porém, são as renomadas bibliotecas-parque, equipamentos culturais de ponta, tanto como conceito, quanto como projetos arquitetônicos, construídos nos locais socialmente mais frágeis da cidade. Com vasta programação educativa e cultural, são espaços públicos dos quais a comunidade se apropria, nos quais se desenvolve, se fortalece e se reconhece&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;. (&lt;/b&gt;&lt;b&gt;Ana Carla Fonseca Reis)&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;O conceito não se aplica hoje a Belém. Não se tem definição de objetivos e estratégias de intervenção urbana pelo poder público,&amp;nbsp; nem estímulo à criatividade e à participação. Um dos leitores da última edição do Jornal Pessoal, de Lúcio Flávio Pinto, pergunta o que se sabe do Portal da Amazônia. Tem-se visto na TV insatisfação de moradores&amp;nbsp; deslocados. O que se sabe dos rumos da especulação imobiliária, das vistas para os rios, para que servem? Como se articulam certas obras&amp;nbsp; de infraestrutura com intervenções complementares a fim de que as obras tragam benefícios sociais sólidos? Como, por exemplo, os monumentos históricos da Cidade Velha se articulam com o conhecimento da história daqueles espaços? Qual o vínculo&amp;nbsp; e identidade dos moradores com aqueles edifícios e ruas? Que eventos científicos, artísticos podem ser fomentados sobre as relações entre Belém e suas águas? Tem muita criatividade em Belém, artística e cultural sobretudo. &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Os exemplos da autora sobre cidades criativas, dos quais selecionei dois, tratam de dimensões que valem mais do que dinheiro. São, principalmente, ativos sociais: planejamento, formação de redes colaborativas, além de foco nas condições que favoreçam a criatividade da população. Planejar significa combinar as ações e fixar metas de mais longo prazo; aquilo que sempre está nos discursos de eleição. Acho que o conceito é útil pois convida a buscar soluções. Não há fórmula. Do caso de Medellín, ressalta o cuidado com as populações mais vulneráveis, portanto, necessitadas de atenção especial para assumirem seu inevitável protagonismo na transformação da cidade para melhor.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6191214711696564593-9140269468608714938?l=sociologando-on-line.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/feeds/9140269468608714938/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/02/belem-cidade-colaborativa.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/9140269468608714938'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6191214711696564593/posts/default/9140269468608714938'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sociologando-on-line.blogspot.com/2011/02/belem-cidade-colaborativa.html' title='BELÉM, CIDADE CRIATIVA?'/><author><name>Maria Cristina Maneschy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436887022617415865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_iYvnJHTFWdU/TNC6Uc2RItI/AAAAAAAAAAs/vjGHJtOu2Po/S220/Foto+criada+em+2010-11-02+%C3%A0s+22.02.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6191214711696564593.post-6589340681751773521</id><published>2011-02-09T12:04:00.000-08:00</published><updated>2011-02-12T13:23:06.147-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='relações internacionais'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>DO CAIRO, LIÇÕES DE POLÍTICA E CULTURA</title><content type='html'>&lt;div style="color: #073763; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Enquanto prostestam contra uma ditadura que até bem pouco não aparecia assim a quem via de fora, pois era um governo "amigo" dos "ocidentais", os jovens egípcios estão reensinando algumas coisas sobre política e cultura. &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #073763; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Em primeiro lugar, uma lição muitas vezes repetida nas relações entre países. É a plasticidade do conceito de democracia e das instituições encarregadas de defendê-la. A lição é afirmada pela postura embaraçosa de governos de outros países em apoiar o clamor das ruas no Cairo e, ao mesmo tempo, assegurar a estabilidade da transição. Como dizem os analistas, do ponto de vista dos interesses americanos, europeus e israelenses, é preciso mudar sem mudar. Por conta dos protestos de hoje, o grande público toma consciência dos investimentos militares que têm sido feitos por anos a fio no Egito pelos EUA e de como o país tem a mão firme no bloqueio à Faixa de Gaza, sendo então ator fundamental no conflito de Israel com a Palestina. Nas relações internacionais que favorecem governos não só corruptos e autoritários, mas violentos, soa mal o emprego dos termos democracia e direitos humanos. As modernas declarações de direitos ficam pálidas quando episódios assim trazem à tona o que se faz em seu nome.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #073763; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #073763; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Em segundo lugar, os manifestantes iluminam o quanto de artificialidade há nas supostas barreiras entre culturas diferentes. Está claro que o argumento do mal menor de se manter um governo laico para evitar a ascensão do integrismo religioso não se sustenta no caso. Os jovens insatisfeitos no Cairo têm muito mais em comum com jovens desempregados e que se vêem sem perspectiva em muitos outros países, do que divergências culturais. Anseios de liberdade de escolha, liberdade política, justiça, auto-estima, emprego, oportunidades de realização de projetos pessoais e profissionais, um estado a serviço dos cidadãos... é isso que basicamente os move. O atendimento a esses anseios não requer negação de valores culturais. Requer medidas políticas e econômicas.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #073763; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #073763; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;A lição de que há anseios universais que se exprimem naqueles protestos é muito evidente.&amp;nbsp; Portanto, há mais fatores de promoção de diálogo intercultural do que obstáculos. Mais uma vez se observa como diferenças culturais e religiosas podem ser manipuladas, exacerbadas, gerando preconceitos e intolerância, porque há interesses não declarados que precisam ser assegurados, sobretudo quando estão em jogo bens econômicos estratégicos.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #073763; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #073763; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;O problema das diferenças culturais não se resume a manipulações, por certo. Porém, não se pode aceitar levemente a idéia de que tradições e culturas diferentes sejam fechadas a diálogo. E, portanto, tome repressão para evitar o pior, o terrorismo de base religiosa, usado como justificativa para fechar os olhos a barbáries locais. Não seríamos o que somos hoje, em nenhum lugar, se séculos e séculos de intercâmbios e de trocas culturais não nos tivessem precedido. Muito da "natureza" que nos cerca é fruto de trocas passadas. A esse respeito, vale a leitura do livro de Lévi-Strauss, Raça e História.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #073763; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #073763; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Quando sabemos pela imprensa que as forças integristas não lideram os movimentos, percebemos então mais essa lição que vem do Egito:&amp;nbsp; são vazios muitos discursos anti-imigração em países ricos que apelam para as diferenças culturais para justificar as dificuldades de integração; inclusive, as reclamações formuladas por governos nesses países de que os imigrantes trazem valores incompatíveis com os "valores nacionais". As bases para o diálogo é que são negadas, antes de as diferenças eclodirem em conflitos étnicos.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #073763; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #073763; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Quando eu estudava na França, durante a guerra contra o Iraque do primeiro governo Bush, ouvi de uma colega argelina, doutoranda em geologia, que ela sentia naquele momento uma vontade de usar o véu islâmico, que normalmente não usava, expressando assim um sentimento que misturava humilhação e desejo de afirmar o valor de sua cultura, motivada por aquela intervenção americana sobre um "país árabe", vista como ilegítima. Anos depois, na Austrália, minha filha adolescente teve como amiga na escola uma jovem afegã, de uma família muçulmana que aparentemente era seguidora rígida dos preceitos religiosos e que acabavam de obter o estatuto de refugiados no país. Pelas conversas que mantinham na escola, no MSN, vi como partilhavam desejos, preocupações, dúvidas comuns à idade.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #073763; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #073763; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Por tudo isso, são valiosas as lições que vêm do Cairo. &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_iYvnJHTFWdU/TVL_cyobbmI/AAAAAAAAAD4/Rs6Al7S0nEE/s1600/protestos_no_egito_4d49e239b147b-407737-4d49e23a32833.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="228" src="http://4.bp.blogspot.com/_iYvnJHTFWdU/TVL_cyobbmI/AAAAAAAAAD4/Rs6Al7S0nEE/s320/protestos_no_egito_4d49e239b147b-407737-4d49e23a32833.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;http://gazetaonline.globo.com/_conteudo/2011/02/764083-confrontos+deixam+3+mortos+e+mais+de+600+feridos+no+cairo+diz+governo.html&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #073763; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #073763; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6191214711696564593-6589340681751773521?l=sociologando-on-line.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href=
